Um rico e problemático jovem culpa seu pai pela morte da mãe e é enviado para um hospício. Visão franca do funcionamento dessas instituições (o filme foi rodado no interior de uma), causou escândalo na França na estreia; ainda um assunto forte nos dias de hoje.
A identificação em relação a sinopse e título foi imediata. Mas a direção segue um percurso classudo (e também classista), optando por uma análise de personagens muito particular. O elenco está ótimo: Jean-Pierre Mocky e Anouk Aimée são lindos; as presenças de Pierre Brasseur e Charles Aznavour são mui poderosas; e a breve aparição de Edith Scob é balsâmica. Trilha musical eficiente e fotografia sedutora. Há algo de antonioniano nas situações, por causa do desenvolvimento convertido em presunção institucional de loucura do enfado burguês. O desfecho é tão triste quanto inevitável. Cíclico! :( - WPC>