Vinicius
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Blumenau -
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Últimas opiniões enviadas

  • Vinicius
    13 horas atrás

    Odiei esse filme com todas as minhas forças, ele tem cheiro de morte, niilismo puro.
    Foi baseado em fatos reais? Sim. É chocante? Muito. O choque vem justamente por não haver motivos, a familia tinha tudo, brancos, classe média, bem-sucedidos, uma filha, jovens, futuro pela frente, e meu Deus do céu! É inacreditável.
    A vibe desse filme até certo ponto é uma delícia, filme gostosinho pra assistir aconchegado debaixo das cobertas numa noite chuvosa depois de tomar 2 comprimidos de quetiapina, naquele estado de sonolência de uma letargia meio nostálgica. Mas a medida que vai avançando vc vai sacando o rumo que o filme quer tomar, e depois de certo ponto fica insustentável, bad trip total.
    O filme é impecável, a forma como ele conversa com o espectador de maneira fria e introspectiva, com enquadramentos em close-up, corte seco, camera estática, é quase hipnótico. Mas a mensagem que ele comunica (óbvio que o filme é uma crítica) me refiro a história escolhida pra dialogar com o espectador, é de uma negação a vida elevada à máxima potência, por isso 1 estrela.

  • Vinicius
    1 semana atrás

    Joaquin Phoenix, Ari Aster e A24 são uma combinação quase infalível; você já espera algo interessante só de bater o olho.
    Fiquei bastante entretido e reflexivo com essa viagem psicótica repleta de semiótica.
    Só achei a parte do jubileu desnecessária. Eles poderiam ter surpreendido de inúmeras outras formas nesse plot, mas fizeram, na minha opinião, a escolha mais bizarra possível (e aqui me refiro a “bizarro” no mau sentido mesmo).

    Confesso que, depois de assistir, entendi a nota baixa. Filmes dessa estirpe dificilmente agradam às massas, porque não são fáceis de digerir.

  • Vinicius
    1 semana atrás

    Se esse filme fosse um terror usual norte americano, o mal certamente viria do basement o “porão”, símbolo do inconsciente e dos desejos reprimidos sob uma ótica psicanalítica.

    A arte aqui se manifesta através da música clássica, uma disciplina que exige rigor técnico absoluto e domínio preciso das partituras. Haneke transforma essa rigidez em metáfora para uma sociedade de alta cultura obcecada por controle, polidez e aparência. Sob essa superfície refinada, porém, escondem-se impulsos destrutivos, desejos reprimidos e relações profundamente doentias.

    Isso se reflete diretamente na protagonista, Érika, que ao longo do filme mantém uma relação de domínio com seus alunos e com a própria carreira, mas em casa é constantemente subjugada pela mãe. A relação entre as duas é sufocante, marcada por cobranças, vigilância e uma visão conservadora sobre o que seria “adequado” para uma mulher madura e respeitável.

    Ao longo da trama, vemos a vida de Érika lentamente sair do controle, enquanto desejo, dominação, angústia, repressão e violência se dissolvem nesse conflito freudiano que transforma o espectador em cúmplice de uma relação emocionalmente doentia.

    A Professora de Piano não é uma obra fácil. É um filme sobre desejo, repressão, controle e humilhação.
    Devastador, profundamente desconfortável. e absolutamente sublime. É daqueles filmes que continuam ecoando na mente muito tempo depois dos créditos.
    Sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes que já assisti.

  • Nenhum recado para Vinicius.