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Data de lançamento
10 Ago. 2012Duração
Para fugir dos traumas do passado, o caminhoneiro João (João Miguel) resolve deixar sua cidade natal para trás e cruzar o país. Ele dirige Brasil afora, sempre solitário, até que numa de suas viagens descobre que o menino Duda (Vinicius Nascimento) se escondeu em seu caminhão. Duda é órfão de mãe e está à procura do pai, que fugiu para São Paulo antes mesmo dele nascer. A contragosto, João aceita levá-lo até a cidade mais próxima. Entretanto, durante a viagem nascem elos entre os dois, que faz com que João tenha coragem para enfrentar seu passado.
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O tipo de filme que emociona com uma sensibilidade notável e uma simplicidade única.
Um road movie brasileiro que, como não podia deixa de ser, aborda muitas questões inerentes ao povo brasileiro e é facilmente identificável certas situações e o contexto geral.
A luta do jovem, a precariedade estampada em várias circunstâncias, a vida difícil do protagonista e todo o tipo de sorte (ou falta dela) que os acomete nesse caminho, tudo é o retrato de algo duro de ser vivido e tocante de ser assistido.
As atuações também merecem destaque, em especial o trabalho de Vinicius Nascimento que torna tudo ainda mais emotivo.
A trilha sonora merece ser mencionada pois é parte importante do filme e da trajetória feita pelos personagens e como as músicas aqui se encaixam bem na trama. Algo admirável.
Assistido em 11 de setembro de 2026.
Nota: 7/10
Breno Silveira foi um dos grandes diretores que o Brasil teve e com faz falta nos dias de hoje.
Novamente faz um filme sensível demais para aqueles mais emocionados. Um filme que não oferece nada mais que tragédias,tristeza e caos. De ponta a ponta temos situações que aperta o peito e nos deixa com aquele nó na garganta com todas as situações particulares de cada personagem. Breno realiza novamente um conto com um personagem infantil assim como fez em "2 Filhos de Francisco" e emociona na mesma proporção. Por todo esse contexto,fica difícil não lembrar de "Central do Brasil",seja pela jornada pelas estradas do Brasil,seja pelos protagonistas dentro da boleia dando força um para o outro e também seja pelo o encontro familiar mais na frente.
A trilha sonora também não ajuda muito. Sempre tocando os velhos clássicos de Roberto Carlos,Bartô Galeno e Vanessa da Mata. É difícil segurar a barra quando toca "Outra Vez" e "O Portão". Pelo lado da Vanessa temos a dolorosa "A Nossa Canção". Toda vez que alguma canção é tocada temos cenas memoráveis e tais cenas envolvidas numa poesia sem igual.
João Miguel continua sendo aquele ator necessário em qualquer produção nacional. O jovem Vinicius é gigante,a cena final onde tenta encontrar o pai é de uma sensibilidade enorme e o pequeno ator tira de letra. É sempre impressionante como Breno cuidava tão bem de seu elenco.
"A pior dor do mundo é a saudade"
"Quando a saudade não cabe no peito,ela transborda pelos olhos"
Continua sendo um dos filmes nacionais preferidos.
>Maratona Dira Paes - Revisto em 10 de Setembro de 2026
Amei o filme! O talento do menino é impressionante, trazendo uma profundidade e emoção únicas à história. Foi uma experiência incrível acompanhar a jornada dos personagens e me emocionei muito com o final. Um filme tocante que fica na memória.
Bonito filme. Incrível o quanto Roberto Carlos inspira tantos caminhos e tantas histórias. João Miguel e o Vinicius Nascimento estão excelentes. Os filmes singelos são os que mais acertam no Brasil.
Assisti de novo e só ficou mais impecável.