A casa dele é a guerra. A casa dela é Portugal. No entanto, a jovem esposa de Lord von Ketten, recém-casada, está determinada a fazer com que a casa da família de seu marido, um castelo inóspito em um penhasco no norte da Itália, seja sua casa.
Não virou... "A Portuguesa" de Rita Azevedo Gomes me impactou visualmente de forma espetacular, esquizofrênica, impressionante! Parecia que eu era cego e tinha recebido o dom da visão naquela hora, de tão lindas que eram as imagens. A fotografia é alucinante, os figurinos são muito bons, diferentes, bem realistas com cores deslumbrantes e sem dar aquela modernizada nas roupas que as vezes dá até vergonha do afuso do senso de realidade que os filmes de época fazem. A cenografia é um soco na boca dessas produções também! As locações são ricas e pobres: Ricas por mostrarem os detalhes reais de uma vida medieval, monárquica sem o glamour de muitos filmes famosos. E pobre por mostrar o terrão que era aquelas construções, com castelo sujo, madeira podre. Mas confesso que foi um pouco estranho e engraçado, ver ambientes muito sujos e outros parecendo que passaram o aspirador de pó. Não sei por quê. Apesar da estória fluir com diálogos de almanaque e mostrar com naturalidade muitas cenas de construção impar na pelicula, o elenco peca muito. Os atores são fracos de mais. As atuações são muito ruins, sem brilho e sem expressão de quase todo mundo. Parecia um monte de vidro de azeite em cena. E olha que o filme é meio teatral e por ter esse estilo você fica esperando atuações marcantes. Ingrid Caven, você cantava, mas pelo amor de Deus... Não! Clara Riedenstein (A Portuguesa) era o foco, a personagem principal, a Mina, mas ela não está pronta, ela não teve expressão alguma em cena e isso fez que o drama despencasse. deixando a produção artificial, forçada e cansativa.
Ansiava por ver este filme faz tempo, por saber justamente o que encontraria: numa espécie de translação feminina do estilo pessoal de Eugène Green, a diretora comprova-se sumamente autoral. Para além de seu rigor pictórico, o retrato da personagem importa bastante, de modo que há uma mudança de tom no enredo entre o início e o desfecho: começa como um musical de assunção feminina, termina como uma trama de ciúme, em que o homem volta a ser protagonista, o que diminui um pouco do impacto e fascínio. Mas quedei encantado: seja pelas intervenções musicais e poéticas de Ingrid Caven, seja por causa dos planos belamente enquadrados, como se fossem 'tableau vivants'. A fotografia, obviamente, é um achado à parte, bem como a suprema direção de arte. Até então, nunca tinha visto nada da diretora. Num primeiro contato, descobri o porquê de ela ser merecedora de tantos fãs! - WPC>
Não virou... "A Portuguesa" de Rita Azevedo Gomes me impactou visualmente de forma espetacular, esquizofrênica, impressionante! Parecia que eu era cego e tinha recebido o dom da visão naquela hora, de tão lindas que eram as imagens. A fotografia é alucinante, os figurinos são muito bons, diferentes, bem realistas com cores deslumbrantes e sem dar aquela modernizada nas roupas que as vezes dá até vergonha do afuso do senso de realidade que os filmes de época fazem. A cenografia é um soco na boca dessas produções também! As locações são ricas e pobres: Ricas por mostrarem os detalhes reais de uma vida medieval, monárquica sem o glamour de muitos filmes famosos. E pobre por mostrar o terrão que era aquelas construções, com castelo sujo, madeira podre. Mas confesso que foi um pouco estranho e engraçado, ver ambientes muito sujos e outros parecendo que passaram o aspirador de pó. Não sei por quê. Apesar da estória fluir com diálogos de almanaque e mostrar com naturalidade muitas cenas de construção impar na pelicula, o elenco peca muito. Os atores são fracos de mais. As atuações são muito ruins, sem brilho e sem expressão de quase todo mundo. Parecia um monte de vidro de azeite em cena. E olha que o filme é meio teatral e por ter esse estilo você fica esperando atuações marcantes. Ingrid Caven, você cantava, mas pelo amor de Deus... Não! Clara Riedenstein (A Portuguesa) era o foco, a personagem principal, a Mina, mas ela não está pronta, ela não teve expressão alguma em cena e isso fez que o drama despencasse. deixando a produção artificial, forçada e cansativa.
Filme acima da média, mas não acho que mereça a nota acima.
Ansiava por ver este filme faz tempo, por saber justamente o que encontraria: numa espécie de translação feminina do estilo pessoal de Eugène Green, a diretora comprova-se sumamente autoral. Para além de seu rigor pictórico, o retrato da personagem importa bastante, de modo que há uma mudança de tom no enredo entre o início e o desfecho: começa como um musical de assunção feminina, termina como uma trama de ciúme, em que o homem volta a ser protagonista, o que diminui um pouco do impacto e fascínio. Mas quedei encantado: seja pelas intervenções musicais e poéticas de Ingrid Caven, seja por causa dos planos belamente enquadrados, como se fossem 'tableau vivants'. A fotografia, obviamente, é um achado à parte, bem como a suprema direção de arte. Até então, nunca tinha visto nada da diretora. Num primeiro contato, descobri o porquê de ela ser merecedora de tantos fãs! - WPC>
Uma aula de composição, o filme mais lindo que vejo em muito tempo. Será que a paz é mesmo pior que a guerra?