Durante o período dos Três Reinos na China, um Rei, muito violento e ambicioso, se prepara para a batalha final. Perdê-la significa abdicar do seu trono, suas terras e seu povo, algo que ele e o General do seu exército não estão dispostos a entregar tão facilmente. Paralelamente, as mulheres do palácio percebem que este é momento ideal para reivindicarem posições de destaque em um mundo que parece não reconhecê-las.
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O preto no branco em seu esplendor visual, mas um wuxia bem menos interessante dentro da filmografia de Zhang Yimou. A história se arrasta, quase nada ocorre por um bom tempo, e quando a trama finalmente avança, o roteiro já perdeu o fôlego. Uma pena que tudo leve tanto tempo para engrenar. Sombra tem de sobra, mas faltou alma no filme.
- yimou tenta fazer outro épico no estilo de héroi e o clã das adagas voadoras, infelizmente não chega no mesmo nível, mas bem perto
- o roteiro deixa a desejar, tem boas ideias, mas não consegue enaltece-las o suficiente, a fotografia por outro lado é ótima
- tenta modernizar demais algumas coisas para o público da época que acaba perdendo a mão, mas as lutas ainda são boas de se ver
Mais um filme do Zhang onde a fotografia tem vida própria. Se o roteiro fosse tão afiado quanto, seria top 5 do diretor.
"A Sombra do Reino", do Zhang Yimou, é um bom filme, tem uma trama interessante, é muito bem produzido, tem ótimas lutas, uma fotografia no estilo, mas sinceramente por ser do Zhang Yimou, ele me decepcionou. Na minha opinião, o longa tropeçou na sua própria no roteiro, no enredo e no visual deslumbrante, mas limitado, que desta vez me cansou bastante. É claustrofóbico, ver aquela chuva amazônica, junto com a paletas de cores no quase P&B, com o personagem vivendo escondido feito Samara na parede, foi sufocante, parecia um sonho ruim sonhado em japonês.
Zhang Yimou, adora a dinastia o pais dele na dinastia Tang, e mais uma vez ele pega uma história que combina elementos de drama histórico e ação daquela época. A trama é cheia de mistério, tensão, romance e reviravolta. Mas a estética quebrou minhas pernas, não gostei, achei notável o que foi mostrado, mas pra quem teve quase uma overdose de cor em "A Maldição da Flor Dourada, A Batalha dos Três Reinos I e II, e o O Clã das Adagas Voadoras", não poderia ter tido uma experiência pior. Foi muito difícil.
As coreografias de luta, mais uma vez impressionam, as cenas de treinamento e das batalhas são muito boas e muito bem coreografadas. Temas como lealdade, traição e poder, são colocados novamente sobre a mesa, e sempre resolvidos na ponta da espada. Lógico. O final é uma sanguera loca, mas o filme não me pegou. Os elementos lúdicos e artísticos, escolhidos por Zang, somados a Samara e a zona de convergência do atlântico sul, me tiraram da minha paciência chinesa e me jogaram pra dentro do copo de cerveja. Deveria ter uma versão Faber Castell, do longa.
Gostei do filme. Boas coreografias de luta, estória prende a atenção, tudo isso com cenários belos com ares de morbidez. 30.05.2022