Últimas opiniões enviadas
Joaquin Phoenix, Ari Aster e A24 são uma combinação quase infalível; você já espera algo interessante só de bater o olho.
Fiquei bastante entretido e reflexivo com essa viagem psicótica repleta de semiótica.
Só achei a parte do jubileu desnecessária. Eles poderiam ter surpreendido de inúmeras outras formas nesse plot, mas fizeram, na minha opinião, a escolha mais bizarra possível (e aqui me refiro a “bizarro” no mau sentido mesmo).
Confesso que, depois de assistir, entendi a nota baixa. Filmes dessa estirpe dificilmente agradam às massas, porque não são fáceis de digerir.
Se esse filme fosse um terror usual norte americano, o mal certamente viria do basement o “porão”, símbolo do inconsciente e dos desejos reprimidos sob uma ótica psicanalítica.
A arte aqui se manifesta através da música clássica, uma disciplina que exige rigor técnico absoluto e domínio preciso das partituras. Haneke transforma essa rigidez em metáfora para uma sociedade de alta cultura obcecada por controle, polidez e aparência. Sob essa superfície refinada, porém, escondem-se impulsos destrutivos, desejos reprimidos e relações profundamente doentias.
Isso se reflete diretamente na protagonista, Érika, que ao longo do filme mantém uma relação de domínio com seus alunos e com a própria carreira, mas em casa é constantemente subjugada pela mãe. A relação entre as duas é sufocante, marcada por cobranças, vigilância e uma visão conservadora sobre o que seria “adequado” para uma mulher madura e respeitável.
Ao longo da trama, vemos a vida de Érika lentamente sair do controle, enquanto desejo, dominação, angústia, repressão e violência se dissolvem nesse conflito freudiano que transforma o espectador em cúmplice de uma relação emocionalmente doentia.
A Professora de Piano não é uma obra fácil. É um filme sobre desejo, repressão, controle e humilhação.
Devastador, profundamente desconfortável. e absolutamente sublime. É daqueles filmes que continuam ecoando na mente muito tempo depois dos créditos.
Sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes que já assisti.
Odiei esse filme com todas as minhas forças, ele tem cheiro de morte, niilismo puro.
Foi baseado em fatos reais? Sim. É chocante? Muito. O choque vem justamente por não haver motivos, a familia tinha tudo, brancos, classe média, bem-sucedidos, uma filha, jovens, futuro pela frente, e meu Deus do céu! É inacreditável.
A vibe desse filme até certo ponto é uma delícia, filme gostosinho pra assistir aconchegado debaixo das cobertas numa noite chuvosa depois de tomar 2 comprimidos de quetiapina, naquele estado de sonolência de uma letargia meio nostálgica. Mas a medida que vai avançando vc vai sacando o rumo que o filme quer tomar, e depois de certo ponto fica insustentável, bad trip total.
O filme é impecável, a forma como ele conversa com o espectador de maneira fria e introspectiva, com enquadramentos em close-up, corte seco, camera estática, é quase hipnótico. Mas a mensagem que ele comunica (óbvio que o filme é uma crítica) me refiro a história escolhida pra dialogar com o espectador, é de uma negação a vida elevada à máxima potência, por isso 1 estrela.