@resenha100nota
44 years
(🇧🇷 BRA)
Usuário desde Julho de 2018
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Estes são os meus filmes e séries favoritos

Nenhum filme favorito.

Carregando Publicidade...
Remover Anuncios
História de um Casamento (Marriage Story) 1,9K

História de um Casamento

Adorável Vagabundo (Meet John Doe) 44

Adorável Vagabundo

Operação Overlord (Overlord) 508

Operação Overlord

O Grande Ditador (The Great Dictator) 802

O Grande Ditador

Últimas opiniões enviadas

Volume Morto (Volume Morto) 43

Volume Morto

  • @resenha100nota
    5 anos atrás

    Quando a professora de Inglês Thamara convoca os pais do pequeno Gustavo para discutir o comportamento estranho do garoto uma tensa conversa tem início.
    A partir dessa premissa "Volume Morto" (2019), produção nacional com Julia Rabello e Fernanda Vasconcelos (ótimas), provoca o espectador e põe o dedo na ferida.

    A trama é quase que exclusivamente filmada dentro da sala de aula onde a longa discussão acontece. Essa decisão trouxe um tom claustrofóbico, de clausura que nos deixa ainda mais tensos porque a sensação é de que algo muito ruim está para acontecer. Basta um pensamento mal explicado ou uma palavra mal colocada.
    A pauta de colocar professores e pais em lados opostos infelizmente me parece um retrato bem atual. As crianças tem cada vez menos espaço nas agendas superlotadas dos pais, que delegam toda responsabilidade sobre a educação e atenção à escola, numa espécie de terceirização de uma competência intransferível.
    E quando algo não vai bem e a conversa torna-se inevitável, o professor torna-se o portador de más notícias, incompetente em sua função, que desperdiça o valioso tempo do papai e da mamãe.
    Por esses pecados ela merece ser punida. Para os pais o prejuízo é evidente e o dinheiro pago em caras mensalidades requer plena satisfação. É aí que entra a dona do comércio, a diretora do colégio. O cliente tem sempre razão, não é verdade?! A criança é a cifra, o tempo desperdiçado, é aquela que abre a boca, mas não fala...ou não é ouvida.
    E de quem é a responsabilidade? O papai e a mamãe poderiam responder, mas o celular tocou e não pára de chegar mensagem no Whatsapp. Gustavinho fica pra depois...

    8.0

  • O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby) 2,0K

    O Bebê de Rosemary

  • @resenha100nota
    5 anos atrás

    Numa época que o cinema de terror era visto como um gênero menor, ou marginalizado por boa parte da crítica especializada, Roman Polanski decide adaptar o livro de Ira Levin, "O Bebê de Rosemary" (1968). Para dar mais respaldo a produção, Polanski trouxe Mia Farrow e John Cassavetes. O filme inclusive acabou com o casamento de Mia com Frank Sinatra, após a atriz recusar a participação em um filme do marido para filmar com Polanski.
    A decisão profissional foi acertada visto que o longa de terror impulsionou a carreira da atriz e rendeu elogios.

    O roteiro escrito pelo diretor fez um excelente trabalho de adaptação da obra literária. Li o texto de Ira Levin e posso afirmar que o filme é praticamente o livro em sua fidelidade na tela.
    A historia versa sobre um jovem casal que acaba de se mudar para um charmoso apartamento em Nova York. O lugar também é cercado por um histórico de eventos macabros, mas isso não tornou o endereço menos cobiçado.
    Guy é um ator em busca de oportunidades e reconhecimento, e Rosemary, uma jovem que deixou a família para viver os sonhos de construir a própria história na cidade grande.
    Logo após a mudança, são agraciados com a hospitalidade efusiva dos vizinhos e em seguida uma onda de boas notícias invade a vida do casal. Guy passa a receber convites profissionais e Rosemary descobre a gravidez.
    A partir desse ponto acompanhamos uma série de situações estranhas, nunca explícitas, mas suspeitas que vão deixando a protagonista desconfiada que ela e seu bebê fazem parte de algo sombrio.

    Não recorrer a sustos genéricos, litros de sangue ou ao horror gráfico fazem de "O Bebê de Rosemary" um filme fora da curva. O terror é totalmente psicológico, mas não menos assustador.
    Toda tensão é gerada pela expectativa, pelas suspeitas e pela iminência de algo ruim acontecer.
    A interpretação de Mia Farrow é espetacular e o papel de John Cassavetes é daqueles que nos deixa revoltados com a canalhice do personagem.

    O reconhecimento do longa veio imediatamente e acabou abrindo portas para produções caprichadas que levaram o gênero para outro patamar frente aos críticos, como foi o caso de "O Exorcista" (1973) e "A Profecia" (1976).
    Sua influência no cinema ainda pode ser sentida e se tornou modelo comparativo quando um novo filme aposta no horror mais focado no ritmo lento, voltado a psique humana.
    Sem dúvida, um marco para o Terror Cinematográfico que se mantém intocável entre os melhores do gênero.

    10.0

    *Acompanhem o canal " Resenha100nota Oficial" no Youtube

  • Planeta Terror (Planet Terror) 1,2K

    Planeta Terror

  • @resenha100nota
    5 anos atrás

    Quando os diretores e amigos Robert Rodriguez e Quentin Tarantino decidiram compartilhar o projeto "Grindhouse" para homenagear as antigas sessões duplas de filmes de terror B dos anos 70, a ideia pareceu bastante promissora. Entretanto, na prática as coisas não andaram tão bem assim e a investida ficou bem aquém da qualidade artística dos envolvidos e não foi bem recebida pelo público.
    Durante o "Especial Quentin Tarantino", que você pode encontrar no feed, já relatei minhas impressões sobre "À Prova de Morte" (2007), segmento do motorista louco que coube à Tarantino. Agora é a vez de falarmos sobre "Planeta Terror" (2007), o filme trash de zumbis assinado por Robert Rodriguez.

    Para participar da brincadeira sanguinolenta Rodriguez convocou Rose MacGowan, Josh Brolin, Bruce Willis e uma dúzia nomes facilmente reconhecidos por pequenos papéis em outras produções de Hollywood.
    A trama coloca um grupo de pessoas em meio à um apocalipse zumbi e conspirações militares.
    Repleto de gore e esteticamente calculado para emular aqueles filmes de baixo orçamento, muita criatividade e sequências absurdas, "Planeta Terror" diverte em boa parte de sua projeção. Certamente você vai rir dos exageros, das frases de efeito e das caricaturas.

    Entretanto Rodriguez, na ânsia pela homenagem, cometeu alguns equívocos. Ao meu ver, há um excesso de personagens que tira o foco daqueles que poderiam render mais, como por exemplo o casal de médicos e a Go Go Dancer. O diretor também não traça um bom antagonista, que só aparece no início e no fim, além de exagerar o exagero. Se é que vocês me entendem. Os filmes de terror da década de 70, alvo da referência de "Planeta Terror" tinham inúmeras situações absurdas, que desafiavam a lógica do mundo real, mas por algum motivo o espectador acreditava que aquilo era possível. Talvez porque seus realizadores inseriam aquelas tomadas com a crença na melhor experiência de seu público. Já no filme de Rodriguez é nítida a intenção da paródia e isso nos tira totalmente da história.

    Ainda assim, "Planeta Terror" é um produto mais absorvido pela "brincadeira" proposta pelo projeto "Grindhouse". Diferente de Tarantino, que fez questão de deixar clara sua assinatura, Rodriguez estava imbuído na obra e não no autor.

    6.5

    *Acompanhem o canal "Resenha100nota Oficial " no Youtube

  • Obrigado pelas palavras! o Podcast fica feliz em saber que temos mais um ouvinte fiel. Ajude a divulgar, se puder! Abraços!

  • Any 7 anos atrás

    Valeu por me aceitar!

  • Aline Alves 7 anos atrás

    Curti muito o insta, já comecei a seguir. Já lhe pergunto logo, conheces Mr Nobody?