Viviane (Ogier, esposa de um consul frances em Melbourne, integra um grupo de exploradores, em busca de uma pluma de um pássaro raro, nas densas florestas de Nova Guiné. O pequeno grupo de exploradores se defrontam com uma tribo, uma das mais isoladas do contato humano. Esse contato os inspira a explorar sua própria humanidade e questões subjetivas e existenciais são afloradas, enquanto tentam encontrar um misterioso vale.
Trilha sonora da banda Pink Floyd, que saiu no álbum "Obscured by Clouds".
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Um pouco mais do universo hippie e psicodélico.
Eu confesso que o que mais gostei foi a parte estilo docudrama da região e povos da Nova Guiné e suas culturas.
Há sim alguns clichês hippies, mas o filme cresce com/na presença do povo local. A trilha sonora do Pink Floyd também é massa...
Muito bom e muito peculiar!
O filme varia em alguns momentos: começa como uma história qualquer, passa por um ar enigmático no decorrer, assume um tom quase documental em outro momento, mas nunca perde a coerência como um todo. O cenário é maravilhoso, nos sentimos dentro da selva. As questões que o filme coloca são boas (mas poderiam ser mais profundas e mais trabalhadas), seja em relação à Viviane, ao grupo, diferenças culturais, etc., e dialogam bem com o resto da obra. Sobre a trilha de Pink Floyd, ao contrário da maioria, gostei de como foi usada: ela é presente em alguns momentos, mas não há um abuso dela. As cenas da selva são muito respeitadas nesse sentido, o som é natural e nos envolve bem mais assim! No mais, gostei do que vi, um achado que vale muito a pena.
A trilha sonora deste filme foi lançada como um álbum do Pink Floyd. Devido a uma briga com a produtora após a conclusão das filmagens, o Floyd decidiu não mencionar o título do filme planejado "La Vallee" no título do álbum e, em vez disso, optou por chamar o lançamento de "Obscured By Clouds", ecoando uma linha de diálogo do filme. Em resposta, "Obscured By Clouds" foi adicionado como legenda para ganhar com a popularidade do Pink Floyd. Isso acabou sendo uma boa jogada, já que o Pink Floyd logo ganharia ainda mais fama com o lançamento de "Dark Side of the Moon" apenas alguns meses depois.
Veio pela música, ficou pela história
Determinado a viajar para o vale misterioso que sempre é obscurecido pelo ar pelas nuvens, um grupo de caucasianos atravessa a Nova Guiné. Eles conhecem tribos isoladas (NÃO africanos - lembre-se da Nova Guiné), experimentam amor e perda, descobrem a si mesmos, etc. E eu pensei que o final foi maravilhoso. Um pouco de Easy Rider, um pouco de Feiticeiro, muita atmosfera e estilo. Naturalista-documentário-ficção. Único e inesquecível.
E quem foi para escutar a música do Floyd, e rapidamente fica tão absorto na trama que se esquece da música.
Lento, misterioso e, finalmente, cativante
Sem revelar muito, este é um filme de viagem intelectual com uma atmosfera documental em muitas cenas. Está um pouco confuso nos primeiros 15 minutos, mas você pode realmente entrar nele (se quiser). Ele depende mais da atmosfera do que do enredo, mas tinha um significado claro para mim. No geral, é bastante preocupante e não posso dizer que o deixará feliz.
Não vi isso como um filme "hippie", mas como um comentário sobre a condição humana. Uma peculiaridade era a intercalação do diálogo legendado em francês com segmentos de inglês não dublado. O cenário era muito exuberante e eu não acho que um segundo do filme foi filmado em estúdio.
As pessoas que não gostaram disso provavelmente estão na multidão de pouco tempo de atenção. Eu não acho que este filme tenha algo a ver com ser um fã do Floyd. A música é principalmente em segundo plano e não se encaixa exatamente no que você está assistindo. Qualquer número de trilhas sonoras instrumentais discretas pode ter feito mais sentido. Realmente não precisa de música, exceto pelos cantos tribais. Apenas algumas músicas do CD Floyd eram aparentes, mas eu sei por que eles chamaram o álbum "Obscured By Clouds".
Um filme ruim ou de baixa qualidade tende a seguir estas características: a não identificação com os personagens, roteiro ruim e fraco, atuações que deixam a desejar, história desinteressante...Este filme segue estas caraterísticas e mais uma: uma sonoplastia de merda - o diretor não é feliz em usar a trilha sonora do Pink Floyd.
Eh um filme bem amador em vários pontos, poderia destacar uma ou duas coisas interessantes como as discussões a cerca do amor livre, q são bem superficiais e q não, necessariamente, precisariam ser melhor exploradas (o filme não é sobre isso, mas não deixa de ser uma representação de uma época). Até a primeira metade do filme, a narrativa é bem fraca, e a fútil protagonista e seus intentos e motivações não nos contagiam nem um pouco. Só na segunda parte do filme q ele se torna mais interessante, por seu víeis "etnográfico" e pela interessante discussão entre Olivier e Viviane sobre as diferenças da contracultura ocidental e da sociedade tribal. Só por essa parte, esse filme supera em muito o More, o filme anterior do cineasta. More tem todas as caracteristicas de um filme ruim (de fato, é um filme horrível), mas não tem esse lado etnológico q faz suscitar algumas discussões interessantes.
O q me causa curiosidade é como e onde eles filmaram tudo isso...
Faz tempo que assisti . Lembro que é um bom filme , meio hippie , meio documental , passado na Nova Guiné .