Uma pérola rara na carreira do mestre do surrealismo. Inspirado num conto do escritor Peter Matthiessen, A Adolescente é o único filme dirigido nos Estados Unidos pelo cineasta espanhol que construiu carreira entre a Espanha, o México e a França. A produção, que conta com a brilhante fotografia em preto e branco de Gabriel Figueroa, e tem como tema central a história de um homem que vive em uma ilha isolada na costa da Carolina, tendo como companhia apenas uma adolescente. Porém, um clima de tensão é formado com a chegada de um fugitivo negro e de um padre.
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“The Young One” não é chato, mas é difícil de assistir e, finalmente, decepcionante.
Buñuel constrói muito bem o ambiente e a rudeza das situações ,destacando o endurecimento da garota naquele lugar (ela pisando na enorme aranha representa bem isso). A perturbadora relação com o vizinho e a situação do negro fugitivo expõe sem retoques temas como abuso sexual e principalmente o racismo naquele rincão caipira, ainda que o diretor humanize seus protagonistas. Falando nisso Buñuel "se distraiu" e o religioso do filme acabou sendo uma figura bem positiva, srsr. Recomendado!
Drama anos 60, em p&b, dirigido pelo Luis Buñuel (Belle de Jour / Cet Obscur Objet du Désir). Com a bela Key Meersman. Boa trilha. Boa história. A ilha. O "fugitivo" negro. O cara escroto ("white trash"). A menina orfã. O racismo e os abusos. Sensação de isolamento. A relação conturbada entre todos eles. Os números de jazz com clarinete. O outro "white trash". A injustiça. O reverendo honesto. Favoritei, principalmente pela importância histórica.
A crítica sobre preconceito e racismo é foda. O cara negro trata a adolescente com respeito, enquanto o branco escroto, que deveria cuidar dela, é um abusador.
Época bem complicada para o negro, o branco mente e não é punido, se ele diz não é acusado, acredito fielmente que era assim nesses tempos...
Tentativa meia-sola de um cineasta genial de compreender a cultura e o momento social dos EUA na virada dos anos cinquenta para os sessenta do século passado.
Tem sacadas ótimas sim e momentos memoráveis, como a cena com a boa metáfora da galinha devorada. Mas tem defeitos, principalmente a personagem songamonga que dá título ao filme, muito aquém da malícia duvidosa de uma Lolita do Nabokov.
Enfim, é acima da média sem dúvidas e como análise de um estrangeiro sobre aquele país, naquele momento, rende um caldo. Mas não vá esperando uma obra-prima padrão LOS OLVIDADOS, nem de longe...