A Cruz de Ferro

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A Cruz de Ferro (1977)
Cross of Iron
Média do filme: 3.9 de 5 — baseado em 574 votos
MÉDIAFILMOW
3.9
574 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Sam Peckinpah
País de origem Reino Unido 🇬🇧
Duração 132 min (2h12)

Dirigido por

Duração

132 minutos
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Sinopse

Um grupo de soldados alemães luta para sobreviver aos ataques soviéticos no front da Segunda Guerra Mundial. Eles retornam à base para encontrar um novo comandante, um tradicional oficial prussiano que busca apenas uma coisa: A Cruz de Ferro para manter a honra de sua família. O filme mostra também o conflito entre o Sargento Steiner (James Coburn) e o Coronel Brandt (James Mason), que descobrem que seus instintos de guerra são maiores que os instintos de sobrevivência.

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
klyvellanvital
Klyvellan Vital
6 meses atrás

Onde nascem as cruzes de ferro?

Filmes de guerra são uma contradição que o cinema nunca conseguiu contornar. A gente entra na sala (ou dá o play) sabendo que vai assistir ao horror e, ainda assim, existe um prazer culposo ali. Prazer na encenação da violência, na coreografia do caos, no virtuosismo técnico do diretor fulano.

Houve um tempo em que certas imagens pareciam impossíveis de serem absorvidas. O napalm em Apocalypse Now. O desembarque em O Resgate do Soldado Ryan. Eram experiências traumáticas, mas o cinema também sofre desgaste, pois o que antes chocava passa a ser bobagem para um público dessensibilizado diariamente. O recente Nada de Novo no Front, com sua estética polida de Netflix, tentou recuperar essa sensação de devastação. Dunkirk e 1917 escolheram a via da imersão sensorial— uma experiência que lembra o videogame, com toda a simulação. São filmes impressionantes. Mas, no fim, todos orbitam o mesmo fetiche.

Existe algo paradoxal nisso. Muitos filmes que se anunciam como antibélicos acabam reafirmando a mitologia da guerra (Até o Último Homem, de Mel Gibson, assume esse caráter sem disfarce). São sempre narrativas contadas pelo lado vencedor — histórias de honra, sacrifício, superação. Mesmo quando criticam o sistema, ainda preservam a aura do heroísmo.

Diante disso, vai ver é preciso ter um quê de errático para realizar uma obra minimamente antibélica. Kubrick, em Glória Feita de Sangue, foi direto ao ponto: mesmo um homem íntegro e corajoso está preso a uma engrenagem amoral contra a qual nada pode fazer. O sistema aparece como vilão e a guerra como teatro do absurdo burocrático. Mas Kubrick ainda nos oferece um breve sopro de esperança no final.

O caso de Sam Peckinpah é diferente porque ele só tem a oferecer brutalidade, e quaisquer demonstrações de sensibilidade são rapidamente aniquiladas por um niilismo aterrador. Em Cruz de Ferro ele atravessa a linha mais incômoda possível ao colocar o espectador nas trincheiras alemãs da Frente Oriental. Soldados nazistas, sim, mas mostrados não como caricaturas ideológicas, e sim como homens exaustos, embrutecidos, agarrados à sobrevivência, mesmo sabendo que não há saída, redenção ou triunfo.

Peckinpah, consumido por slivovitz e cocaína, filmou a guerra como ela é: suja, abrupta, moralmente sufocante. Você não sai energizado, mesmo que ainda se trate de um “filme de ação”. Há cenas em que a única reação possível é um involuntário “Meu Deus…”. O ponto, porém, é que esse é um exemplo de filme que alcança a destreza técnica sem transformar seu tema em espetáculo. Contraditório para um diretor que, em tese, fazia um cinema em que a violência é inerente ao homem, a ponto de torná-la o próprio objeto de sua realização.

E quando o filme termina, imagens documentais da Segunda Guerra, do Vietnã, de outros conflitos do século XX, invadem os créditos como um lembrete de que isso não é passado. Talvez um verdadeiro filme anti-guerra precise nascer desse desconforto radical, da recusa em oferecer grandes feitos ou heróis de cartilha. Não por acaso, na época, a obra foi um fracasso.

matheussantosa92de9de9b594aec
Matheus Santos
6 meses atrás

Filme com um ritmo irregular mas as cenas de guerra e batalhas são bem feitas, peitinhos de grátis todo filme do SP tem mulher do nada, nua....
O filme mostra pelo lado alemão na frente oriental onde os alemães já estavam pra cair, o tenente medroso prussiano só queria a cruz de ferro, e o sargento Steiner soldado de verdade, tinha e não dava a mínima pra ela ou pra oficiais, ele apenas tinha como preocupação a sua tropa, foi cansativo chegar ao fim, repito pelo ritmo e tem cenas sobrando...

edubra
edubra
7 meses atrás

Chato para caralho.
Monótono e não há nada de novo.

jbsnmarinho5
Jobson
8 meses atrás

Depois do fiasco que foi ELITE DE ASSASSINOS (seu pior filme) Peckinpah retornou de forma triunfal neste aqui , apesar da produção conturbada e ritmo as vezes instável. O filme mostra o período da Segunda Guerra em que os Nazistas já caminhavam para a derrota e enfatiza o cansaço e desalento de soldados e oficiais diante do desastre inevitável. Nesse cenário o corajoso Sargento feito por Coburn tem que enfrentar a empáfia e arrogância do Capitão interpretado por Schell e sua "carteirada" de ser da nobreza Prussiana , tudo numa busca desesperada pela Cruz de Ferro do título. O domínio da ação de diretor aparece aqui com toda intensidade em meio a várias cenas antológicas (o ataque dos tanques, o encontro com as soldados Russas) . Dos melhores de Peckinpah.

editado
felipebosobrida
Felipe
½
8 meses atrás

A cruz de ferro

* Resenha reeditada

Em 1943, no auge da Segunda Guerra, Rolf Steiner (James Coburn) é promovido a sargento e recebe a dura missão do capitão Stransky (Maximilian Schell) de localizar a cruz de ferro de um tenente morto em combate. Para satisfazer a vontade do chefe, Steiner desloca um grupo de homens destemidos, sem saber o que encontrará pelo caminho.

Sam Peckinpah (1925-1984), apelidado em Hollywood de ‘poeta da violência’, dirigiu com muita dificuldade esse filme de guerra violento, considerado por Orson Welles um dos melhores do tema já produzidos no cinema. O diretor de obras-primas como “Meu ódio será sua herança” (1969) e “Sob do domínio do medo” (1971) demorou para levantar recursos financeiros para o projeto, e estava consumido pelo álcool (Peckinpah era viciado em bebida). Mas nada disso atrapalhou a conclusão desse filme visceral, produzido no Reino Unido e na Alemanha Ocidental e rodado na antiga Iugoslávia. A complexa trama, baseada no livro do alemão Willi Heinrich, traz um sargento recém-nomeado que recebe a missão quase suicida de satisfazer o ego de um melancólico capitão nazista, de obter a cruz de ferro de um tenente morto. Vale destacar que a tal cruz de ferro era uma condecoração militar única e preciosa, originalmente do Reino da Prússia e depois utilizada no Império Alemão e objeto de desejo no Terceiro Reich, exclusiva dos tempos de guerra. Receoso quanto à missão, o sargento reúne homens para se jogar no front para encontrar a almejada cruz.
Com cenas típicas do diretor, de tiros e mortes em câmera lenta (característica fecunda do cineasta), e um vasto material de arquivo (vídeos e fotos da Segunda Guerra Mundial, no caso), tem um humor cínico e reviravoltas marcantes. Quebra o estereótipo dos nazistas vilões para mostrá-los como soldados quaisquer em meio à dureza de uma guerra. Fala da truculência dos inimigos (no caso os soviéticos e os americanos) e das artimanhas de sobrevivência no meio do caos. Um dos mais complexos personagens da história é o capitão Stransky (interpretado pelo ótimo Maximilian Schell), um homem já cansado da guerra que envia a tropa atrás da cruz somente para satisfazer seu ego e honrar o nome da família (e também de ganhar mais um item para sua coleção particular).
Complementam o time de astros e estrelas James Coburn, James Mason, David Warner e Senta Berger. Teve uma continuação bem inferior dois anos depois, “Ruptura das linhas inimigas” (1979), com novo diretor, produtor e elenco (incluindo Richard Burton e Rod Steiger).
O filme pode ser encontrado em mídia física no Brasil em diversas cópias. Em agosto deste ano ele saiu em bluray pela Versátil Home Video, com excelente cópia restaurada pela StudioCanal, companhia francesa que integra a Canal+ Group, na metragem sem cortes, de 132 minutos, a melhor até agora do mercado. A restauração em 4K deu-se a partir do negativo original em 35mm, e o filme saiu dentro do box ‘Peckinpah Essencial’ – é uma caixa com dois discos em bluray que trazem também, em inéditas cópias restauradas em 4K, ‘Meu ódio será sua herança’ (1969 – na versão do diretor, de 145 minutos), ‘Sob o domínio do medo’ (1971 – versão sem cortes, de 118 minutos) e ‘Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia’ (1974). Nos discos há cinco horas de material extra, além de acompanhar um livreto de 44 páginas e cards colecionáveis. Em DVD o filme pode ser encontrado pela Classicline, também na metragem sem cortes, de 132 minutos – a versão de cinema é de 119 minutos; em 2022 a Classicline relançou o filme numa caixa em disco triplo (3 DVDs) chamada “Coleção Cruz de ferro”, contendo tanto o filme de 1977 quanto a continuação, “Ruptura das linhas inimigas”, esse em duas versões (a versão americana, chamada de ‘estendida’, de 111 minutos, e a compacta, com 83 minutos, exibida na TV brasileira, com dublagem da época).

A cruz de ferro (Cross of iron). Reino Unido/Alemanha, 1977, 132 minutos. Guerra. Colorido/Preto-e-branco. Dirigido por Sam Peckinpah. Distribuição: Versátil Home Video (Bluray de 2025) e Classicline (DVD de 2022)

* Resenha reeditada do texto original publicado em 24/12/2022 - POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom

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Elenco de A Cruz de Ferro

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David Warner (I) 5 36

David Warner (I)

(Hauptmann Kiesel)
James Coburn (I) 10 118

James Coburn (I)

(Feldwebel Rolf Steiner)
James Mason (I) 5 74

James Mason (I)

(Oberst Brandt)
Klaus Löwitsch 0 2

Klaus Löwitsch

(Unteroffizier Krüger)
Maximilian Schell 4 43

Maximilian Schell

(Hauptmann Stransky)
Roger Fritz 0 1

Roger Fritz

(Leutnant Triebig)

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