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Num futuro próximo, as guerras são evitadas com a oportunidade dada a pessoas com índole violenta de matar a outros num jogo de vida ou morte chamado 'A Grande Caçada'. A Caçada é a forma de entretenimento mais popular do mundo e atrai todo tipo de pessoas em busca de fama e fortuna. Ele é disputado em dez rodadas para cada competidor, cinco como caçador e cinco como vítima. Quem conseguir chegar ao fim e liquidar seu décimo adversário, torna-se extremamente rico, famoso e se aposenta. A história é centrada no embate entre a vítima Marcello Poletti (Mastroianni) e a caçadora Caroline Meredith (Andress), os dois em busca de sua décima vítima.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Toda a concepção de uma distopia capitalista (onde comerciais são snuff films) é bem desenvolvida. Mas o romance dos protagonistas que ocupa a maior parte do filme é bem desinteressante
assim como o final agridoce (imposto pelo produtor Carlo Ponti) que não combina com o tom pessimista do filme (basta comparar com Dr. Fantástico, por exemplo).
Com um visual muito interessante, esta ficção brinca de maneira sarcástica e irônica com um futuro em que a violência é institucionalizada - como se já não fosse há muito tempo - por meio de um jogo entre caçado e caçador em que se é permitido o assassinato Não é um roteiro maravilhoso, mas é bastante interessante e prende a atenção principalmente com a presença de Mastroianni e das belíssimas Ursula Andress e Elsa Martinelli.
Desconhecia a existência desse filme até pouco tempo, tem uma história bacana, percursora de vários filmes que vieram depois. Tem um início muito legal, uma pena que foi perdendo fôlego na sua reta final. Mesmo assim, vale pela curiosidade.
Divertida sátira futurista do politizado Petri que antecipa a ideia de competições de matança criadas para deleite do povo(bem antes de "O Sobrevivente" com Schwarzenegger)com Mastroianni e Úrsula esbanjando charme.
Confesso estar desapontado com a minha primeira incursão na obra de Elio Petri. Apesar de reconhecer que o visual é interessantíssimo e totalmente estiloso, o filme tem sérios problemas na química dos protagonistas e na falta de tensão. Seja na tensão sexual ou no senso de perigo. Também não funcionou comigo quando tenta ser uma comédia. Vale pelo comentário sobre a banalização da violência, pelo retrato de uma Itália a cores dos anos 60, com cenários escolhidos a dedo, e por uma Ursula Andress no auge da beleza. No final, não vejo muita diversão em A Décima Vítima, mesmo quando em alguns momentos tenta emular filmes "B".