Ter e manter certas pessoas na nossa vida, seja família que não escolhemos ou supostos amigos, por vezes, só atrapalha… Enquanto tiver uma estrada, terá sempre um sonho para pegar no fim
Assistir a esse filme é um exercício de indignação constante. O filme não é apenas um drama de sobrevivência, é um soco no estômago que expõe as engrenagens podres do capitalismo estadunidense. Esse sistema desperta uma mistura profunda de asco, repulsa e um sentimento de injustiça que transborda da tela. A obra foca na corrida desesperada de 24 horas de uma mulher para salvar o pouco que lhe resta. Isso escancara como a estrutura econômica dos Estados Unidos é projetada para sufocar quem está na base.
Vanessa Kirby está simplesmente maravilhosa no papel de Lynette. Ela transmite em cada olhar o cansaço acumulado de uma vida de exploração e a fúria de quem não aceita mais ser esmagada sem lutar, carregando o filme com uma intensidade absurda. Ela personifica a raiva e o nojo que sentimos ao ver uma sociedade que trata moradia e dignidade como luxos inalcançáveis.
O diretor Benjamin Caron não suaviza a realidade. O filme mostra uma Portland tomada pela especulação imobiliária e pela miséria programada. É um longa necessário e revoltante. Ele prova que, sob a farsa do sonho americano, existe uma máquina eficiente de produzir desespero e injustiça.
Que filmaço, Uma personagem cheia de camadas como a Lynette que teve desde muito cedo lutar pela sobrevivência através dos abusos sofridos, e é o que a personagem faz o filme inteiro, luta por quem ama e pelo acredita, o que fazer quando chegamos no limite sem apoio, sem estrutura familiar, amei a saga da personagem até o encontro final com única que ainda não tinha lutado por ela mesma, gente que mãe é essa ? A personagem de Jennifer Jason a Doreen nos causa repulsa com sua frieza e vagues, o abandono afetivo que causou dela é revoltante, e sigamos lutando como Lynette pelo que acreditamos por mais que as condições desfavoráveis nos puxe pra baixo o tempo inteiro.
A Noite Sempre Chega. Direção Benjamin Caron. Bom filme, thriller corrido, em uma noite acontece muita coisa, a noite nunca acabava. O filme mostra o lado sombrio e pobre dos americanos. A falta de moradia, se não tem dinheiro para aluguel ou a prestação da casa, vai morar na rua, o filme mostra as pessoas morando em barracas, no carro, a outra realidade pouco mostrada, contraste com a riqueza. Existe o universo rico, tecnológico, mas também a pobreza, a vulnerabilidade social que cada ano aumenta. É um bom filme que mostra a realidade nua e crua de quem precisar ter uma casa, para não morar na rua.
Que filme sensacional, é um baita drama que flerta o tempo todo com o suspense psicológico, mantendo uma tensão absurda do início ao fim. A direção é ótima e o elenco está impecável — destaque absoluto para Vanessa Kirby, que entrega uma atuação visceral, e para o ator que interpreta o irmão, que traz uma sensibilidade incrível para a tela.
O uso do tempo e da urgência transforma a busca por 25 mil dólares em um thriller excelente.
Sobre o final: muitos acharam ruim ou triste, mas achei cirúrgico e coerente. É uma obra niilista. No fim, toda aquela correria parece ter sido em vão no sentido material, mas o desfecho é a única forma de libertação real. Deixar a casa e a mãe tóxica para trás, mesmo que para começar do zero em um caminho incerto, é o único jeito dela encontrar paz longe daquele espiral de loucura.
Um filme honesto, cru e necessário e que te faz refletir sobre o desespero e a resiliência humana.
Ter e manter certas pessoas na nossa vida, seja família que não escolhemos ou supostos amigos, por vezes, só atrapalha…
Enquanto tiver uma estrada, terá sempre um sonho para pegar no fim
Assistir a esse filme é um exercício de indignação constante. O filme não é apenas um drama de sobrevivência, é um soco no estômago que expõe as engrenagens podres do capitalismo estadunidense. Esse sistema desperta uma mistura profunda de asco, repulsa e um sentimento de injustiça que transborda da tela. A obra foca na corrida desesperada de 24 horas de uma mulher para salvar o pouco que lhe resta. Isso escancara como a estrutura econômica dos Estados Unidos é projetada para sufocar quem está na base.
Vanessa Kirby está simplesmente maravilhosa no papel de Lynette. Ela transmite em cada olhar o cansaço acumulado de uma vida de exploração e a fúria de quem não aceita mais ser esmagada sem lutar, carregando o filme com uma intensidade absurda. Ela personifica a raiva e o nojo que sentimos ao ver uma sociedade que trata moradia e dignidade como luxos inalcançáveis.
O diretor Benjamin Caron não suaviza a realidade. O filme mostra uma Portland tomada pela especulação imobiliária e pela miséria programada. É um longa necessário e revoltante. Ele prova que, sob a farsa do sonho americano, existe uma máquina eficiente de produzir desespero e injustiça.
Que filmaço, Uma personagem cheia de camadas como a Lynette que teve desde muito cedo lutar pela sobrevivência através dos abusos sofridos, e é o que a personagem faz o filme inteiro, luta por quem ama e pelo acredita, o que fazer quando chegamos no limite sem apoio, sem estrutura familiar, amei a saga da personagem até o encontro final com única que ainda não tinha lutado por ela mesma, gente que mãe é essa ? A personagem de Jennifer Jason a Doreen nos causa repulsa com sua frieza e vagues, o abandono afetivo que causou dela é revoltante, e sigamos lutando como Lynette pelo que acreditamos por mais que as condições desfavoráveis nos puxe pra baixo o tempo inteiro.
A Noite Sempre Chega. Direção Benjamin Caron. Bom filme, thriller corrido, em uma noite acontece muita coisa, a noite nunca acabava. O filme mostra o lado sombrio e pobre dos americanos. A falta de moradia, se não tem dinheiro para aluguel ou a prestação da casa, vai morar na rua, o filme mostra as pessoas morando em barracas, no carro, a outra realidade pouco mostrada, contraste com a riqueza. Existe o universo rico, tecnológico, mas também a pobreza, a vulnerabilidade social que cada ano aumenta. É um bom filme que mostra a realidade nua e crua de quem precisar ter uma casa, para não morar na rua.
Que filme sensacional, é um baita drama que flerta o tempo todo com o suspense psicológico, mantendo uma tensão absurda do início ao fim. A direção é ótima e o elenco está impecável — destaque absoluto para Vanessa Kirby, que entrega uma atuação visceral, e para o ator que interpreta o irmão, que traz uma sensibilidade incrível para a tela.
O uso do tempo e da urgência transforma a busca por 25 mil dólares em um thriller excelente.
Sobre o final: muitos acharam ruim ou triste, mas achei cirúrgico e coerente. É uma obra niilista. No fim, toda aquela correria parece ter sido em vão no sentido material, mas o desfecho é a única forma de libertação real. Deixar a casa e a mãe tóxica para trás, mesmo que para começar do zero em um caminho incerto, é o único jeito dela encontrar paz longe daquele espiral de loucura.
Um filme honesto, cru e necessário e que te faz refletir sobre o desespero e a resiliência humana.