Boris é um ex-ativista fugitivo há 35 anos, e que trabalha como bartender. Tudo ia bem quando, finalmente, seu passado o alcança após um estranho misterioso aparecer no bar, armado e querendo vingança.
Mais uma fita autoral inusitada e vibrante de Fiona Gordon e Dominique Abel, casados na vida real, que dirigem, escrevem, produzem e costumam atuar em seus filmes. Depois de ‘Rumba’ (2008) e ‘Perdidos em Paris’ (2016), retornam com criatividade vivaz em ‘A estrela cadente’, uma comédia dramática poética com uma série de personagens diferentes numa aventura policial fora do comum. Um ex-ativista trabalha como barman no bar ‘Estrela cadente’ (papel de Abel) e guarda a sete-chaves seu passado sombrio. Até que um homem, vítima de um plano malsucedido dele, o reencontra desejando vingança. Fotografia, cenários e figurinos coloridos aliados a planos e direção de arte minimalistas dialogam com o cinema do finlandês Aki Kaurismäki, em que o burlesco e o verossímil se confundem. Exibido no Festival de Locarno, o filme, uma produção França/Bélgica, estreou nesse fim de semana no Brasil, com distribuição da Pandora Filmes. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Estranhamente, eu não conhecia esta dupla genial de realizadores - e, em meu primeiro contato tardio, fui arrebatado, fiquei apaixonado: os números de dança são magníficos, as autocitações são ótimas, a reverência a Jacques Tati, Aki Kaurismäki e Roy Andersson é evidente, e o modo como a trama se desvela é magistral, inclusive no que tange às questões políticas (vide as oportunas menções a greves, por exemplo). Amei a trilha musical (Birds on a Wire, já sou fã de vocês!) e Kaori Ito merece ser aplaudida de pé: que mulher impressionante! Filmaço, gente. Não desperdicem a oportunidade de conferi-lo: quero tirar o atraso quanto aos trabalhos prévios dos realizadores, o quanto antes! (WPC>)
"A Estrela Cadente" é uma jornada cinematográfica que desafia as convenções narrativas tradicionais, levando os espectadores a um labirinto de estranheza. O filme mergulha na vida de Boris, um ex-ativista vivendo uma existência como barman a parte da sociedade apenas com sua esposa e seu amigo no submundo do clube que dá título à obra. A trama se desdobra quando seu passado volta na forma de um estranho sedento por vingança.
Uma das características mais marcantes do filme é sua aura teatral, onde cada cena se desenrola como se estivesse em um palco, desafiando o espectador a decifrar os enigmas apresentados a cada momento. Esta abordagem, embora intrigante, pode afastar alguns espectadores, criando uma experiência que remete mais a uma peça teatral pitoresca do que de um filme convencional.
Os personagens excêntricos de "A Estrela Cadente" contribuem para essa atmosfera peculiar, mas também dificultam a criação de conexões emocionais sólidas. Suas relações parecem frias e pouco convincentes, o que torna difícil para o público se envolver verdadeiramente com suas jornadas. Apesar de lidar com temas profundos como traumas e passados obscuros, o filme falha em explorar esses elementos de maneira satisfatória, deixando o espectador com uma sensação de desconexão e falta de empatia.
No geral, "A Estrela Cadente" é uma obra que desafia as expectativas e oferece uma experiência cinematográfica única, mas sua estranheza e falta de desenvolvimento emocional podem deixar alguns espectadores insatisfeitos.
A primeira coisa que se pode dizer sobre “A estrela cadente” é que é um filme que se distrai. E isso que seria uma crítica em quase 100% dos casos, nesse é um baita elogio. Sem as constantes distrações, talvez o filme caísse no erro de ser sério ou, ainda pior, se tornar uma comédia pastelão.
A estrela cadente é uma surpresa pelas caricaturas, pela narrativa curiosa e, principalmente, por mostrar corpos para além do realismo tradicional. Um filme que podia ser chato e comum e, embora não seja genial, diverte e é belo. É belo e diverte. E já está bom, né?
Adoro esse formato de filme. Meio que me sinto no teatro assistindo. ARTE!!!
Mais uma fita autoral inusitada e vibrante de Fiona Gordon e Dominique Abel, casados na vida real, que dirigem, escrevem, produzem e costumam atuar em seus filmes. Depois de ‘Rumba’ (2008) e ‘Perdidos em Paris’ (2016), retornam com criatividade vivaz em ‘A estrela cadente’, uma comédia dramática poética com uma série de personagens diferentes numa aventura policial fora do comum. Um ex-ativista trabalha como barman no bar ‘Estrela cadente’ (papel de Abel) e guarda a sete-chaves seu passado sombrio. Até que um homem, vítima de um plano malsucedido dele, o reencontra desejando vingança. Fotografia, cenários e figurinos coloridos aliados a planos e direção de arte minimalistas dialogam com o cinema do finlandês Aki Kaurismäki, em que o burlesco e o verossímil se confundem.
Exibido no Festival de Locarno, o filme, uma produção França/Bélgica, estreou nesse fim de semana no Brasil, com distribuição da Pandora Filmes. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Estranhamente, eu não conhecia esta dupla genial de realizadores - e, em meu primeiro contato tardio, fui arrebatado, fiquei apaixonado: os números de dança são magníficos, as autocitações são ótimas, a reverência a Jacques Tati, Aki Kaurismäki e Roy Andersson é evidente, e o modo como a trama se desvela é magistral, inclusive no que tange às questões políticas (vide as oportunas menções a greves, por exemplo). Amei a trilha musical (Birds on a Wire, já sou fã de vocês!) e Kaori Ito merece ser aplaudida de pé: que mulher impressionante! Filmaço, gente. Não desperdicem a oportunidade de conferi-lo: quero tirar o atraso quanto aos trabalhos prévios dos realizadores, o quanto antes! (WPC>)
"A Estrela Cadente" é uma jornada cinematográfica que desafia as convenções narrativas tradicionais, levando os espectadores a um labirinto de estranheza. O filme mergulha na vida de Boris, um ex-ativista vivendo uma existência como barman a parte da sociedade apenas com sua esposa e seu amigo no submundo do clube que dá título à obra. A trama se desdobra quando seu passado volta na forma de um estranho sedento por vingança.
Uma das características mais marcantes do filme é sua aura teatral, onde cada cena se desenrola como se estivesse em um palco, desafiando o espectador a decifrar os enigmas apresentados a cada momento. Esta abordagem, embora intrigante, pode afastar alguns espectadores, criando uma experiência que remete mais a uma peça teatral pitoresca do que de um filme convencional.
Os personagens excêntricos de "A Estrela Cadente" contribuem para essa atmosfera peculiar, mas também dificultam a criação de conexões emocionais sólidas. Suas relações parecem frias e pouco convincentes, o que torna difícil para o público se envolver verdadeiramente com suas jornadas. Apesar de lidar com temas profundos como traumas e passados obscuros, o filme falha em explorar esses elementos de maneira satisfatória, deixando o espectador com uma sensação de desconexão e falta de empatia.
No geral, "A Estrela Cadente" é uma obra que desafia as expectativas e oferece uma experiência cinematográfica única, mas sua estranheza e falta de desenvolvimento emocional podem deixar alguns espectadores insatisfeitos.
A primeira coisa que se pode dizer sobre “A estrela cadente” é que é um filme que se distrai. E isso que seria uma crítica em quase 100% dos casos, nesse é um baita elogio. Sem as constantes distrações, talvez o filme caísse no erro de ser sério ou, ainda pior, se tornar uma comédia pastelão.
A estrela cadente é uma surpresa pelas caricaturas, pela narrativa curiosa e, principalmente, por mostrar corpos para além do realismo tradicional. Um filme que podia ser chato e comum e, embora não seja genial, diverte e é belo. É belo e diverte. E já está bom, né?
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