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Século 19, Inglaterra. Um grupo de homens guarda conjuntamente uma grande quantia em dinheiro, que só poderá ser utilizada pelo último filho sobrevivente de todos eles. Os anos passam e apenas dois irmãos restam. Tentando se apoderar do dinheiro, eles passam a lutar um pela morte do outro.
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Poucas coisas na vida são tão certas quanto a morte e os impostos. Mas e se a sua herança dependesse justamente de sobreviver a todos os outros beneficiários? Esse é o ponto de partida de The Wrong Box, uma comédia britânica que transforma um arranjo financeiro — a tontina — em uma sucessão de enganos, assassinatos fracassados e desastres familiares. No início, um grupo de crianças é inscrito nesse esquema, mas, conforme os anos passam, os participantes vão caindo como moscas, até restarem apenas dois irmãos idosos que, por uma infeliz coincidência, se odeiam. Daí em diante, o filme mergulha de cabeça no absurdo, e o resultado é uma comédia de erros tão elaborada quanto deliciosamente ridícula.
A história se desenrola entre esses dois irmãos finalistas da tontina e seus respectivos herdeiros, que não poderiam ser mais diferentes. De um lado, há um excêntrico que passa os dias falando sem parar sobre trivialidades do mundo — um verdadeiro dicionário ambulante. Do outro, um velho amargurado e rabugento que só deseja a morte do irmão para finalmente botar as mãos na fortuna. Mas são os sobrinhos que dão o tom da comédia: os do irmão erudito são dois vilões desastrados, um colecionador de ovos raros que leva sua vilania a sério demais e outro um mulherengo atrapalhado que sempre se enrola em suas próprias armações. Já do lado do velho amargurado, há um sobrinho que parece ser o único genuinamente bondoso, além da jovem romântica, sobrinha do irmão erudito, que vive sob a sombra dos parentes excêntricos.
Mas o grande destaque vai para o mordomo, um velhinho cuja fala arrastada e reações lentas fazem dele um dos personagens mais engraçados da trama. Ele está sempre a um passo do colapso, como se sua única missão na vida fosse testemunhar e processar, da forma mais cansada possível, o absurdo ao seu redor.
O filme brilha ao transformar cada engano em um desastre maior. Há cadáveres trocados, falsas mortes, um testamento de óbito adulterado e um desfile de trapalhadas que envolve até evangélicos, um cemitério e a polícia — tudo numa crescente de absurdo que culmina num clímax tão caótico quanto hilário. The Wrong Box não se contenta em ser apenas uma sátira de heranças e ganância; ele abraça o caos com um senso de humor afiado e uma direção criativa, compondo cenas visualmente inventivas que amplificam o efeito cômico.
No fim, o filme se sustenta não apenas pelo enredo maluco, mas pelo talento com que brinca com o próprio absurdo. Seus personagens são incompetentes, exagerados e absolutamente maravilhosos dentro de sua lógica caótica. E se há algo a aprender com The Wrong Box, é que heranças são um jogo perigoso, especialmente quando envolvem parentes impacientes, cadáveres extraviados e um mordomo que parece estar testando a própria imortalidade. Se a tontina era um teste de resistência, talvez o verdadeiro desafio seja sair desse caos sem ser enterrado por engano.
Caine em seu primeiro protagonismo.Já conseguia chamar atenção pelo estilo,mas se apresenta num filme totalmente desastroso.
>Maratona Michael Caine - Assistido em 08 de Novembro de 2024
Eu amei! Descobri esse filme por acaso, lendo um livro.
Comédia primária desperdiçando o bom elenco. O início, com a morte de vários participantes da tal loteria, é tosco de doer.
Decepcionei com o filme e o papel de bonzinho de Michael Caine, que merecia um papel digno de suas atuações.