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Data de lançamento
27 Jan. 2015Duração
Nova Inglaterra, ano de 1630. William e Katherine levam uma vida cristã com suas cinco crianças, morando á beira de um deserto intransitável. Quando o filho recém nascido deles desaparece e a colheita falha, a família se transforma em outra. Por trás de seus piores medos, um mal sobrenatural se esconde no bosque ao lado.
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Revisitando após assistir no cinema há 10 anos e alguns meses.
Lembro-me de ter ficado um pouco decepcionado na época porque fui à sessão esperando um terror genérico porém assustador e acabei saindo da sala sem ter entendido o filme em sua totalidade. Bem, desta vez, ao reassistir ao longa já sabendo como é, eu consegui desenvolver uma estima pelo mesmo que não o havia feito no passado.
O elenco é ótimo, a atmosfera é pesada e a trilha sonora é bem eficiente na construção do suspense.
Terror denso e muito competente. Assisti sem desviar os olhos da tela, fiquei imersa o tempo. A24 tem o dom de produzir filmes imersivos e peculiares.
IMPRIMATUR - visto no DVD em 2016:
É possível, bem no fundo, que filmes de “horror” sejam meus tipos prediletos. O último que havia me deixado com ambígua receptividade foi o brasileiro “As Fábulas Negras”. Nele, inclusive, consegue na derradeira estória, o vórtice necessário para pô-lo como um positivo e incomodo filme desse eixo. Aliás, poucos minutos de um conjunto que se fez mais instigante que tudo ocorrido em “A Bruxa” - Quem assistiu aos dois entenderá a referência. Entretanto, ainda acho muito atraente esse filme. Além de ter uma ambientação bem alçada no imaginário religioso dualista que serviu de paranoia ao núcleo não pagão de parte retrograda da humanidade, também é bem intencionado em sua proposição por ter, em si, uma essência próxima de uma realidade indicativa em cima do assunto. Por outro lado, jamais o recomendaria para alguém que procura o gênero pelo caráter sanguinário de outros arremedos, o intuito aqui é o revés psicológico onde a parte sugestiva é mais forte que a demonstração descarada. Pena, no entanto, que o roteiro de Robert Eggers não acompanhe o nível do seu lado idealizador como diretor. Senti, como cúmplice da “fabula”, a necessidade de uma crescente mais linear para que as situações não saíssem quase banais mesmo agindo em prol do contexto. No geral o resultado pode desagradar, mas muito interessante no gênero.
Avaliação em nota: 7.0
não entendi o propósito
07/08/26