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Duração
1992. Julien Dechaumes (Pascal Greggory) é o prefeito socialista de uma pequena cidade francesa. Com a ajuda de seus contatos em Paris, ele conhece a quantia necessária para a construção de uma grande casa multimídia que, segundo ele, será a grande realização de sua administração. Porém ocorrem as eleições parlamentares e o Partido Socialista perde a maioria que obtinha. Este e outros problemas inesperados atrapalham os planos do perfeito e sua intenção de construir uma mediateca.
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Talvez dos mais fracos do diretor. Sem muita essência e profundidade, nada que acresça muito, apesar da premissa que por ela julgava se tratar de um grande filme.
todos os arquitetos, urbanistas e (ah sim) políticos deveriam assistir
É incrível o quanto o roteiro deste filme é audacioso! O título estranho e a sua sinopse distanciada assustavam-me antes da sessão, mas fui fisgado por um magistral embate de idéias, que culmina num brilhante e inusitado rompante de musical político. Durante a sessão, pensei tanto no ótimo documentário SER E TER, de Nicholas Phillibert, como na solução possível para a crise (anti)democrática que assola o Brasil atualmente. Numa revisão, ficarei ainda mais impressionado, certeza: incrivelmente genial em sua transcendência discursiva! (WPC>)
Eric Rohmer, o grande intelectual francês de visão totalmente suburbana gregária consegue transformar com muita simplicidade uma só ação não, mas um turbilhão delas em diálogos que se exploram, se confrontam, se desdobram, se constroem , se contornam, se perdem , se encontram... para finalmente voltar ao inicio de tudo e simplesmente concluir "c'est la vie".
Mais um bom filme de Rohmer. Nesse , ele discute com competência a relação campo-cidade, numa rica abordagem onde consegue contemplar diversos pontos de vista. Destaque para o embate entre tradição e modernidade e o significado do papel da política e da democracia nos tempos atuais. Recomendadíssimo !