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Data de lançamento
24 Out. 2005Duração
1850. A população da California está desejosa em se tornar o 31º estado dos Estados Unidos, o que vai de encontro aos interesses de uma misteriosa organização medieval. Ao mesmo tempo McGivens (Nick Chinlund) está intimidando os moradores da California, apossando-se de suas terras e ameaçando suas vidas. Estes eventos fazem com que Don Alejandro de la Vega (Antonio Banderas) precise agir como o justiceiro Zorro, tendo que dividir seu tempo entre os feitos heróicos e a atenção dada à sua esposa Elena (Catherine Zeta-Jones) e seu filho de 10 anos, Joaquin (Adrian Alonso).
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Insonso.
Gosto bastante.
02.11.2005
Toda lenda chega a um ponto em que o público começa a perguntar: “Mas ele ainda tá aí?” Em A Lenda de Zorro, Martin Campbell traz de volta Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones pra provar que, sim, o herói ainda vive e embora agora tenha filhos, crises conjugais e uma tendência preocupante a explodir coisas em nome da Califórnia. É o épico que queria ser maturidade, mas acabou virando uma comédia de ação sobre o casamento em crise…com espadas.
Se no primeiro filme a máscara representava o renascimento do herói, aqui ela virou um fardo, literalmente um problema de relacionamento. Zorro não luta apenas contra os vilões e conspiradores, mas contra a rotina. É quase um filme sobre o que acontece depois do “felizes para sempre”, quando a lenda precisa pagar imposto, levar o filho pra escola e ainda salvar o mundo no fim de semana. O roteiro tenta misturar política, religião e humor, por algum motivo, cavalos que bebem e crianças que fazem acrobacias. É como se o próprio Campbell estivesse tentando equilibrar o peso da mitologia com a leveza do entretenimento, e tropeçasse na capa no processo.
Antonio Banderas continua irresistível como um herói cansado, mas charmoso, que parece lutar tanto contra os vilões quanto contra o roteiro. Catherine Zeta-Jones, por outro lado, salva o filme com pura presença: ela é a verdadeira força motriz da história, oscilando entre amor ferido e raiva performática. O filho do casal é o lembrete de que toda aventura tem um preço e que, às vezes, o herói precisa aprender a ser pai antes de ser símbolo. No fim, a química entre os três ainda carrega o filme nas costas e mesmo quando a trama parece ter esquecido o motivo da luta.
A fotografia tenta repetir o brilho quente do original, mas com um tom mais limpo, quase artificial. O velho faroeste romântico agora tem cara de parque temático e bonito, mas previsível. Ainda assim, há momentos em que a câmera de Campbell lembra o que o cinema de aventura tem de mais puro: aquele prazer quase infantil de ver o herói emoldurado pelo pôr do sol, espada em punho, sorrindo pra ninguém em especial. É brega, mas é um tipo de breguice que o cinema moderno parece ter vergonha de sentir.
No fim, A Lenda de Zorro é sobre o fardo de ser lembrado. O herói quer descansar, mas o público exige espetáculo e o resultado é um filme que parece exausto de si mesmo, mas ainda assim divertido. É menos uma sequência e mais um lembrete de que todo mito precisa se reinventar…mesmo que isso signifique salvar o casamento entre uma luta e outra.
Descpcionante. Sem brilho e sem a magia dos anos 90, "A Lenda do Zorro", veio como um "Z" no saco da gente, com uma história cansativa, arrastada e chata do personagem. A trama se desenvolve em meio a intrigas políticas, planos de independência e problemas no casamento. Elena, vivida por Catherine Zeta-Jones, quer que o maridão, pendure a mascara, pra viver o resto de sua vida com ela e o filho... Mas ele né? Se ouvisse fosse ouvir a esposa, com certeza o Topo Gigio iria tomar seu lugar.
O filme tem um visual bacana, boas grandes cenas de lutas, a química da Zeta-Jones e do Banderas, continua no plumo, mas a história é genérica demais, e vai se arrastando com cenas e mais cenas clichês, que deixam o filme muito abaixo do anterior, que deixa o filme um porre. Rufus Sewell vive Armand, personagem que você sabe que ele é um vilão, mas que a trama faz aquele cú doce pra mostrar logo quem ele é de verdade.
O final tem um trem loco, muito corre corre, muitas lutas, explosão e família Zorro feliz. Não sei se é exigir muito do personagem, talvez o Zorro, fique só nisso mesmo. Mas se comparar com o primeiro filme, essa sequencia passa longe.