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De volta da Europa, um jovem intelectual marfinense retorna ao seu país. Além do confronto entre modernismo e tradição, ele é vítima de uma inibição sexual: uma fantasia, uma mulher empunhando uma faca, o paralisa. Não encontrando ajuda nem de médicos nem de feiticeiros, ele entenderá, graças a um amigo generoso, que permaneceu traumatizado, sem que ele soubesse, pela imagem repressiva de sua mãe durante a infância.
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"La Femme Au Couteau" é um drama/thriller filmado em 1969 na Costa do Marfim, dirigido e protagonizado por Timité Bassori. Logo de início vemos que a obra foi restaurada e faz parte do Projeto de Patrimônio do Cinema Africano. Os originais padeciam de severa deterioração, mas graças a um trabalho primoroso, agora esse clássico pode ser devidamente apreciado. Na verdade ele não é perfeito, tem alguns problemas técnicos como atuações pouco espontâneas e diálogos mecânicos, engessados. Ainda assim, o clima é cativante e esses detalhes não diminuíram ou afetaram o encantamento de poder assisti-lo.
Muitas cenas foram gravadas em espaços abertos com câmera manual, sem estabilidade, sendo esse um outro percalço que não tirou o tom charmoso do filme. A estética africana e o figurino típico dos anos 60 são super bonitos. A história acompanha um homem dividido entre a introspecção e o mundo exterior. Ele é um intelectual que abraçou a racionalidade e abandonou a superstição. Seu nome não é mencionado no filme, apenas temos acesso a um breve flashback de sua infância e sabemos que, agora, ele está sendo assombrado pela visão de uma mulher misteriosa que o ameaça com uma faca.
A experiência sobrenatural o faz buscar respostas imediatas junto a um curandeiro africano. Surpreso com sua própria atitude, desabafa com um amigo que o escuta e o aconselha em momentos críticos. À medida que a trama se desenvolve, vai se revelando o profundo isolamento do personagem e sua dificuldade de adaptação social. Um dia, ele reencontra casualmente uma amiga de infância e, após saírem juntos algumas vezes, se vê apaixonado por ela. Ao tentar explicar-lhe como se sente estranho fora de seu mundo particular, ele acaba se lembrando de que, quando menino, encontrou um homem também estranho, com uma história semelhante à sua e que acabou enlouquecendo.
Para não ter o mesmo destino e salvar seu relacionamento, ele precisará enfrentar velhos traumas antes que aquela aparição o leve à loucura e, assim, permitir que o mundo real lhe traga as respostas necessárias para se libertar e viver plenamente.
Excelente surpresa!!!
Cineasta ainda verde.na função.
curto rápido e com bons diálogos
gostei p caramba
Pena que tão poucos assistiram, fiquei na expectativa de debater um pouco sobre ele.
O filme traz umas transições dentro do próprio roteiro que são um tanto abruptas e esquisitas, mas de modo geral, é uma das poucas coisas negativas que posso elencar nele. Pra mim ficou desconexo o preâmbulo inicial entre o homem da pulseira de couro e o protagonista que viria a assumir a parte final do filme.
Surpreende por seu esmero em produção e retrata uma sociedade pequeno burguesa da Costa do Marfim, algo que você pouco pode imaginar a respeito, mas que certamente existe em todos os lugares do mundo e é basicamente igual ou muito parecida em diversos aspectos com as nossas daqui.
Essa se caracterizou por consumir uísque, ouvir música ocidental e vislumbrar grandes viagens fora da África. Nada de muito diferente até hoje, se for ver.