Durante a SGM, um grupo de guerrilheiros russos lutam para sobreviver no meio do frio e dos nazistas. Dois soldados são enviados para procurar comida em uma vila próxima, mas são surpreendidos por uma patrulha alemã.
"The Ascent" é mais um filme poderoso. Dirigido por Larisa Shepitko, uma das maiores representantes do cinema feminino, e baseado na obra de Vasiliy Bykov, o longa combina drama psicológico, realismo cru e simbolismo religioso para construir um retrato íntimo e quase espiritual da Segunda Guerra Mundial, durante a ocupação nazista da União Soviética.
Com uma sensibilidade apurada, Shepitko narra a trajetória de dois soldados russos, Sotnikov e Rybak, que partem em busca de alimentos para sua unidade, bastante debilitada pela fome e pelo frio extremo. Após fracassos sucessivos em sua missão, acabam capturados pelos alemães e submetidos a interrogatório. A partir daí, o filme nos coloca frente a frente com as escolhas morais de cada um: a forma contrastante como enfrentam a tortura e a iminência da morte revela, em seus rostos e atitudes, a diferença entre honra e covardia. Um aceita o martírio em nome de seus princípios, o outro cede ao medo e à traição para sobreviver.
As cenas são intensas e visualmente marcantes, com closes prolongados que reforçam a dimensão simbólica dos personagens, como se os assemelhassem às figuras cristãs de Jesus e Judas. A neve e a paisagem gelada criam uma atmosfera de desolação e vazio, uma estética da solidão que amplifica o peso existencial da narrativa. Trata-se de uma obra-prima que, à época, conquistou o Urso de Ouro no Festival de Berlim (1977) e recebeu merecido reconhecimento internacional, consolidando a carreira de Larisa Shepitko, que infelizmente foi breve.
Um espetáculo sufocante composto por guerra, ameaça, deslealdade, injustiça, vazio, aniquilação e a tristeza nos olhos de quem enxerga a morte decretada com a certeza de que não verá mais o raiar do sol, o amanhã.
- completamente imersivo, te leva pro meio da neve, fome e opressão de estar fugindo dos nazistas - excelente trabalho da diretora, não poupa o espectador de nada - atuações impecáveis, assim como a fotografia, totalmente devastador
"The Ascent" é mais um filme poderoso. Dirigido por Larisa Shepitko, uma das maiores representantes do cinema feminino, e baseado na obra de Vasiliy Bykov, o longa combina drama psicológico, realismo cru e simbolismo religioso para construir um retrato íntimo e quase espiritual da Segunda Guerra Mundial, durante a ocupação nazista da União Soviética.
Com uma sensibilidade apurada, Shepitko narra a trajetória de dois soldados russos, Sotnikov e Rybak, que partem em busca de alimentos para sua unidade, bastante debilitada pela fome e pelo frio extremo. Após fracassos sucessivos em sua missão, acabam capturados pelos alemães e submetidos a interrogatório. A partir daí, o filme nos coloca frente a frente com as escolhas morais de cada um: a forma contrastante como enfrentam a tortura e a iminência da morte revela, em seus rostos e atitudes, a diferença entre honra e covardia. Um aceita o martírio em nome de seus princípios, o outro cede ao medo e à traição para sobreviver.
As cenas são intensas e visualmente marcantes, com closes prolongados que reforçam a dimensão simbólica dos personagens, como se os assemelhassem às figuras cristãs de Jesus e Judas. A neve e a paisagem gelada criam uma atmosfera de desolação e vazio, uma estética da solidão que amplifica o peso existencial da narrativa. Trata-se de uma obra-prima que, à época, conquistou o Urso de Ouro no Festival de Berlim (1977) e recebeu merecido reconhecimento internacional, consolidando a carreira de Larisa Shepitko, que infelizmente foi breve.
Um espetáculo sufocante composto por guerra, ameaça, deslealdade, injustiça, vazio, aniquilação e a tristeza nos olhos de quem enxerga a morte decretada com a certeza de que não verá mais o raiar do sol, o amanhã.
tire tudo de um homem, mais nunca a sua liberdade
Senti o frio
E esse final?
- completamente imersivo, te leva pro meio da neve, fome e opressão de estar fugindo dos nazistas
- excelente trabalho da diretora, não poupa o espectador de nada
- atuações impecáveis, assim como a fotografia, totalmente devastador