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Outros títulos
Um Fantasma Útil - Brasil
A Useful Ghost - Estados Unidos da América
Sinopse
Após morrer de uma doença respiratória, o espírito de uma mãe "encarna" em um aspirador de pó para proteger seu marido quando ele começa a apresentar os mesmos sintomas.
Vencedor do Grand Prix da Semana da Crítica em Cannes de 2025, o inusitado longa-metragem tailandês marca a estreia de Ratchapoom Boonbunchachoke e figura entre as obras mais excêntricas do cinema recente. Coproduzido com França, Singapura e Alemanha, foi escolhido como representante oficial da Tailândia para disputar o Oscar 2026 de melhor filme internacional. A narrativa se apresenta como uma fábula com forte comentário social, que aborda desigualdade e exploração no trabalho, mas revestida de elementos fantásticos. Difícil classificá-lo em um único gênero: é uma fita surrealista que transita entre drama, comédia, romance e horror sobrenatural. Gosto de filmes esquisitos, e este me pegou – mas adiante que é para público extremamente específico. A trama acompanha uma série de personagens relacionados à morte de duas pessoas que tinham algum vínculo com uma fábrica de aspiradores de pó. Um funcionário desta empresa morre no trabalho, vítima de doença respiratória, e retorna como espírito habitando um daqueles aparelhos de limpeza. Paralelamente, o fantasma da jovem esposa do herdeiro da fábrica também ‘encarna’ em outro dispositivo doméstico. Os dois aspiradores de pó animados percorrem dias e noites em busca de seus entes familiares. O enredo é narrado pela perspectiva de um enigmático rapaz, chamado para reparar um aspirador que, segundo o dono, emite urros de dor e tosse. O encontro dos dois será marcado por uma longa conversa – o primeiro contará com detalhes casos de espíritos que se instalam em eletrônicos domésticos, interpretado pelo ouvinte como uma lenda urbana. Por meio de flashbacks, o filme reconstrói aquelas duas histórias de equipamentos assombrados, revelando porque esses fantasmas acabam sendo “úteis” - como sugere o título. Apesar do tom absurdo e nonsense, o longa funciona como metáfora crítica sobre exclusão, hierarquias sociais e preconceito. E dialoga ainda com crenças tailandesas sobre espíritos protetores e rituais de oferenda, muito comuns no país. O filme exige atenção, já que múltiplas subtramas se entrelaçam. Ousado e provocativo, inclui cenas de sexo bizarras — em uma delas, um homem se envolve intimamente na cama com o aparelho possuído, chegando a beijar de língua o tubo do aspirador. Visualmente, a produção aposta em enquadramentos estáticos e uma estética de cores que reforça sua estranheza. Atualmente em cartaz, chega ao público brasileiro pela Pandora Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot com
Não curti nada.
uma vertigem que nos mostra que o nosso maior inimigo é quem ameaça nossos sonhos!
Vencedor do Grand Prix da Semana da Crítica em Cannes de 2025, o inusitado longa-metragem tailandês marca a estreia de Ratchapoom Boonbunchachoke e figura entre as obras mais excêntricas do cinema recente. Coproduzido com França, Singapura e Alemanha, foi escolhido como representante oficial da Tailândia para disputar o Oscar 2026 de melhor filme internacional. A narrativa se apresenta como uma fábula com forte comentário social, que aborda desigualdade e exploração no trabalho, mas revestida de elementos fantásticos. Difícil classificá-lo em um único gênero: é uma fita surrealista que transita entre drama, comédia, romance e horror sobrenatural. Gosto de filmes esquisitos, e este me pegou – mas adiante que é para público extremamente específico. A trama acompanha uma série de personagens relacionados à morte de duas pessoas que tinham algum vínculo com uma fábrica de aspiradores de pó. Um funcionário desta empresa morre no trabalho, vítima de doença respiratória, e retorna como espírito habitando um daqueles aparelhos de limpeza. Paralelamente, o fantasma da jovem esposa do herdeiro da fábrica também ‘encarna’ em outro dispositivo doméstico. Os dois aspiradores de pó animados percorrem dias e noites em busca de seus entes familiares. O enredo é narrado pela perspectiva de um enigmático rapaz, chamado para reparar um aspirador que, segundo o dono, emite urros de dor e tosse. O encontro dos dois será marcado por uma longa conversa – o primeiro contará com detalhes casos de espíritos que se instalam em eletrônicos domésticos, interpretado pelo ouvinte como uma lenda urbana. Por meio de flashbacks, o filme reconstrói aquelas duas histórias de equipamentos assombrados, revelando porque esses fantasmas acabam sendo “úteis” - como sugere o título. Apesar do tom absurdo e nonsense, o longa funciona como metáfora crítica sobre exclusão, hierarquias sociais e preconceito. E dialoga ainda com crenças tailandesas sobre espíritos protetores e rituais de oferenda, muito comuns no país. O filme exige atenção, já que múltiplas subtramas se entrelaçam. Ousado e provocativo, inclui cenas de sexo bizarras — em uma delas, um homem se envolve intimamente na cama com o aparelho possuído, chegando a beijar de língua o tubo do aspirador. Visualmente, a produção aposta em enquadramentos estáticos e uma estética de cores que reforça sua estranheza. Atualmente em cartaz, chega ao público brasileiro pela Pandora Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot com
Adorei a premissa do filme, mas foi tão mé...
Esperava mais
Que viagem da porra