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Duração
Na Inglaterra, um rico membro da Câmara dos Lordes morre de uma maneira tola e inesperada, deixando todos os seus bens para o filho. Mas o rapaz logo se mostra um completo insano. É quando outros membros da família, ainda mais poderosos e respeitáveis, decidem tirar os bens do desajustado.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Que ??
Dei boas gargalhadas na maioria das cenas kkkkk, pena que após a cena do Messias Elétrico o ritmo caiu um pouco, mas mesmo assim se manteve relativamente interessante até o final, onde foi aprofundado ainda mais o caráter crítico da obra com relação a Aristocracia, a política e a sociedade Inglesa no geral.
Poderia ter um tempo de duração um pouco menor, por mais que os diálogos sejam engraçados algumas cenas se tornam meio cansativas e arrastadas por serem longas demais, mas não é algo que chega a estragar o filme.
Assisti em 10/04/1980, quinta, no canal 12 (hoje RBS ou Globo). Na época anotei na ficha: Filme doido. Um lorde louco diz ser Deus.
O filme traz muitas polêmicas no roteiro,mas todas elas mal desenvolvidas.Peter O'Toole salva o filme de ser pior.
Em 'The Rulling Class", um aristocrata poderoso falece e seu lugar na Câmara dos Lordes é ocupado pelo filho, um lunático recém-saído de uma clínica e que crê ser Jesus Cristo. A família do falecido o toma como alvo de suas ambições e planeja manipulá-lo para obter sua fortuna.
É um filme tão desassisado quanto o protagonista e que tenta ser muitas coisas: uma sátira social, uma discussão séria sobre poder e religião e também uma grande palhaçada. A primeira hora do filme sem dúvidas é a melhor: Peter O'Toole, no papel principal, domina a produção em ritmo maníaco e em constante descarrilamento esquizofrênico de associações. "Você a ama?", pergunta o padre casamenteiro ao pseudo-jesus, "Do fundo da minha alma até a ponta do meu pênis", responde ele intrépido. O problema do longa é que o diretor, Peter Medak, é tão louco quanto o próprio personagem: seu filme não tem forma e pula, de repente, de vaudeville insípido para drama simbólico surreal, de um stand-up de Peter O'Toole para observação sarcástica da burguesia e de suas neuroses pérfidas. Não há um eixo para estipular um limite, então o filme decola para além da estratosfera e nos deixa pra trás atônitos.
Com mais de duras horas de duração, "The Ruling Class" se torna insuportável se aproximando de seu final, quando o personagem de O'Toole deixa de se identificar com Jesus para assumir-se como Jack, O Estripador. A ironia do personagem ser mais aceito pela burguesia como um serial killer do que como homem divino é até curiosa, mas o filme aposta nesse ideia muito tarde na trama e de maneira óbvia. O resto do elenco principal, que conta com a presença marcante da estrigiforme Coral Browne, é mal aproveitado à sombra da performance estrambótica de O'Toole, a exceção talvez seja Arthur Lowe como o mordomo que surta em êxtase após liberto de sua função servil e se vê agora abastado com a herança do patrão falecido.
Apesar de gravemente inconsistente o filme tem, no entanto, uma cena genial: em determinado momento os aristocratas decidem, impacientes com o lunático não cooperativo, juntá-lo a outro louco chamado "O Messias de Alta Voltagem" - brilhantemente encarnado por Nigel Green - que também acredita ser Jesus. Os dois embatem em um hilário duelo de onipotências que eleva o filme a um delirante auge e que termina com o personagem de O'Toole atônito e esgotado após ter encontrado alguém cuja loucura astronômica ultrapassa até mesmo a sua.