Dorothea, uma jovem burguesa de 17 anos, brinca com amigos de ambos os sexos, imitando a produção de filmes adultos. Logo tais brincadeiras parecem insuficientes para saciar a curiosidade da garota quanto ao sexo, o que a leva a fazer uma jornada pelo submundo da dominação, pornografia e prostituição.
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Uma verdadeira pornochanchada alemã, divertida, sensual e crítica. Recomendo fortemente que pesquisem a respeito do universo pornográfico alemão para compreenderem melhor as críticas
Visão incrível sobre gênero que os autores apresentaram no filme, isso tudo é uma alegoria louca. Me encontro muito na Dorothea e dentro desse banho de metáforas.
O diálogo dela com o homem crucificado é uma representação pura do que eu conheço por amor.
Uma boa crítica sobre a imagem feminina. Dorothea passa um tempo se desgastando se entregando a diversos homens que não conhece em busca de uma satisfação, plenitude que não encontra. O ritmo do filme, inclusive, creio que foi intencionalmente pensado para criar tédio, afinal, essa parecia ser o sentimento que dominava a protagonista. Só nas cenas finais que conseguimos entender o sentido do filme, que não é dar respostas, pois não está entre eles "a criança que entende tudo", mas fecundar uma ideia, te dar algo sobre o que pensar.
"Eu lhes contei sobre as coisas que aconteceram comigo, lhes mostrei o meu corpo e dormi com homens que não gostava diante de seus olhos. Talvez vocês queiram me ver transando com os meus amigos, mas isso não é possível. O que vocês vêem aqui não é uma cena de hoje, mas de amanhã. Espero que não fiquem com muita raiva de mim."
E eis o momento da vingança. Em tempos de mercantilização do sexo, normalização do pornô e de todas as distorções que essa cultura pode causar, ao meu ver, o filme critica a nova posição da mulher. Sim, tem ganhado liberdade sexual, mas na mesma proporção há cada vez mais a influência e a propaganda de que a maior felicidade que ela poderia alcançar seria se submetendo ao maior número de possibilidades sexuais, se dando aos loucos, aos frustrados, aos vaidosos sem reclamar porque por mais bizarras que sejam, deve haver prazer naquilo. Interessante que a única vez que notei a protagonista sorrindo foi ao final, verdadeiramente feliz, plena, satisfeita na cama com os amigos. Mas essa, a cena do verdadeiro prazer, é a cena de amanhã. E a vingança é justamente nos privar de observar. Ainda estamos condenados (ou mal acostumados, viciados) em buscar o prazer na cena de hoje. Se bem analisado, ainda não estamos livres.
Em tempos de ascensão do feminino, um ótimo filme para debater e suscitar questões. Em tempos de amores líquidos, um excelente filme para questionar "o que é o amor?" Divertido, surreal, com uma trilha sonora setentona deliciosa. Me diverti... Imaginei jesus batendo na porta: "- Jesus! Que gentileza a sua ter vindo!"
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