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Jane, uma jovem francesa solteira e que está grávida, vai morar num prédio no subúrbio de Londres. Mas o local é habitado por pessoas que, num primeiro momento, não agradam a moça. É quando ela conhece Toby, um jovem escritor que mora no primeiro andar. Os dois passam a se relacionar. Ao poucos, Jane começa a conviver melhor com todas as estranhas pessoas que vivem no local. O problema é que ela acha que não dará conta da criança que está chegando e pensa em abortar.
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Quanto tema abordado em um filme só... 1962... Um filme brasileiro, IGUALZINHO, com o mesmo roteiro, filmado numa favela... em 2022 seria tratado como??
The Smiths abre seu álbum 'The Queen Is Dead' com a cena da personagem Mavis liderando o refrão de "Take Me Back To Dear Old Blighty".
Produção inglesa indicada ao Oscar de melhor atriz, Leslie Caron; no Globo de Ouro, a mesma atriz venceu o prêmio de melhor atriz de drama e foi indicado a melhor filme estrangeiro; no BAFTA, também venceu como melhor atriz britânica (mesmo ela sendo francesa) e foi nomeado a melhor filme britânico. O filme, em preto e branco, perdeu muito do impacto causado sobre as platéias quando de seu lançamento. Ao tratar de gravidez fora do casamento e de aborto, temas tabus na época, o filme foi considerado muito "forte" por diversos exibidores. Além disso, o filme traz personagens raros naquele tempo, como um jovem negro inteligente, uma atriz lésbica e prostitutas sem nenhum coração de ouro. Leslie Caron, em uma de suas melhores interpretações, foi indicada 2 vezes ao Oscar de melhor atriz: seu outro trabalho foi por Lili (53). O diretor Bryan Forbes (1926-2013) também foi ator, escritor e produtor.
O filme é um novelão, mas que baita novelão. Adorei, entrou para os meus favoritos. Bryan Forbes é, junto com Tony Richardson, o que havia de melhor do cinema inglês, com sutis diferenças: Tony Richardson era mais cru, mostrava o lado sujo de uma maneira impactante, já Bryan Forbes era mais lírico, pura poesia, mostrando o mesmo lado sujo de uma maneira completamente diferente. Aqui ele dá uma aula de dramaticidade com uma impressionante atuação de Leslie Caron, que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz, ela está ótima. Tenho que confessar que o filme me emocionou, já que nasci prematuro em um começo de noite de natal, então tem o fator pessoal na hora de dar a nota. O final é ótimo, não podia ter terminado de maneira melhor pra mim. Os personagens são todos bem construídos e a história é linda, bem amarrada e ótimo diálogos. Um filme que toca muito bem no assunto do movimento feminista, que pra mim está em alta até hoje, como o machismo é uma coisa idiota e a independência das mulheres foi uma coisa complicada de ser alcançada.
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É impressionante como a New Wave britânica é sempre esquecida por todos. Esse é para mim um dos mais significantes movimentos cinematográficos da década de 60 e dele saíram grandes obras primas.
The L Shaped Room pode não ser uma delas, mas é inegável o charme e força desse drama cinzento de Bryan Forbes, cineasta que era notório por exprimir performances humanas e convincentes de seu elenco, com histórias melancólicas sobre o cotidiano.
Leslie Caron está brilhante no papel de Jane, que se torna vítima dos próprios atos.