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Um bando de malfeitores chega a uma cidade primitiva para saqueá-la. Sob o comando de Montserrat fazem do padre, que mandara chamar a polícia, a sua maior vítima. Apache, um caçador de prêmios, chega à cidade carregando uma cruz e é confundido com um feiticeiro. Melinda, filha adotiva do padre, procura-o para tentar salvar o sacerdote e Apache estabelece um plano para capturar Montserrat. Acaba preso, junto com Melinda. Nisso chegam à cidade Coiote e Mundinho, querendo matar Apache, mas, afinal, todos se voltam embora prometendo a Melinda retornar um dia. A calma volta à cidade: é a vitória do bem sobre o mal.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Conferido via YouTube, com imagem precária, em 12/03/2026.
'A Filha do Padre' é um típico filme nacional de 1975, dirigido e estrelado por Tony Vieira, que se enquadra no gênero faroeste (western).
Com um estilo 'caboclo brega', o longa é frequentemente descrito como um 'faroeste à brasileira', claramente influenciado pelos spaghetti westerns italianos.
Trata-se, obviamente, de uma produção de baixíssimo orçamento e tecnicamente sofrível, devido às atuações canhestras e ao roteiro desprovido de maior profundidade. No entanto, não deixa de ser divertido; o diferencial é que a trama consegue prender a atenção desde o início.
Duas estrelas pela nostalgia.
Um ótimo exemplo de faroeste made in Brazil! Sua estética é claramente influenciada pelo chamado "western spaghetti" italiano. Ou seja, melhor referência, seria impossível! O trabalho de cenografia e composição de figurinos é competente. Merece também destaque o ótimo trabalho de direção e montagem, responsáveis pelo ritmo ágil que o filme ganha nos momentos de ação. Aliás, daqui há exatamente dois dias, terei a honra de entrevistar p\ meu novo documentário, o grande Walter Wanny, responsável pela montagem do filme e, sem dúvida, o melhor montador que este país já conheceu!
Meu primeiro contato com o cinema do Tony Vieira foi através do tardio e medíocre NEUROSE SEXUAL, onde ele mergulhava num contexto psicanaliticamente oportunista no qual estava visivelmente desengonçado. Aqui, num épico canhestro de faroeste tupiniquim - que se permite até mesmo aproveitar a trilha sonora de ERA UMA VEZ NO OESTE - o diretor consegue manter a atenção do espectador fixa em sua inteligente concatenação de eventos tramáticos, centradas em três principais núcleos de personagens, que, afinal, se encontram. A personificação do diretor enquanto intérprete é muito boa, lembrando bastante os machos protagonistas de filmes de ação (à la Charles Bronson) que se destacaram internacionalmente na época em que o filme foi lançado. Talvez ele seja um tanto longo, já que um dos três núcleos anteriormente mencionados (aquele que tem o suposto mudinho) é descartável, mas é um faroeste brazuca prenhe de interesse! Eu recomendo, quero ver de novo, em grupo, com torcida pelo "artista"! (WPC>)