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Data de lançamento
12 Dez. 1966Duração
Na Inglaterra do século XVI, Henrique VIII (Robert Shaw) planeja se separar de sua primeira esposa para se casar com Ana Bolena (Vanessa Redgrave), mas não recebe a aprovação de Thomas More (Paul Scofield), um fervoroso católico que se tornou Lord Chanceler, um altíssimo posto que ele preferiu renunciar a trair suas convicções. Entretanto, a importância de Sir Thomas é tão grande que mesmo após sua renúncia o rei continua lhe perseguindo. Até que surgem "provas" que o incriminam como alta traição, um crime punido com a morte.
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Não é exatamente desinteressante, mas é bem chato. Pelo menos tem o Orson Welles.
Não é tão teatral quanto os épicos da era de ouro hollywoodiana ou a trilogia shakespeariana de Laurence Olivier, mas é enfadonho. Apesar das boas atuações, em especial o inflamado rei Henry VIII de Robert Shaw, “A Man for All Seasons” não oferece desperta a emoção do espectador. Talvez seja a trama truncada pelos jogos políticos, ou mesmo o foco demasiado no irredutível Thomas More, fato é que a obra apresenta-se um tanto fria.
Uma coisa há de se elogiar: o colorido da produção. Esses filmes antigos tem um charme especial ao retratar o medievo em todo seu resplendor. Tal detalhe deveria retornar ao cinema, já que em nome do realismo a Idade Média tornou-se acinzentada. Mil anos de estética reduzidos a filtros escuros.
- da pra ver de longe que é uma super produção, ótimos figurinos, locações e atuações também
- a história te prende, a trajetória de um homem obstinado. mas pra mim é só teimosia e burrice mesmo
- personagem do john hurt ta muito fdp aqui
Uma excelente adaptação da peça de Robert Bolt, Fred Zinnemann, esta nova edição de “Seasons” revisita o malfadado conflito entre Henrique VIII e More, com base na questão ética central do filme: se o íntegro More sacrificará seu vida em defesa da verdade moral. Em seu primeiro papel no cinema, Scofield ganhou um Oscar por sua interpretação sombria de More, e Shaw também foi indicado por sua atuação magnífica como o jovem e impetuoso Henry. Cameos de Orson Welles, Susannah York e Leo McKern completam um elenco excelente. Um sucesso de bilheteria em 1966, irá ressoar em qualquer pessoa que já tenha tido uma crise de consciência.
A Man for All Seasons (1966)
"O Homem que Não Vendeu sua Alma" traz uma representação do conflito entre o rei Henrique VIII, da Inglaterra, e seu Lorde Chanceler, Sir Thomas More, que se recusou a fazer o juramento de supremacia, declarando, assim, Henrique o chefe supremo da Igreja na Inglaterra.
Temos aqui um drama histórico que retrata a vida do estadista britânico Sir Thomas More (Paul Scofield) durante o reinado de Henrique VIII (Robert Shaw), um filme que combina atuações muito interessantes, um roteiro refinado e uma direção habilidosa para recriar um fato histórico um tanto quanto curioso.
Baseado na peça teatral homônima escrita por Robert Bolt, a história foi adaptada para o cinema pelo próprio autor, mantendo, assim, a riqueza literária do roteiro.
O desempenho do ator Paul Scofield, que interpreta Sir Thomas More, é simplesmente, magnífico. Sua interpretação sutil e contida dá vida ao personagem de maneira notável, transmitindo sua integridade, coragem e convicções profundas. Não à toa, Scofield foi merecidamente premiado com o Oscar de Melhor Ator por esse papel.
A atenção aos detalhes históricos é outro mérito a ser reparado. A reconstituição meticulosa da época, incluindo figurinos, cenários e ambientação, transporta o espectador para o século XVI, imergindo-o completamente no contexto histórico em que a trama se desenrola. Essa fidelidade histórica contribui para a autenticidade do filme e enriquece a experiência e imersão do público na obra.
No entanto, apesar de alguns considerarem o filme uma obra-prima, eu tenho cá meus problemas com ele. Além do ritmo ser um pouco exaustivo, o filme me soou excessivamente teatral em certos momentos.
A concentração em Thomas More em detrimento de outros personagens é outro fator que causa chateação. A falta de desenvolvimento de certos personagens secundários me deixou insatisfeito, de certa maneira.
Alguns personagens coadjuvantes não recebem a mesma atenção do roteiro. Para se ter uma ideia, Vanessa Redgrave, que vive Ana Bolena, entra muda e sai calada em sua única cena. Isso me deixou com uma sensação de desconexão e incompreensão desses personagens e suas motivações na história.