Na Califórnia espanhola, o opressor governo colonial é confrontado por uma herói mascarado chamado Zorro - que ninguém sabe se tratar de Don Diego Vega (Douglas Fairbanks). Visto pela população como o único capaz de salvá-los, Zorro deverá lutar contra a tirania do Capitão Ramon. Sem a máscara, a capa e a espada, Don Diego ainda disputa com Ramon o amor da donzela Lolita.
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O início envolvente não se mantém e o filme entra numa repetição de situações datadas que faz a trama decair até o final apressado. Deixou a impressão que faltou o que dizer, ou pior, acabou a grana da produção.
Confesso que deve ser o primeiro Zorro que assisti na vida e igualmente confesso que desconhecia o fato de o herói ser um revolucionário anti opressão do governo. Gostei mais deste detalhe do que do filme em si.
Uma ótima adaptação do livro de Johnston McCulley, publicado seriadamente apenas um ano antes da película, alterando apenas a ordem dos acontecimentos (exceto pela sequência final).
No livro, a ação dá-se de maneira mais lógica, uma vez que o filme (ainda por ser mudo, e portanto, mais propenso a pantomima) enfatiza momentos de grande impacto, mas não é um grande problema.
O personagem título é um tanto mais bem humorado que a sua contraparte literária (que não se furtava de humilhar e fazer troça de seus antagonistas), e creio que essa interpretação persistiu mais nas subsequentes adaptações.
Aqui surge o conceito de a máscara do Zorro ser parcial e ele ter um bigode enquanto Zorro, mas não Don Diego, o que marcou a iconografia do personagem. Provavelmente, também seus trajes serem pretos, talvez um efeito da ausência de cor.
Nesse filme, é estabelecido algo ausente no livro - a passagem entre o estábulo da hacienda Vega e um estudo de Don Diego, um esboço do que se tornaria posteriormente a "Zorrocaverna". Também coloca a entrada para esse estudo sendo um relógio de pêndulo, provavelmente a origem desse método de entrada para a Batcaverna nos quadrinhos do Batman.
Tão bom viajar no tempo!
Filmaço, cheio de recursos e extremamente dinâmico... Douglas Fairbanks era incrível, cada cena impressionante.