Um filme mineirinho, e como tal chega devagar, sem alarde, apresentando ótima qualidade técnica, um suspense interessante, que faz pensar, com várias camadas absorvíveis, os cuidados da terceira idade e seus problemas de saúde, o amor fraterno entre neto e avô, um suicídio suspeito, amante, amores, Gracindo Júnior maravilhoso, atuações naturais, um desfecho um tanto quanto inesperado, entretanto belo e triste… Um excelente drama, misto de film-noir e thriller…
Tirando as claras limitações técnicas da produção, o que sobra é um bom filme com atuações contidas mas que ao mesmo tempo pretendem entregar um conteúdo reflexivo a cerca da iminência da morte. Conta a história do fotógrafo Beto, interpretado de forma muito competente pelo querido Daniel Rocha, que faz a captação de umas imagens de um corpo caído, um senhor já idoso que aparentemente se jogara da janela de um hospital. A partir das suas imagens e do aprofundamento das investigações, fica claro que não se tratou de um simples suicídio, e a partir de tal premissa, o roteiro vai trabalhando não apenas para inserir um elemento de investigação policial, mas também criando núcleos para se discutir os impactos da doença e da morte Para isso, Beto se envolve com uma médica e tem, na figura do seu avô, a imagem de sofrimento humano pela debilidade física. A edição tenta conferir ao máximo certa dignidade ao filme, mas o tom de esquetes perdura, e o filme se fecha sem exatamente uma solução para o crime, mas de maneira reflexiva sobre a condição inexorável a que todos nós chegaremos ao cabo.
Um filme mineirinho, e como tal chega devagar, sem alarde, apresentando ótima qualidade técnica, um suspense interessante, que faz pensar, com várias camadas absorvíveis, os cuidados da terceira idade e seus problemas de saúde, o amor fraterno entre neto e avô, um suicídio suspeito, amante, amores, Gracindo Júnior maravilhoso, atuações naturais, um desfecho um tanto quanto inesperado, entretanto belo e triste…
Um excelente drama, misto de film-noir e thriller…
15/05/2023
Assistivel
Tirando as claras limitações técnicas da produção, o que sobra é um bom filme com atuações contidas mas que ao mesmo tempo pretendem entregar um conteúdo reflexivo a cerca da iminência da morte.
Conta a história do fotógrafo Beto, interpretado de forma muito competente pelo querido Daniel Rocha, que faz a captação de umas imagens de um corpo caído, um senhor já idoso que aparentemente se jogara da janela de um hospital. A partir das suas imagens e do aprofundamento das investigações, fica claro que não se tratou de um simples suicídio, e a partir de tal premissa, o roteiro vai trabalhando não apenas para inserir um elemento de investigação policial, mas também criando núcleos para se discutir os impactos da doença e da morte
Para isso, Beto se envolve com uma médica e tem, na figura do seu avô, a imagem de sofrimento humano pela debilidade física. A edição tenta conferir ao máximo certa dignidade ao filme, mas o tom de esquetes perdura, e o filme se fecha sem exatamente uma solução para o crime, mas de maneira reflexiva sobre a condição inexorável a que todos nós chegaremos ao cabo.