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Charlie Castle é um ator bem sucedido em Hollywood, mas sua esposa Marion está prestes a deixá-lo. A conselho dela, ele se recusa a renovar seu contrato, enfurecendo Stanley Shriner Hoff, o poderoso chefe do estúdio. Mas Shriner não deixará que ele abandone a carreira assim tão fácil, e passa a chantagear Castle com a informação que possui sobre um acidente em que ele esteve envolvido.
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Quatro estrelas pelas atuações de todos os atores, mas o caráter teatral do filme tira um pouco do encanto da história. Não considero-o um filme noir, mas um grande drama. Visto em 20/08/23
Drama policial noir em preto e branco da The Associates & Aldrich Company e United Artists que no Festival de Cinema de Veneza venceu o Leão de Prata de melhor diretor, Robert Aldrich (1918-1983), e foi indicado ao Leão de Ouro de melhor filme. O roteiro de James Poe (1921-1980) foi baseado na peça homônima de 1949 de Clifford Odets (1906-1963).
O escandaloso encobrimento retratado no filme foi supostamente baseado em um incidente da vida real envolvendo um jovem John Huston. Louis B. Mayer aparentemente pagou à colunista de fofocas Louella Parsons uma grande quantia em dinheiro para não divulgar o incidente em sua coluna. Talvez o único filme na história do cinema a levar crédito de tela para a empresa que forneceu "móveis estofados".
Filmado em apenas 15 dias, é confinado e claustrofóbico, nunca entrando na comunidade mais ampla de Hollywood que tenta condenar. As atuações são incríveis, mas restringir a ação a um único local transforma o filme em uma série repetitiva de personagens indo e vindo. Poderia melhorar um pouco nesse quesito com a mudança de ambiente e não ter ficado tão teatral. A indústria de Hollywood é insultantemente dilacerada pelo desempenho imperial de Rod Steiger (1925-2002) como o produtor corrupto, enquanto a celebridade cativa de Jaack Palance (1919-2006) é memorável.
Tinha tudo pra ser uma das maiores críticas, mas foi extremamente boicotado pelo seu roteiro arrastado e mal desenvolvido. Destaque para a ótima atução de Ida Lupino. E só pra constar, nunca que isso é um noir.
Ótimo Melodrama Noir,com grande direção do subestimado Aldrich.
Acho cansativo e bem verborrágico.