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Sinopse
A decadência da família Pyncheon é simbolizada no aspecto sombrio de sua mansão, em cujas fundações estão a ganância, a traição e a arrogância. Persistirá o mal, como terrível maldição, enquanto sobreviverem os últimos Pyncheons?
Em The House of the Seven Gables (1940), conhecido no Brasil como A Casa das Sete Torres, temos mais uma adaptação literária que aposta no drama familiar, na injustiça e na culpa como motores da narrativa, com direção de Joe May e baseado na obra de Nathaniel Hawthorne. Pode não ser um dos maiores clássicos do gênero e nem figurar entre os mais lembrados da filmografia de Vincent Price, que é vasta e recheada de grandes títulos, mas ainda assim é um filme que merece atenção pelo desenvolvimento emocional de seus personagens e pela carga dramática que carrega.
A maneira como a história é contada funciona bem, principalmente ao mostrar a injustiça sofrida por Clifford Pyncheon (Vincent Price) logo no início, quando é vítima da ambição fria, calculista, invejosa e cruel de seu irmão Jaffrey Pyncheon (George Sanders). Jaffrey é movido por ganância e sede de poder, não hesitando em destruir a própria família para alcançar seus objetivos.
A partir daí, acompanhamos o confinamento injusto de Clifford, que passa anos pagando por um crime que não cometeu, enquanto sua vida e juventude lhe são arrancadas sem piedade.
No decorrer da trama, a entrada de Matthew Maule (Dick Foran) acaba parecendo quase obra do destino dentro daquele universo,
O arco de vingança contra Jaffrey é conduzido de forma satisfatória, mas o que realmente pesa é a busca por redenção e liberdade de Clifford, que tenta reconstruir o que restou de sua existência após tanto sofrimento.
Hepzibah (Margaret Lindsay), que também carrega o peso das consequências dos atos de Jaffrey, é outra personagem profundamente marcada pelas injustiças.
Eu, particularmente, achei que tanto ela quanto Clifford sofreram muito mais do que deveriam, perdendo os melhores anos de suas vidas, sua juventude e momentos que jamais poderão ser recuperados.
Isso me revoltou bastante ao longo do filme, porque são perdas irreparáveis, causadas por ambição e maldade dentro da própria família.
Ainda assim, o desfecho entrega um final bonito e merecidamente feliz, com Clifford encontrando liberdade e a possibilidade de finalmente viver em paz, inclusive ao lado de Hepzibah, como ambos mereciam desde o começo.
No fim, é um drama sólido, emocionalmente eficiente e que fecha de maneira competente o destino de seus personagens, entregando um desfecho justo e satisfatório dentro da proposta da história.
Uma grande história como só o cinema clássico sabia fazer. A direção faz um trabalho exemplar e conta com a ajuda de um elenco magistral que inclui Vicent Price ainda nos primeiros anos da sua carreira.
"A Casa das Sete Torres", de 1940, é simplesmente fantástico no quesito concepção e realização cinematográfica. O filme é baseado no clássico romance The House of the Seven Gables, de Nathaniel Hawthorne, publicado em 1851. Basicamente um filme B, a produção tem o visual de filme "classe A", graças à fotografia sombriamente atmosférica do cinegrafista Milton R. Krasner.
Vincent Price, que entrega a atuação mais humorística de sua carreira (sem intenção), aparece também em Twice-Told Tales, que inclui uma versão reduzida da obra de Hawthorne. George Sanders e Margareth Lindsay dão conta do recado no quesito interpretação.
A trilha sonora, de Frank Skinner, foi indicada ao Oscar. Como um drama de suspense em estilo gótico, o filme cativa e te prende do inicio ao final.
Não tem preço ver George Sanders e Vicent Price no mesmo filme. Ambos maravilhosos com suas belíssimas vozes e Price com sua icônica gargalhada. Gostei tanto desse filme que tive que comprar o livro. Uma belíssima edição de 1950 garimpada em sebo.
Em The House of the Seven Gables (1940), conhecido no Brasil como A Casa das Sete Torres, temos mais uma adaptação literária que aposta no drama familiar, na injustiça e na culpa como motores da narrativa, com direção de Joe May e baseado na obra de Nathaniel Hawthorne. Pode não ser um dos maiores clássicos do gênero e nem figurar entre os mais lembrados da filmografia de Vincent Price, que é vasta e recheada de grandes títulos, mas ainda assim é um filme que merece atenção pelo desenvolvimento emocional de seus personagens e pela carga dramática que carrega.
A maneira como a história é contada funciona bem, principalmente ao mostrar a injustiça sofrida por Clifford Pyncheon (Vincent Price) logo no início, quando é vítima da ambição fria, calculista, invejosa e cruel de seu irmão Jaffrey Pyncheon (George Sanders). Jaffrey é movido por ganância e sede de poder, não hesitando em destruir a própria família para alcançar seus objetivos.
A partir daí, acompanhamos o confinamento injusto de Clifford, que passa anos pagando por um crime que não cometeu, enquanto sua vida e juventude lhe são arrancadas sem piedade.
No decorrer da trama, a entrada de Matthew Maule (Dick Foran) acaba parecendo quase obra do destino dentro daquele universo,
funcionando como peça essencial para que a verdade venha à tona e para que o ciclo de injustiças comece a se romper.
O arco de vingança contra Jaffrey é conduzido de forma satisfatória, mas o que realmente pesa é a busca por redenção e liberdade de Clifford, que tenta reconstruir o que restou de sua existência após tanto sofrimento.
Hepzibah (Margaret Lindsay), que também carrega o peso das consequências dos atos de Jaffrey, é outra personagem profundamente marcada pelas injustiças.
Eu, particularmente, achei que tanto ela quanto Clifford sofreram muito mais do que deveriam, perdendo os melhores anos de suas vidas, sua juventude e momentos que jamais poderão ser recuperados.
Ainda assim, o desfecho entrega um final bonito e merecidamente feliz, com Clifford encontrando liberdade e a possibilidade de finalmente viver em paz, inclusive ao lado de Hepzibah, como ambos mereciam desde o começo.
Assistido em 17/02/2026
Uma grande história como só o cinema clássico sabia fazer. A direção faz um trabalho exemplar e conta com a ajuda de um elenco magistral que inclui Vicent Price ainda nos primeiros anos da sua carreira.
Bom filme.
"A Casa das Sete Torres", de 1940, é simplesmente fantástico no quesito concepção e realização cinematográfica. O filme é baseado no clássico romance The House of the Seven Gables, de Nathaniel Hawthorne, publicado em 1851. Basicamente um filme B, a produção tem o visual de filme "classe A", graças à fotografia sombriamente atmosférica do cinegrafista Milton R. Krasner.
Vincent Price, que entrega a atuação mais humorística de sua carreira (sem intenção), aparece também em Twice-Told Tales, que inclui uma versão reduzida da obra de Hawthorne. George Sanders e Margareth Lindsay dão conta do recado no quesito interpretação.
A trilha sonora, de Frank Skinner, foi indicada ao Oscar. Como um drama de suspense em estilo gótico, o filme cativa e te prende do inicio ao final.
Não tem preço ver George Sanders e Vicent Price no mesmo filme. Ambos maravilhosos com suas belíssimas vozes e Price com sua icônica gargalhada. Gostei tanto desse filme que tive que comprar o livro. Uma belíssima edição de 1950 garimpada em sebo.