Finalmente, o detetive Lucas McCarthy consegue prender Max Jenke, um assassino diabólico. Ele é executado na cadeira elétrica, porém isso só o transporta para um outro nível de realidade e o assassino jura vingança contra o detetive. E, após a sua morte, ele retorna para infernizar a vida de seu algoz. Agora, a família de Lucas está sendo atacada, ele está à beira da loucura e sua casa assombrada. Será que com a ajuda de um mal afamado professor, ele conseguirá mandar Max de uma vez por todas para o inferno?
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Terrivel
Não tem nada a ver com a mitologia dos dois primeiros filmes; tentaram pegar carona no sucesso da franquia, mas foi um enorme e merecido fracasso de bilheteria e crítica.
O filme tem um roteiro ruim, ritmo parado e lento, além de um vilão caricato e insuportável. Salva-se a boa atuação de Lance Henriksen como protagonista, a maquiagem e as poucas cenas de morte.
Uma continuação fraca, chata e picareta.
Ranking:
6.7/100=(A Casa do Espanto 1) A Casa do Espanto (1985)
6.6/100=(A Casa do Espanto 2) A Casa do Espanto 2 (1987)
4.0/100=(A Casa do Espanto 3) A Casa do Espanto 3 (1989)
4.0/100=(A Casa do Espanto 4) A Casa do Espanto 4 (1992)
The Horror Show (1989), lançado no Brasil como A Casa do Espanto III, apesar do título, não tem absolutamente nada de continuação com House (1986), também conhecido no Brasil como A Casa do Espanto, nem com House II: The Second Story (1987), no Brasil A Casa do Espanto 2. O nome é totalmente enganoso e só serve como estratégia de marketing. Inclusive, antes de assistir, eu mesmo fui dar uma revisada na sinopse do primeiro filme, já que tinha visto fazia uns dois anos e não lembrava direito, porém isso se mostrou completamente desnecessário, pois aqui não há qualquer ligação narrativa, temática ou de personagens com nenhum dos dois.
Dito isso, o filme em si até que funciona bem dentro do que se propõe. A premissa é boa, a execução também, principalmente para um terror oitentista de médio orçamento. O protagonista, Lucas McCarthy (Lance Henriksen), é interessante, carrega bem o filme e transmite com muita competência o desgaste psicológico do personagem. Lance Henriksen, como sempre, entrega uma atuação sólida, intensa e muito acima da média para esse tipo de produção, algo que já era uma marca forte da carreira dele nessa época.
O vilão Max Jenke (Brion James) também é bastante amedrontador. Brion James tem uma presença física intimidadora e consegue transformar o personagem em algo realmente perturbador, especialmente quando o filme abraça o lado mais sobrenatural e sádico da história. O gore e os efeitos especiais são bons, bem feitos para a época, com cenas gráficas que não economizam em sangue e sofrimento, reforçando o clima sujo e cruel do longa.
O que mais me incomoda nesse tipo de filme — e aqui não é diferente — é o clichê de sempre:
por as coisas que acontecem serem sobrenaturais, ninguém nunca acredita em nada, ou sequer dá uma chance para algo além do óbvio. É irritante ver o protagonista completamente sozinho, sem apoio algum, enquanto todos ao redor duvidam dele, inclusive pessoas que deveriam investigar com mais seriedade. Ainda assim, até certo ponto, isso é aceitável dentro do gênero.
O problema maior é que eu gosto quando esse tipo de filme paga esse arco narrativo, quando as pessoas que eram céticas acabam vendo, presenciando e acreditando em tudo, com o filme deixando claro em tela como elas estavam erradas. Isso simplesmente não acontece aqui. O filme termina com Lucas acabando com Jenke, mas não há desdobramentos na polícia, nem consequências dentro dos assuntos internos, que inclusive foram bem filhos da puta com ele ao longo da história.
Outra crítica relevante é em relação ao personagem Peter Campbell (Thom Bray).
Ele claramente tinha potencial para formar uma ótima dobradinha com o protagonista, alguém que poderia servir como contraponto, apoio ou até mesmo como o primeiro cético a começar a acreditar. No entanto, sai de cena cedo demais, e isso frustra bastante.
Ainda assim, mesmo com esses problemas, o filme é um bom passatempo. Tem uma boa atmosfera, atuações acima da média para o gênero, vilão marcante, efeitos competentes e aquele clima típico do terror oitentista que funciona até hoje. Não é memorável, não aprofunda tudo o que poderia, mas entrega o suficiente para entreter e deixar claro que, apesar do título enganoso, é um filme que se sustenta por conta própria.
Assistido em 06/01/2026
Como mencionaram, colocaram o titulo a induzir uma certa continuidade com a série comedia/terror a casa do espanto. Esse não tem absolutamente nada haver com os anteriores.
Mas o filme em si, é uma gema extremamente bem atuada e angustiante, a Lance Henriksen prova mais uma vez ser merecedor de um reconhecimento bem maior. O antagonista também é muito eficaz, sendo por vezes até desconfortável de assistir. Recomendo.
Por incrível que pareça, dos 3 primeiros, esse foi o que mais curti.