Uma história da infância do diretor Marcel Pagnol, na virada do século XIX para o século XX. Basicamente, o filme se trata das férias que ele, seus pais, tios e irmão, tiravam nas montanhas da Provença. Baseado no livro homônimo de Marcel Pagnol.
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Em 1990 Yves Robert dirigiu dois filmes baseados na série autobiográfica 'Souvenirs d'Enfance', escrita em 1950 por Marcel Pagnol, o famoso dramaturgo e cineasta francês. As adaptações chamam-se "My Father's Glory" e "My Mother's Castle" e, embora possam ser apreciadas individualmente, juntas complementam-se formando um das mais belas e poéticas obras do cinema francês.
Com muita sensibilidade e leveza são contados momentos da infância, adolescência e maturidade de Pagnol, sempre narrados em primeira pessoa. Os primeiros anos, as descobertas, o convívio familiar, tudo ganha um ar mágico e nostálgico, como as lembranças e imaginação de uma criança. A sensação que nos despertam os dois filmes são um tanto distintas, por isso estão interligados. Esta primeira parte traz, do início ao fim, um sentimento de felicidade extrema e a segunda parte, um final carregado de emoção.
"A Glória de Meu Pai" acompanha a infância de Marcel desde o nascimento até o final do século XIX, quando sua família adquire uma propriedade no sul da França, onde passam as primeiras férias. Ali, ele demonstra toda a admiração pelo pai, carinho pela mãe começa a formar sua identidade. Além da proximidade familiar, Marcel vive muitas aventuras e cria laços de amizade com um garoto camponês da região. Seu nome era Lili des Bellons, que torna-se o melhor amigo de Marcel e passa a compartilhar com ele sua sabedoria precoce sobre caça, pesca, fauna e flora, resultante de uma vida simples e difícil.
Além de ser um filme lindo no aspecto humano, a fotografia delicada destaca a beleza bucólica da região da Provença. Ao final, fica a sensação de ter caminhado junto com Marcel, de ter experimentado a força e a simplicidade daqueles momentos.
Lindo filme que mostra a magia da infância, vi qdo criança e revi hoje
Em termos de beleza é talvez o mais belo filme que já assisti. Nostálgico e poético em cada cena:
No abrir das janelas, no calçar dos sapatos na mãe, no abraço quando pai vence...
Maravilhoso , meu marido e eu adoramos !
Achei fraco perto do Jean de Florette. Mas ainda é mais interessante que o segundo por conta da narrativa de uma criança com mente inocente.