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Data de lançamento
27 Abril 1990Duração
Camilla parecia ser a escolha correta para o emprego de baby-sitter. Bonita e saudável, ela inspirava confiança ao casal Phil e Kate, que deixaram seu filho recém-nascido aos seu cuidado. Só que por trás daquele rosto bonito se escondia uma diabólica sacerdotisa druida, incumbida de raptar bebês e oferecê-los em sacrifício ao espírito negro da floresta, representada por uma árvore enorme e sombria.
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The Guardian, é um filme que eu não revisitava desde a minha infância, e óbvio que naquela época eu não sabia que era dirigido pelo William Friedkin. Mas também é óbvio que hoje eu sei quem ele é, e revistei o filme por conta dele.
A ideia do filme é muito bacana, e a trama não é ruim. Eu realmente consigo enxergar boas ideias nesse filme, e pequenos momentos que realmente fazem jus ao diretor. O problema de The Guardian é sua linha narrativa, cheia de absurdos e conveniências, e aquela urgência no roteiro que sai atropelando qualquer explicação lógica que o filme possa ter para justificar o que estamos assistindo. Essa urgência do roteiro, faz com que até a ameaça do filme seja mal dosada, pois uma hora temos um vilão implacável e feroz, e em outros, um vilão menos apelativo.
Como eu disse, existem momentos bons nesse filme, e as atrizes, tanto da baba, quanto da mãe, são excelentes, e eu adorei as duas nos seus respectivos papéis, e as duas são as responsáveis pelas melhores cenas do filme. Mas isso é muito pouco para classificar esse filme como bom.
Como já disse acima, conhecendo outros trabalhos do diretor, você consegue enxergar vislumbres do seu modo de trabalhar, em The Guardian. Mas ainda assim, é difícil acreditar que se trata do mesmo diretor de excelentes filmes como O exorcista, The Sorcerer, Parceiros da noite, e outros mais. Sei lá, talvez ele quisesse experimentar ter um filme Trash no currículo. Kkkkkk
Uma ótima sessão para vocês.
18.04.2001
Alguém nos comentários definiu perfeitamente esse filme como, "o filme trash do William Friedkin". E concordo, bem isso mesmo.
"William Friedkin" é um de meus diretores favoritos, mas essa propaganda embutida no filme de, "Do diretor de 'O Exorcista", só faz mal a essa produção menor, de baixo orçamento, de uma fase "diferente" de Friedkin. Que não tem a mínima intenção de ser tão provocativo, instigante ou marcante quanto "seu filme mais conhecido". Somente entreter e contar sua história mais simples, bizarra.
Digo isso, não "passando pano". É que dá primeira vez que vi, cometi esse "erro de expectativa", esperando algo no nível (de ousadia, cuidado e horror) do "Exorcista".
Me enganei, e a sessão de "A Arvore da Maldição" foi sofrida, pesando bastante no entretenimento.
Revendo hoje, repito, o "filme trash do William Friedkin", consigo ver melhor suas qualidades, e o que o diretor propôs a contar. Não é o "Exorcista" nem de longe, não quer, e nunca vai ser, no quesito terror, proposta, cuidado, orçamento, intenção, etc. É outra coisa, e achei que funciona. Vendo como um mero conto tirado de histórias fantasiosas como "Contos da Cripta", ou "Além da Imaginação". Num texto pequeno, básico, mas funcional, contado de uma forma satisfatória sua trama, aliado a um "suspense fantástico" (pra "contar em volta da fogueira") muito bem aplicado.
Como já disseram, o filme acerta bastante no seu tom e no seu estilo, não se levando muito a sério, mas não se deixando levar ao trash completo, somente em partes especificas. Ainda acho que alguns efeitos poderiam ter ficados melhores e mais caprichados, haviam muitas produções baratas na época (ou antes) com efeitos melhores, mas não estraga o "storytelling" da trama. Pode ter sido preguiça, falta de tempo ou orçamento, ou "direção artística". Acredito ter sido uma junção de tudo, pois como eles são usados, funcionam especificamente nos momentos narrativos que são precisos/necessários, montando um clima, atmosfera, te inserindo, imergindo e fazendo você entender perfeitamente a produção que se trata, e o que está por vir. Ponto pro filme.
No início parece que vai ser uma bobagem, e o plot parece meio "jogado", mas depois as situações vão te pretendo, e a situação do casal vai convencendo.
São jovens, "marinheiros de primeira viagem", trabalham, querem constituir família, mas não tem muito tempo e recorrem a uma babá, e tudo é bem montadinho no circulo deles (com suas limitações).
"Carey Lowell" está bem, não faz muito, mas você vê que é uma boa mãe, "crua" e "sem muita atitude"/experiência, mas tentando lidar com essa nova fase da vida, mantendo a carreira, compostura, apoiando o marido e segurando bem as barras da maternidade.
"Dwier Brown" está bem bacana! "Cru", aprendendo a ser pai, conciliar o casamento, trabalho, família. Gostei bastante de seu personagem, suas atitudes e seu crescimento durante a trama, junto com sua mulher.
A situações que passam na mão de "Camilla" ("Jenny Seagrove") auxiliou precocemente no amadurecimento deles de forma bizarra. A atriz está muito bem, suas expressões, aparente passividade, dando uma de "João sem braço" nas situações ficaram bem legais, seu olhar penetrante e "gelado" convencem que ela é muito mais do que ela diz que é.
Tem também o personagem de "Brad Hall", loiro, com cabelo enrolado, "nariz de seta", com uma calvície considerável. Me lembrou um "cover genérico do ator 'Woody Harrelson'" mais jovem. Que também não faz feito. Fazendo um "gadão", levando a umas cenas bacanas.
É isso, basicamente o "núcleo central da trama", e vai te acompanhar por seus 92 minutos, que pode (ou não) te entreter. A sinopse do filme aqui também não é muito justa, parece que vai ser um conto de bruxas, mas não é isso, é muito mais simples/raso que isso. Mas achei que funciona. Você se põem no lugar dos personagens e vê que muita das atitudes de "Camilla" tem seu "calculo", outras são bem mais fáceis mesmo pro plot andar. Enfim.
Se pergunte, "Com quem eu deixo meus filhos?", "Confio nele(a)?", "Conheço plenamente?". "Quem é essa pessoa que deixo meu bem precioso". Cuidado! As vezes a resposta, pode ser inexplicável. ;)
Gostei de rever. Bom entretenimento. "3 estrelas" e tá ótimo, de bom tamanho.
23-05-2025
[Lembrete para mim mesmo] Perseguição, clima, bizarrice fantástica, e coiotes bem treinados.
03.06.1995