Itália, 1916. Oreste e Giovanni, como todos os jovens do país, são chamados para se alistar no exército, para lutar na Primeira Guerra Mundial. Os dois fazem de tudo para escapar dessa obrigação. Contudo, os dois acabam no front de guerra e se vêem encarregados de uma missão decisiva.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
La Grande Guerra é bom filme de guerra.
O filme trás uma temática que já não é muita novidade pros dias atuais, mas de uma forma leve e engraçada. Vale a pena conferir.
Uma obra-prima do cinema. É um belíssimo filme anti-guerra que consegue ser leve em alguns momentos e contundente em outros. Me impressiona muito a facilidade com que os cineastas italianos conseguem transitar entre o drama e a comédia. Em muitas partes me fez rir e em outras me deixou totalmente impactado. Os personagens são muito carismáticos e interagem da melhor forma possível. Na parte técnica é um filme impecável. A direção é excelente, sempre conseguindo trabalhar muito bem com todos os elementos presentes em cada cenário, a fotografia é linda e a trilha sonora inesquecível. Totalmente recomendado, um dos meus filmes italianos preferidos.
Em homenagem ao aniversário de Mario Monicelli (que completaria 106 anos hoje, se ainda estivesse vivo), resolvi assistir a este, que é um de seus mais elogiados trabalhos. E, desde logo, percebi que o Leão de Ouro foi absolutamente merecido: temi que a longa duração e o tema bélico tornasse o filme modorrento. Longe disso: é divertidíssimo e mui acessível. Trágico e cômico em iguais medidas! Vittorio Gassman, como de praxe, está soberbo. Idem para as aparições de Folco Lulli. Silvana Mangano está graciosa ao extremo. E a trilha musical de Nino Rota pontua com magnificência os estados de espíritos pretendidos. A direção é impressionante, sobretudo no uso da profundidade de campo: são muitos figurantes, e muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Quem ama M.A.S.H., precisa conhecer este filmaço, urgentemente. O roteiro é muito corajoso em seu humor ácido e inequivocamente humanista. O aniversariante deixou-nos um presente imortal (vários, aliás): obrigado, gênio imortal! (WPC>)
Embora reproduzido num registro cômico, o filme não esconde do espectador os horrores e a severidade nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, além de denunciar o absurdo e a violência do conflito e as condições de vida miseráveis de civis e soldados. E ao retratar a convivência entre a dupla de heróis improváveis, também expõe fortemente sobre as amizades que cresceram entre combatentes de diferentes classes, culturas e regiões da Itália. Indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e premiada com o Leão de Ouro de Melhor Filme em Veneza, esta é a obra-prima-máxima tanto do diretor Mario Monicelli como do produtor Dino De Laurentiis.
A comédia dramática no tom perfeito. Momentos de graça que se cruzam com o choque da realidade, adorei demais os personagens!