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Data de lançamento
30 Jan. 1929Duração
Lulu é uma dançarina, que, sendo explorada por um velho (seu primeiro "chefe"), envolve-se com um rico dono de jornal, que lhe informa que se casará em breve. Os dois acabam sendo flagrados pela noiva, que rompe o compromisso. E para que sua honra não seja definitivamente jogada na lama, o homem resolve casar-se com a dançarina. Após uma cena de ciúme, o marido tenta matá-la, mas Lulu escapa e acaba por matá-lo em legítima defesa. Acusada de assassinato, foge com o filho da vítima, e acaba também por envolvê-lo num jogo de sedução, fugas e exploração sexual.
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Temas muito avançados para a época! Enredo um pouco desorganizado e uma sedutora personagem principal que arrasta tudo e todos ao seu redor para o fundo do poço!
Estou a todo tempo pensando, no que vi: Pandora Box. O filme trata-se da mulher Lulu que agia sem limites, e por isso atraia o mal? Ela é literalmente a Caixa de Pandora, os cenários que vieram após Lulu viver foragida, eram todos de miseráveis, em um incluía vícios e consumo de álcool, bastante cigarro, jogos de azar, no outro quem segue com ela ainda passa pela fome, e ela pagou com a vida com último mal que ela atraiu.
Ser vendida a um egípcio é pior que voltar para a prisão e correr o risco de pena de morte? Mesmo que esteja de forma implícita na narrativa, dá para entender que Pandora se prostituía desde menor de idade.
Sendo assim, por ser uma obra lançada em 1929, é compreensível que romantizaram ao transformar Pandora em uma mulher ingênua que precisa de “colinho”, o que dificilmente essa melindrosa seria com toda sua experiência de vida.
Gostei do enredo cheio de reviravoltas e de conhecer a personagem icônica do cinema.
Lulu, Pandora, mulher primeira, mito da sedução feminina que arrasta a humanidade para o buraco. Seu castigo exemplar virá pelas mãos de um homem (nada mítico).
Como explicado pelo Promotor durante o julgamento, Lulu (Louise Brooks, belíssima) seria o mito de Pandora, da qual todas as tragédias são oriundas, e isso realmente acontece; porém, Lulu não é a vilã e sim uma infeliz vítima de uma vida miserável, abusada por um homem muito mais velho (que chama de "pai", mas que a abusa moral e sexualmente); vítima de homens que só veem nela chamariz para dinheiro e sexo.
Ousado para a época, mostra o ápice do liberalismo da República de Weimar (governo alemão anterior ao nazismo), com uma dos primeiras paixões lésbicas a serem narradas no Cinema.
Estruturalmente é um pouco confuso, mas é uma obra admirável.