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Data de lançamento
7 Out. 2022Duração
Joana, uma adolescente de 14 anos, aparece para passar uma semana com o pai, Renato, um humorista que apresenta seus shows em churrascarias, bares e casas noturnas de Fortaleza, interpretando a personagem Silvanelly. Apesar de mal se conhecerem, pai e filha terão que conviver durante essa semana, vivendo novas experiências, que irão transformar sua relação e suas vidas.
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Alterna bons e maus momentos , mas é um film fraco, podia ser bem melhor…
Interessante que o filme parece o tempo todo exaltar o poder da arte nas conexões humanas.
Vemos no começo do filme um cara bem tímido, apesar de ser artista e lidar com plateia todos os dias, o cara começa o filme ensaiando na frente do espelho como falar com a filha e sem nunca ter coragem de iniciar a conversa. Mas tudo muda quando assistem peças teatrais juntos, ouvem músicas juntos, assistem shows, filmes, etc.., inclusive a melhor cena pra tentar fazer o público chorar é ambos cantando uma música juntos em um palco.
Fora da arte os diálogos são rotineiros nesse filme, tudo caminha pro lugar comum das relações, mas com a arte junto tudo se transforma. É como se só com a arte seus personagens pudessem se libertar, quando o cara coloca a maquiagem e peruca ele muda completamente de personalidade, passando de uma pessoa de poucas palavras e bastante séria pra alguém que ri alto, brinca com todo mundo e até achamos estranhos ele e seu personagem serem a mesma pessoa.
É como se as emoções humanas só pudessem existir verdadeiramente dentro da arte, temos aqui uma obra que funciona como homenagem aos artistas ao inverter a lógica do senso comum de que a arte é apenas entretenimento, aqui a arte é a vida, o filme parece o tempo todo gritar que o mundo só funciona de verdade quando tem arte nele.
Se o final tivesse sido um pouco mais longo com certeza esse filme teria conseguido fazer muitos chorarem, infelizmente deveriam ter estendido a música, acaba tudo rápido demais e senti que precisava ter mostrado mais a reação da plateia que estava humilhando o artista no começo da apresentação. Mostrar o público reagindo a interação entre pai e filha e talvez até arrependido de estarem pedindo apenas entretenimento, quando a arte abrange muito mais da alma humana.
Sensível e interessante, inspirado na vida do ator Paulo Diógenes, é cinema nacional de qualidade, uma pena que é mal divulgado.
Razoável. Algumas interpretações são horríveis e amadoras demais, o que torna a experiência bastante incômoda.
O roteiro também não é muito inovador; acaba sendo a velha história do abandono paterno, com a diferença de que o pai é uma drag queen.
A trilha sonora está ótima e bem utilizada nos momentos certos. No entanto, o filme apresenta muitos cortes que acabam prejudicando o desenvolvimento da história. Uma nota 3 firme.
“Se a gente está no buraco, é melhor brilhar.”