De 1940 a 1944, o governo da cidade de Vichy, na França, colaborou ativamente com os nazistas. O diretor Marcel Ophüls reuniu imagens de arquivo e realizou, em 1969, entrevistas exclusivas tanto com oficiais alemães quanto membros da resistência francesa. Eles comentam os detalhes e razões para a colaboração mútua, que incluía desde o anti-semitismo até a xenofobia, incluindo também o medo da dominação bolchevique.
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Tive a impressão que eles não contaram tudo com medo de ser punidos as vezes falavam de alguma atrocidades mas com certo receio
Relevante tematicamemte - o colaboracionismo de vários franceses com o nazismo alemão é uma chaga naquele país até hoje - embora peque por certa redundância.
Intercalando depoimentos, imagens de arquivo e cinejornais da França, Alemanha, Reino Unido e EUA esse documentário procura desmistificar o período de ocupação da França pelos nazistas.
Um dos melhores documentários da história !
Documentário que retrata a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial. Em suas mais de quatro horas acompanhamos os mais diversos depoimentos de franceses, alemães e ingleses, tanto combatentes como civis, acerca das experiências que tiveram durante o período em que a Alemanha comandada por Hitler invadiu e ocupou a França até o fim da Segunda Guerra Mundial. Entre tantos relatos alguns parecem enfadonhos e outros exigem de quem o acompanha conhecimento prévio do que é falado. Felizmente a maior deles traz grandes revelações e informações sobre a ocupação nazista na França. O diretor interfere o mínimo possível nos depoimentos mostrando diversos pontos de vista dos fatos deixando para o espectador a tarefa de tirar as suas próprias conclusões. Ao seu final a certeza que fica é a do seu importante valor histórico.
Consegui! Finalmente atrevi-me a conferir este filme tão amplamente reverenciado e elogiado. Porém, algo me incomodou na abordagem dos personagens "culpados": a aparição anglofílica do Maurice Chevalier, por exemplo, é desmerecida de propósito, o filme é ambivalente em seu descortinamento depoimental. Tudo bem, a proposta é exatamente esta: mostrar o que está por detrás das mentiras coletivamente inventadas, com intuito socialmente protetoral, mas... Algo no filme me incomodou, para além de sua urgência política e de seu brilhantismo reconstitutivo. rememora bastante o estilo eustacheano de se fazer documentários e, obviamente, fez-me pensar no extraordinário SHOAH, mas, diferente desses dois exemplos, aqui eu fiquei cansado do despejo de informações, o interesse documental se perdeu por vezes, em razão da secundarização dramática eventual: é mister ter experimentado a Guerra para entender a contento este filme e se embeber espectatorialmente das intenções desveladoras do cineasta. Um grande filme (em todos os sentidos), mas exaustivo inclusive num mau sentido. (WPC>)