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Eu vi dessa maneira:
O propósito do Will não era salvar o filho da Isla, mas salvar a própria Isla, e a única forma de fazer isso era salvando a criança. No final, na balsa, ela diz: “você sempre volta aqui, mas nunca consegue me salvar”.
O pós vida tem um aspecto de purgatório. Mesmo tentando caminhos diferentes, ela sempre morre e ele retorna ao início. Provavelmente acontece o mesmo com o pai do Will. Não se trata de reviver o dia da perda, mas de reconstruir uma vida inteira tentando evitar que ela aconteça.
A idade no pós vida não é erro de roteiro. Cada pessoa volta ao ponto ligado ao seu maior arrependimento, como se a alma ficasse presa, reiniciando aquele momento. A cena final mostra que, ao criar consciência, é possível sair do ciclo e “chegar lá” em outro ponto da vida. Will encerra o sofrimento de ver Isla morrer, mas inicia um novo ciclo, já que não pode mais se relacionar com ela. O mesmo poderia acontecer com o homem do hospital se ele alcançasse essa compreensão.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Eu me lembro vagamente de ter assistido à versão clássica de O Jardim Secreto na Sessão da Tarde quando era mais novo. Na época provavelmente eu não tinha maturidade suficiente para entender tudo o que o filme queria passar, mas a atmosfera e aquela sensação de mudança já tinham ficado na memória.
Anos depois, já adulto, bateu a curiosidade de rever o filme e acabei descobrindo que existem diferentes adaptações da mesma história, baseada no livro. Isso deixou tudo ainda mais interessante, porque cada versão traz um jeito próprio de contar a mesma essência.
O que mais me chama atenção é como o filme trata temas como luto, solidão e cura emocional de um jeito simples, mas muito profundo. O jardim funciona quase como uma metáfora, porque conforme ele vai voltando a florescer, os personagens também vão mudando por dentro.
Outro ponto importante é a relação dela com o tio e com as outras pessoas da casa. Todos ali carregam algum tipo de dor ou bloqueio emocional e aos poucos isso vai se quebrando com a convivência, principalmente através das crianças e do contato com a natureza.
É impressionante como um filme antigo consegue abordar questões psicológicas de forma tão sensível, mostrando que ambiente, cuidado e afeto realmente têm impacto na forma como lidamos com nossos traumas.
Rever esse tipo de história hoje faz a gente perceber coisas que, quando mais novo, passavam totalmente despercebidas.