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Data de lançamento
12 Junho 1968Duração
Rosemary e seu marido se mudam para um novo apartamento em Nova Iorque, onde passam a conhecer um casal de idosos que mora logo ao lado. Esse casal possui modos estranhos de agir; eles logo invadem a privacidade de Rosemary, de forma que começa a incomodá-la. Há algo por trás disso tudo e Rosemary, grávida, começa a desconfiar das pessoas, querendo proteger seu futuro filho.
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Cara filme bom faz assim: sem muitos efeitos, com boas atuações e um enredo convincente. É um filme atemporal.
Filme obrigatório pra quem ama a arte do cinema,
O Bebê de Rosemary não é apenas um filme de terror; é uma obra-prima da agonia cinematográfica, onde o medo não nasce do sobrenatural, mas do isolamento humano.A direção de Roman Polanski funciona como uma pintura expressionista da paranoia, transformando o imponente edifício Bramford em uma prisão de aparências burguesas. A câmera claustrofóbica sufoca o espectador, capturando a transição dolorosa de Rosemary vivida com uma fragilidade poética e devastadora por Mia Farrow de uma jovem sonhadora a uma figura sacrificial da ambição alheia.O verdadeiro horror do filme reside na sua elegância estética. A trilha sonora, embalada por uma canção de ninar melancólica, contrasta de forma brutal com a violência psicológica sofrida pela protagonista.
Esse filme da aflição do início ao fim . Pior do que a inconveniência dos vizinhos é a mulher não ser ouvida por ninguém
Nosso instinto não deve ser ignorado
29/08/26
Sempre apreciei muito este clássico do suspense/terror, em muitas revisões que já fiz deste filme, de modo que, já escutava o seu nome e o via nas chamadas da TV (Rede Globo) em suas exibições, desde criança e só pelo título já tinha medo. Lembro que já ouvia falar deste filme de Roman Polanski nos idos de 1985, quando foi exibido pela primeira vez na TV (pelo menos eu acho) e minha mãe comentava o filme após a sessão, amedrontada! Muitos anos depois, peguei em VHS e mais adiante em DVD (inclusive tenho o DVD da PARAMOUNT aqui na minha videoteca). Visto hoje, após tantas revisões, o filme continua ótimo, mesmo com o passar dos quase 60 anos, permanecendo um clássico que fascina pelo seu enredo esdrúxulo e amedrontador (imagino o quanto foi impactante na época de sua estreia no cinema). Roman Polanski rodou aqui o segundo filme da trilogia da "fobia do apartamento", inaugurado com outro ótimo filme (Repulsa ao Sexo) e fechado com o também bom (O Inquilino). Mia Farrow, definitivamente, se lançou ao estrelado aqui, com uma ótima atuação de uma mulher frágil, doce e temente ao marido que deseja ter um filho. John Cassavetes (ótimo cinesta também) está perfeito como marido ambicioso que quer subir na carreira e encontra um meio para isso. E o casal de idosos nada confiáveis estão ótimos, inclusive, Ruth Gordon recebeu aqui o Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua interpretação como a incoveniente Minnie Castevet. Amedrontador do início ao fim, O BEBÊ DE ROSEMARY, possui uma narrativa lenta, explorando ao máximo os aspectos psicológicos da personagem (que é muitíssimo bem trabalhada) a trilha sonora nos faz arrepiar, desce o início com aquela música de ninar.