Patterns é um filme que embora venha da mente brilhante de Rod Serling, decepciona bastante. Possui um elenco talentoso, mas peca pela sua abordagem excessivamente burocrática. A trama gira em torno de questões corporativas e da luta pelo poder, mas acaba faltando evolução emocional dos personagens e um roteiro mais interessante.
O filme retrata com sagacidade, a história da competição feroz e corrosiva em uma grande empresa industrial chefiada por Walter Ramsey (em ótimo desempenho de Everett Sloane), com seu temperamento rude e impiedoso. É a saga também de Bill Briggs (Ed Begley), seu segundo em comando de há bastante tempo, que flutua entre valores humanos tanto quanto tecnológicos. E é o caso de Fred Staples (Van Heflin), um engenheiro industrial comparativelmente mais jovem, trazido por Ramsey para substituir Briggs. Os pontos de vista e as sensibilidades de Fred são essencialmente os de Briggs. As pessoas não são simplesmente unidades, elas sentem. Mas é o padrão calculado de Ramsey de não despedir seu velho assistente, mas criar condições tão insuportáveis, que ele será forçado a renunciar.
Trata-se de notável filme clássico do gênero drama de cunho psicológico, dirigido com competência por Fielder Cook. Estrelado por Van Heflin, Everett Sloane, Ed Begley, Beatrice Straight e Elizabeth Wilson, "A História de Um Egoísta", de 1956, possui trama pra lá de interessante e que te prende desde o início. Imperdível!
"Eu não contratei você para gostar de mim!" grita Walter Ramsey (Everett Sloane) no Fred Staples (Van Heflin) no clímax de "Patterns" de Rod Serling. Essas sete palavras resumem o filme todo. Ramsey sabe que ninguém gosta dele, mas ele não poderia se importar menos. Ele prefere jogar para ganhar do que jogar legal. Ele sabe que é hora de o bom e velho rapaz Bill Briggs (Ed Begley) ir embora e ele encontrar o homem para ocupar seu lugar em Staples, que administrava sua fábrica em Ohio. O único problema é que Staples realmente gosta de Briggs e detesta Ramsey. "Patterns" é rápido (cerca de 85 minutos) porque tem que ser. Se demorasse mais, o assédio moral de Ramsey a Briggs seria insuportável e o verdadeiro argumento do filme estaria perdido. Nada disso foi perdido em Walter Ramsey. Podemos odiá-lo, mas por mais que odiemos admitir, ainda precisamos dele. Não é assim que gostamos, mas é assim.
Os diálogos tem realmente a parte central onde se dá toda a tensão e conflitos entre os personagens, mas há um elemento externo também extremamente importante pra trama: os planos onde mostram a grandeza e magnificência quase aterradora dos enormes arranha-céus e o próprio interior amplo e gigantesco repleto de ornamentos onipotentes. Isso parece que confere um ideia geral de como as pessoas ali são realmente pequenas engrenagens numa máquina imensamente maior, e em como seus desejos, aspirações e a moral entram em conflito com essa máquina, ou com outras "engrenagens maiores" que direcionam seu funcionamento pra determinado caminho.
Ao que parece o Rod Serling não quis tomar um partido exato se é possível uma 'engrenagem' conseguir se encaixar nessa máquina levando em conta aspirações conflitantes com ela, mas parece que há um certo otimismo quanto a isso. E depois há naturalmente elementos pessoais não menos importantes resultantes dessas vidas.
Atuações primorosas do Van Heflin e Ed Begley.
PS: de Patterns pra 'A História de um Egoísta' é brincadeira. Egoísmo é o sentimento mais irrelevante da trama, e pouquíssimo tem a ver com o protagonista.
Patterns é um filme que embora venha da mente brilhante de Rod Serling, decepciona bastante. Possui um elenco talentoso, mas peca pela sua abordagem excessivamente burocrática. A trama gira em torno de questões corporativas e da luta pelo poder, mas acaba faltando evolução emocional dos personagens e um roteiro mais interessante.
Disponível no Youtube.
O filme retrata com sagacidade, a história da competição feroz e corrosiva em uma grande empresa industrial chefiada por Walter Ramsey (em ótimo desempenho de Everett Sloane), com seu temperamento rude e impiedoso. É a saga também de Bill Briggs (Ed Begley), seu segundo em comando de há bastante tempo, que flutua entre valores humanos tanto quanto tecnológicos. E é o caso de Fred Staples (Van Heflin), um engenheiro industrial comparativelmente mais jovem, trazido por Ramsey para substituir Briggs. Os pontos de vista e as sensibilidades de Fred são essencialmente os de Briggs. As pessoas não são simplesmente unidades, elas sentem. Mas é o padrão calculado de Ramsey de não despedir seu velho assistente, mas criar condições tão insuportáveis, que ele será forçado a renunciar.
Trata-se de notável filme clássico do gênero drama de cunho psicológico, dirigido com competência por Fielder Cook. Estrelado por Van Heflin, Everett Sloane, Ed Begley, Beatrice Straight e Elizabeth Wilson, "A História de Um Egoísta", de 1956, possui trama pra lá de interessante e que te prende desde o início. Imperdível!
só do roteiro ser do maravilhoso Rod Serling já vale a conferida...
"Eu não contratei você para gostar de mim!" grita Walter Ramsey (Everett Sloane) no Fred Staples (Van Heflin) no clímax de "Patterns" de Rod Serling. Essas sete palavras resumem o filme todo.
Ramsey sabe que ninguém gosta dele, mas ele não poderia se importar menos. Ele prefere jogar para ganhar do que jogar legal. Ele sabe que é hora de o bom e velho rapaz Bill Briggs (Ed Begley) ir embora e ele encontrar o homem para ocupar seu lugar em Staples, que administrava sua fábrica em Ohio. O único problema é que Staples realmente gosta de Briggs e detesta Ramsey. "Patterns" é rápido (cerca de 85 minutos) porque tem que ser. Se demorasse mais, o assédio moral de Ramsey a Briggs seria insuportável e o verdadeiro argumento do filme estaria perdido. Nada disso foi perdido em Walter Ramsey. Podemos odiá-lo, mas por mais que odiemos admitir, ainda precisamos dele. Não é assim que gostamos, mas é assim.
Os diálogos tem realmente a parte central onde se dá toda a tensão e conflitos entre os personagens, mas há um elemento externo também extremamente importante pra trama: os planos onde mostram a grandeza e magnificência quase aterradora dos enormes arranha-céus e o próprio interior amplo e gigantesco repleto de ornamentos onipotentes. Isso parece que confere um ideia geral de como as pessoas ali são realmente pequenas engrenagens numa máquina imensamente maior, e em como seus desejos, aspirações e a moral entram em conflito com essa máquina, ou com outras "engrenagens maiores" que direcionam seu funcionamento pra determinado caminho.
Ao que parece o Rod Serling não quis tomar um partido exato se é possível uma 'engrenagem' conseguir se encaixar nessa máquina levando em conta aspirações conflitantes com ela, mas parece que há um certo otimismo quanto a isso. E depois há naturalmente elementos pessoais não menos importantes resultantes dessas vidas.
Atuações primorosas do Van Heflin e Ed Begley.
PS: de Patterns pra 'A História de um Egoísta' é brincadeira. Egoísmo é o sentimento mais irrelevante da trama, e pouquíssimo tem a ver com o protagonista.