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Data de lançamento
30 Out. 2020Duração
Após um grave acidente em uma gruta interditada, Jesus se torna o único sobrevivente. No local foram encontrados, além dele, quatro corpos. A perícia indica que esse mesmo jovem assassinou brutalmente seus amigos, esposa e a guia de turismo. Em estado grave, o rapaz nega os assassinatos e recusa-se a colaborar com a polícia. Certo de que sua esposa foi possuída por uma força demoníaca, ele pede ajuda a uma madre.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Esquecível.
Fraco, amador .. tudo muito ruim
Meio ponto pela Carolina Ferraz. Edição do filme muito ruim, atuações fracas, captura de áudio péssima, fotografia que não consegue nos colocar no clima que a história necessita, roteiro nada instigate.... Uma colcha de erros
A impressão que um tive é que o filme foi produzido com um roteiro ambicioso, mas sem recursos. Acabou gerando um filme esquecível. 11.10.2021
Sou um entusiasta do cinema de guerrilha nacional, feito na raça com pouca grana, em especial filmes "de gênero", como o terror, que rendem ótimas ideias se executadas com visão artística e um mínimo de cuidado na produção. E nos últimos anos tem havido um movimento muito interessante de produções do tipo no nosso cinema, trazendo novos olhares e possibilidades à mesa, o que me deixou curioso para conferir este "A Gruta". Fui com o coração aberto e as expectativas baixas... mas nem mesmo estas foram atendidas.
A direção de Arthur Vinciprova (que também interpreta o personagem Jesus) é fraca, escolhendo caminhos óbvios e genéricos, executados de forma mais incompetente que suas inspirações. Ele acerta esporadicamente no uso de efeitos sonoros, como portas rangendo, passos e vozes para criar suspense, ou seja, recursos da pós-produção, porque fora isso, a captação de som direto do filme é bem ruim, ao ponto de precisar assistir com legendas para entender os diálogos... A edição também poderia ser mais precisa, resultando em poucos 'jump scares' realmente eficazes.
O filme é de baixo orçamento, mas isso não justifica a falta de esmero e acabamento na produção. O trabalho de iluminação é nulo, com cenas escuras demais onde não há fonte de luz além das diegéticas (um equívoco bem amador) e evidentes aberrações cromáticas sem nenhum propósito dramático ou artístico.
A atuação de Carolina Ferraz é sólida - a única que confere alguma dignidade ao filme. Luciene Martes, atriz experiente que faz a guia da exploração da caverna, tem uma performance tão fraca que me pergunto se foi intencional ou se ela foi a única que aceitou o papel. Pelo menos a fisicalidade que a personagem pediu, ela entregou.
Para fechar, o roteiro (também de Vinciprova) deixa muitas pontas soltas, especialmente sobre o passado da personagem Helena, a cena de abertura que se pretendia contextualizar, mas acaba soando gratuita, e ainda conta com diálogos sofríveis como "O que esse rapaz fez foi um homicídio culposo premeditado" (?)... Isso para não falar do seu maior problema que é demonizar religiões de matriz africana, a coisa mais preguiçosa e nociva desse filme tão irregular.
No fim, fica a impressão de uma tentativa mais para atender a um desejo egóico do diretor, roteirista e co-protagonista do filme, do que para contar uma história da melhor forma que conseguiu, afinal desempenhar tantas funções e entregar algo relevante e bem-acabado não é fácil. Uma pena mesmo.