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Duração
O filme que consagrou Leopoldo Torre-Nilsson junto à crítica internacional, quando foi apresentado no Festival de Cannes de 1957. É talvez o seu filme mais claustrofóbico e aquele em que a lembrança dos ângulos de câmara insólitos à Orson Welles é mais nítida. Quase inteiramente situado numa grande vivenda, descreve o despertar do desejo sexual de uma jovem, atraída por um homem adulto, numa sociedade reprimida e repressora, da qual a jovem não se libertará. Texto: Cinemateca Portuguesa
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Incrível a audácia do diretor, que finge estar contando uma história sobre despertar sexual em ambiente opressor pequeno-burguês para revelar-se como uma crítica austera das mazelas do colaboracionismo político viciado. O roteiro é absolutamente genial, bem como a direção quase expressionista. E que elenco! Filmaço! (WPC>)
Faz interessante uso de ângulos e sombras e possui um viés de contra-cultura, mesmo ambientado nos anos 30. Leva ½ estrela de bônus pela
entrada com cartaz de Pimpollos Rotos(Lírio Partido), com Lillian Gish, na sala do cine; apesar de terem exibido outro, e isso ser determinante no enredo.
"La casa del ángel é marcadamente um drama psicológico com nuances de drama social. Conta a história de Ana (Elsa Daniel), uma adolescente pertencente à aristocracia portenha em vertiginosa decadência que está no ápice das descobertas sexuais da idade e que se vê atraída por um dos correligionários de seu pai, Pablo Aguirre (Lautaro Murúa), ao mesmo tempo em que é sufocada pela severa educação cristã de sua mãe, a Señora de Castro (Berta Ortegosa) e pela distância da figura paterna de Dr. Castro (Guillermo Battaglia). [...] Seria provável que nada fosse daquela forma, mas a câmera, aqui, assume o aspecto sensorial e sentimental da protagonista".
Texto completo: http://goo.gl/ZCkrre
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