Dirigido por
Data de lançamento
7 Out. 2016Duração
Rachel, uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Quando chega a metade do filme tudo fica muito previsível, porém você fica querendo terminar. Vale a pena assistir. A Emilly Blunt arrasou na atuação.
Promissor, mas deixou muito a desejar no desenvolvimento/ritmo
THE GIRL ON THE TRAIN
Direção: Tate Taylor
Ano: 2016
Assistido em: 21/02/2026
Como todo apaixonado por suspense, eu conheço esse filme desde a época de seu lançamento, mas ele nunca despertou grande interesse em mim. E há um motivo bem específico para isso. Ultimamente, Hollywood vem adaptando praticamente qualquer livro que faça o mínimo sucesso, e todos quase sempre com a mesma históriazinha mirabolante e pouco inspirada. Como leitor, posso afirmar sem culpa que há muita porcaria que jamais merecia virar filme. Não chega a ser exatamente o caso desta história, mas convenhamos: ela está longe de ser tudo aquilo que muita gente pintou.
Rachel é uma mulher profundamente marcada pelo fim de seu casamento, vivendo uma rotina autodestrutiva enquanto observa, todos os dias, um casal aparentemente perfeito da janela do trem que a leva ao trabalho. Essa fantasia funciona como fuga para seu fracasso emocional. Quando Megan, a mulher que ela observa, desaparece misteriosamente, Rachel se envolve no caso, mesmo sendo desacreditada pela polícia e por aqueles ao seu redor. Conforme tenta ajudar na investigação, ela precisa enfrentar lapsos de memória, alcoolismo e verdades incômodas sobre seu próprio passado, tornando-se simultaneamente testemunha, suspeita e vítima.
Meu grande problema com as histórias de suspense atuais é o quanto elas se tornaram previsíveis. Hoje em dia, praticamente não existem mais aquelas tramas com reviravoltas realmente imprevisíveis. Está tudo fácil demais de deduzir, porque tudo segue uma cartilha rígida, com elementos pré-determinados. Neste caso específico, é possível descobrir quem é o vilão com muita antecedência. Não porque eu seja algum tipo de detetive genial, mas porque a narrativa simplesmente obedece às fórmulas que o mercado consagrou.
[spoiler]Sinto uma falta enorme de vilãs no cinema. Vilãs loucas, inconsequentes, obsessivas, capazes de tudo para atingir seus objetivos. Hoje, isso parece proibido. Se uma mulher chega a uma reação extrema, quase sempre o roteiro faz questão de justificar tudo como consequência direta das ações de um homem. É algo triste, já virou clichê e vem contaminando a literatura e, por tabela, o cinema. Aqui, desde o primeiro instante, já fica claro que Rachel não tem culpa real pelo que acontece e que Megan foi vítima de um homem. Marido e psicólogo são descartados rapidamente, pois foram os suspeitos inciais, restando obviamente: Tom, que até certo ponto era retratado como o homem perfeito. Não é dedução sofisticada, é simples eliminação de opções baseada nas regras narrativas atuais.
Outro problema sério é a linearidade. Um bom suspense funciona como uma montanha-russa emocional, alternando tensão extrema e momentos de falsa segurança para surpreender o público na curva seguinte. As reviravoltas precisam ser dosadas, entregues de forma gradual. Aqui, nada disso acontece. Não existe tensão de verdade. Há apenas uma curiosidade protocolar sobre como tudo vai se encerrar. O filme começa, se desenvolve e termina na mesma temperatura morna. As revelações surgem rápido demais, por volta de uma hora ou uma hora e dez, criando a falsa expectativa de que algo maior ainda está por vir. Não vem.
O ponto alto da produção é o elenco. Chega a ser chocante a quantidade de rostos famosos reunidos aqui. A cada personagem novo, a sensação é de surpresa: “o que esse ator está fazendo aqui?”. Muitos aparecem em papéis mínimos, com duas ou três cenas no máximo. Tudo isso é sustentado principalmente por Emily Blunt, uma atriz grande demais para o papel de Rachel. Qualquer outra atriz teria dado conta. A personagem não oferece material suficiente para justificar o talento dela. O traço mais interessante da personagem é o alcoolismo, mas até isso é resolvido de forma quase mágica, sem desenvolvimento dramático consistente.
A Garota no Trem é um filme acessível. Não chega a provocar raiva, mas também não empolga, não surpreende e não causa impacto. É um thriller básico, inofensivo, indicado para quem está começando a se aventurar no gênero e ainda não tem bagagem para narrativas mais complexas. Pode agradar a quem desconhece produções mais elaboradas, mas para quem já é macaco velho nesse tipo de história, dificilmente vai causar qualquer surpresa.
O som do filme é bom demais e também o visual, que é esplêndido.
É assustador quando percebemos quem que realmente matou e ligamos todos os pontos. Blz que o diretor meio que joga tudo na sua cara kkkk mas ainda assim ...
Assistido 20/08/2025
c/ Luisa 🤍