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Data de lançamento
28 Nov. 1930Duração
Primeiro longa-metragem do diretor Luis Buñuel, essa obra surrealista tenta passar o desconforto e o espanto com imagens cruas de morte, espancamento, fetichismo e, no final, um epílogo com um conto do Marquês de Sade.
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Não vai fazer sentido como filme de começo, meio e fim, mas vai entregar imagens de muita transgressão, erotismo, violência e muitos sentimentos diferentes. Lembra muito filmes que viriam depois como Eraserhead de David Lynch!
- uma obra que deve ser assistida, ou melhor, apreciada, com um olhar diferenciado
- são várias ideias que o diretor parece estar experimentando, o cinema já tinha começado a andar, mas ele preferiu ir mais devagar antes de correr
- gosto de toda a estética surrealista e a esquisitice dos personagens e das cenas
- claro que prefiro os clássicos posteriores do diretor, mas esse tem seu charme
Como é bom assistir essa obra de arte histórica e poder apreciá-la como se estivesse vendo uma pintura de Dalí. Assisti com olhos de curiosidade e não de julgamento, e sendo assim, conseguir ver a genialidade de alguém que estava desafiando sua época. Não é preciso entender, mas você pode tentar captar a ideia.
Buñel segue a risca o manual surrealista e apresenta uma obra antireligiosa (beirando a blasfêmia), antiburguesa e até pornográfica pra época. Ele simplesmente coloca Jesus como um dos 4 pervertidos, cita Marquês de Sade. Diria que ousado é pouco.
Surreal, literalmente.
Reunião de segmentos cujas imagens na maior parte das vezes não faz nenhum sentido. Algumas situações são curiosas e interessantes de se acompanhar. Outras parecem se estender mais do que deveriam. Marcou a segunda reunião do diretor Luis Buñuel com o pintor Salvador Dalí. Ambos se desentenderam e o segundo acabou saindo no início do projeto, mas o seu nome foi incluído nos créditos do filme. Essa é uma das obras máximas do surrealismo. Não é fácil de acompanhar, mas não é tão sem sentido como eu esperava. Algumas sequências acabam merecendo atenção justamente pelo absurdo que há nelas.
Sendo uma das grandes obras do mestre Luis Buñuel, devo dizer que ‘L'âge d'or’ me encantou por conta de sua falta de coerência narrativa. E também por sua ousadia herética, evocando alguns dos melhores – e mais “sujos” – planos feito na época (anos 30). E o Salvador Dalí (sim, o próprio!) escreveu o roteiro. Simplesmente indispensável!