A Vitória da Fé

A Vitória da Fé (1933)
Der Sieg des Glaubens
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 22 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
22 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Leni Riefenstahl
Data de lançamento 1 Dez. 1933 Outras datas
País de origem Alemanha 🇩🇪
Duração 64 min (1h04)

Dirigido por

Data de lançamento

1 Dez. 1933

Duração

64 minutos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Sieg Des Glaubens é o filme/documentário sobre o Reichsparteitag, Congresso do NSDAP de 1933 realizado por Leni Riefensthal e que foi considerado perdido ao longo de sete decénios.

Der Sieg des Glaubens (A Vitória da Fé) foi o primeiro documentário dirigido por Leni Riefenstahl. O filme relata o 5º Reichsparteitag do NSDAP, que ocorreu em Nuremberg de 30 de Agosto a 3 de Setembro de 1933. O filme tem o mesmo formato de outras produções de Riefenstahl como Triumph des Willens e Tag der Freiheit (produzidos em 1934 e 1935 respectivamente).
Mostra a chegada do Führer ao aeroporto, seu encontro com membros do partido, discursos de representantes, além de desfiles da SA.
Ernst Röhm, líder da SA, está presente no filme. Em junho de 1934, durante a noite das facas longas, Röhm, homossexual assumido, e vários outros líderes da SA foram executados. Todas as evidências de Röhm deveriam ser apagadas da história da Alemanha, o que incluiria destruir todas as cópias do filme, então Triumph des Willens foi produzido para substituí-lo. Uma cópia de Der Sieg des Glaubens só foi encontrada em 1986.

Fotos e Trailers

Trailers (1)
Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita | Trailer 2 Legendado

Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita

Comentários 4
amigos querem ver
pimenta_sovietica
Pimenta Soviética
5 meses atrás

Fascinante Fascismo

Lembro quando conheci Leni Riefenstahl, mesmo me sentindo culpado, sua obra e sua pessoa eram objetos de fascinação para mim. Obcessão essa me fez consumir tanto sua obra quanto inúmeros
materiais sobre ela. Foi assim que conheci o documentário "Leni Riefenstahl: a deusa imperfeita" de Ray Müller, onde a própria Riefenstahl participa, com uma presença dominante, dando dicas de enquadramento, etc.

No meu comentário de Pasażerka, filme inacabado de Andrzej Munk, eu cheguei a comentar alguns paralelos da protagonista Liza com a própria Riefenstahl, mais além de argumentos similares mas também por estarem se contradizendo o tempo todo. Em alguns pontos eu tentava defender uma mulher que nem mesmo se ajudava (apesar que é inegável que de certa forma ela foi um bode expiatório muito por ser mulher, como se pode ver no patético e misógino documentário de Veiel). Um argumento que Riefenstahl usa como defesa é "arte pela arte", que seu trabalho era artístico e não ideológico. Dissequemos isso por partes.

1 - Essa história de arte pela arte, em defesa de todo tipo de manifestação artística nunca fora seguida pelo Nazismo, recomendo absolutamente o documentário "Arquitetura da Destruição"  de Peter Cohen, apesar que a exposição juntamente com a elaboração teórica de Arte Degenerada, a proibição de obras de autores comunistas e/ou judeus, e as fogueiras de livros durante o Terceiro Reich são bem conhecidas. Susan Sontag (chegaremos nela posteriormente) comenta que Goebbels oficialmente proibiu a crítica de arte, em novembro de 1936. Mesmo ano que Richard Grunberger relata que: "a crítica literária como até então entendida foi abolida; de agora em diante as críticas seguiam um padrão: uma sinopse do conteúdo repleta de citações, comentários marginais sobre o estilo, um cálculo do grau de concordância com a doutrina nazista e uma conclusão indicando a aprovação ou não." E não é necessário dizer que com a entrada oficial dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, todos os autores estrangeiros foram rigorosamente censurados. Isso falando apenas de ações tomadas diretamente com obras de artes, não é preciso comentar os atos mais extremos desse regime assassino, que não só inferiorizou seres humanos (mais além se eram artistas ou não) como também exterminou. Vale ressaltar que essa noção do belo, de um ideário de arte era regido por um viés enviesado e errôneo, como aponta o já citado Arquitetura da Destruição. É aí que Riefenstahl é realmente ingênua, pois não foi capaz de perceber que sua manifestação artística só lhe foi permitida por estar com o grupo dominante, contando com todo o aparato. Ela até chega a comentar que não estava presente no Incêndio do Reichstag, e que cobrou Hitler, o qual cortou o assunto na hora (o que eu acredito ser uma baita mentira de uma pessoa que estava com a soga no pescoço).

2 - Riefenstahl comenta que seus documentários para o Partido Nazista eram apenas artísticos, que ela teria feito o mesmo trabalho para comunistas, seguido de argumentos que era ingênua, etc. Susan Sontag comenta o truque de filtro, o qual consiste em jogar fora toda a ideologia política nociva e guardar apenas os méritos estéticos. Linha essa defendida por pessoas (incluindo eu) atraídas pelas imagens de Riefenstahl em virtude da beleza de sua composição. Porém, é mais uma contradição de Riefenstahl. Em "A deusa imperfeita" me chamou a atenção o trabalho fotográfico que Riefenstahl realizava no Sudão. Você provavelmente já deve ter escutado o argumento de defesa que Riefenstahl deu enfoques para Jesse Owens em Olympia. E nisso, entramos em outro ponto, o qual eu mesmo já figurei,
talvez ela não fosse antissemita e nem compactuasse com todo o ideário nazista, mas sim com o belo, com um imaginário de perfeição. Susan Sontag comenta: "[...] ou, para os seus partidários, a confirmação definitiva de que ela foi sempre uma fanática pela beleza ao invés de uma horrível propagandista". Porém em "Fascinante Fascismo" Susan Sontag discorre:

- "Apesar de os Nuba serem negros, ao invés de arianos, o retrato que Riefenstahl faz deles evoca alguns dos maiores temas da ideologia nazista: o contraste entre o limpo e o impuro, o incorruptível e o corrompido, o físico e o mental, o satisfeito e o crítico'.

A primeira vez que assisti Olympia eu fiquei abismado, aquela abertura eu tive que reassistir. E a Vitória da Fé é outro filme de contemplação. Eu poderia ter vindo aqui e tido falado o quanto este filme é extraordinário, o trabalho mais soberbo de Riefenstahl (apesar de ser em Olympia que ela alcança o auge) onde todas suas escolhas técnicas e estéticas são acertadas, dar a nota máxima de avaliação e ir embora. Contudo, é essa forma do filme que leva o Partido Nazista e sobretudo, seu líder transcederem de figuras humanas para algo quase divino. E entendendo isso, eu vi que não tem como avaliar esse filme, pois a maneira que Riefenstahl o filma e o monta mais além de representar um suposto ideário fascistóide que Susan Sontag comenta: o culto à beleza, monumentalismo, são elementos que trazem a noção de unidade, harmonia, de destino e principalmente a misticidade. O que me fez finalmente ler o ensaio de Susan Sontag: "Fascinante Fascismo", o qual Riefenstahl disse que não entendera como uma mulher tão inteligente pudera ter escrito semelhante bobeira. Nesse ensaio, Susan Sontag adverte a função da arte de imortalizar seus líderes e doutrinas, e é o caso dos processos criativos tomados por uma das mais geniais cineastas da história.

É necessário superar Leni Riefenstahl, assumo a mea culpa. Não a tratei em algum momento somente como Leni, como já fizera inúmeras vezes, tentei ser mais distante apenas com o sobrenome. O que não significa que devamos ignorar toda sua magnífica habilidade artística e nem seus filmes, que são documentos históricos. Este aqui é um registro antes da famigerada Noite das Facas Longas, não a toa Hitler mandou a destruição do filme e encomendou O Triunfo da Vontade. Ou então Olympia que mostra várias figuras históricas não só sendo simpáticas a Hitler, como também prestando saudações nazistas, como é o caso da delegação grega. E por último, tentar entender como o Nazismo conseguiu atrair tanta gente, será que esses documentários (que como todo documentário não é verdade e sim construção) são capazes de nos dizer?

jordisonfrancisco
Jordison
8 meses atrás

No dia de hoje, do ano de 1916, vieram a público documentos que revelavam as atividades clandestinas do adido militar alemão em Washington, Franz von Papen. Os papéis mostravam que ele coordenava operações secretas para sabotar o esforço de guerra dos Aliados a partir do território dos Estados Unidos, país que ainda era oficialmente neutro. A revelação causou enorme indignação na imprensa e no governo norte-americano, marcando uma das maiores crises diplomáticas do período pré-entrada dos EUA na 1ª Guerra Mundial.
Um detalhe quase cinematográfico: os documentos de Papen só foram descobertos porque ele esqueceu sua pasta em um trem em Nova York. Dentro dela havia códigos, recibos e instruções para agentes alemães. A mala foi parar nas mãos das autoridades, que rapidamente perceberam a extensão da rede de espionagem e sabotagem que operava nos Estados Unidos.
Em 1916, os Estados Unidos ainda se declaravam neutros, mas vendiam armas e suprimentos à Grã-Bretanha e à França. Para a Alemanha, isso tornava o país um inimigo indireto. Por isso, Berlim investiu pesadamente em operações secretas para atrasar, danificar ou impedir que esses materiais chegassem à Europa. Washington tornou-se um verdadeiro campo de batalha invisível.
Von Papen era um oficial aristocrata do exército alemão, experiente e bem relacionado. Como adido militar, sua missão oficial era diplomática, mas, na prática, ele comandava uma rede clandestina de agentes, mensageiros e financiadores. Seu objetivo era simples: minar o esforço de guerra dos Aliados usando solo americano.
Entre as atividades atribuídas à rede de Papen estavam explosões em fábricas, sabotagem de navios, incêndios em armazéns e até tentativas de organizar greves. Um dos episódios mais famosos foi a explosão do depósito de munições de Black Tom, em Nova Jersey, em 1916, um ataque que causou danos equivalentes a centenas de milhões de dólares em valores atuais.
O caso von Papen contribuiu para deteriorar ainda mais as relações entre Washington e Berlim. Junto com episódios como o afundamento de navios por submarinos alemães, o escândalo ajudou a preparar o terreno para a entrada dos Estados Unidos na guerra em 1917.
De volta à Alemanha, Franz von Papen não foi punido. Pelo contrário: foi tratado como alguém que havia servido fielmente aos interesses do Império Alemão. Essa ausência de consequências reforçou sua ascensão política nos anos seguintes, especialmente durante o turbulento período da República de Weimar.
Na década de 1930, von Papen desempenhou papel crucial na política alemã. Foi chanceler em 1932 e, posteriormente, vice-chanceler de Adolf Hitler. Sua atuação nos bastidores foi decisiva para a ascensão do regime nazista, acreditando, erroneamente, que poderia controlar Hitler politicamente.
Após a Segunda Guerra Mundial, Franz von Papen foi julgado em Nuremberg. Apesar de absolvido das acusações principais, seu passado como conspirador, diplomata oportunista e facilitador do nazismo consolidou sua imagem como uma figura-chave nos bastidores dos grandes conflitos do século XX.

lorennafs
Lorenna Fonseca
10 anos atrás

Excelente!!! mesmo ainda sendo um filme de propaganda, é notável a importância do discurso ideológico para o domínio das massas! Numa Alemanha pós primeira guerra, Hitler foi um prato cheio, para pessoas que ansiavam algum tipo de mudança no espaço de experiência que viviam (mesmo acontecendo algo que muitos nem esperavam). É até engraçado, como multidões são movidas, por algum "líder" que pregue, em nome de uma comunidade imaginária que é a nação, possibilidades de futuros que modifiquem o aqui e agora. e que ainda propicie algum tipo de identidade entre os indivíduos.

celle_e_mile
Celle e Mile
14 anos atrás

Alguém tem um link pra baixar?
torrent ou qualquer coisa hehe
=]

calouro
Calouro
15 anos atrás

O filme é um saco, propaganda pura. Mas para quem gosta de observar detalhes de filmagem (contraste preto/branco, uso das câmeras, edição), é um prato cheio. Vale para todos os filmes dela.
Essa diretora é o exemplo máximo de um gênio artistico colocando o seu dom a serviço de uma cambada de fdp. Ela disse que "só queria fazer filmes"... Sei não. Mas, em termos de cinema, tem que se tirar o chapéu para essa nazista safada.

Carregando Publicidade...
½
1
2
3
4
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (11)
Entre o Amor e a Paixão Um Lugar Qualquer Encontros e Desencontros A Maçã E Buda Desabou de Vergonha
Mulheres na direção
por anateatre
A Cruz de Ferro Esperança e Glória A Ponte da Desilusão A Guerra de Inverno Napola
Segunda Guerra Mundial - WW2
por eddieobrien
O Príncipe Sapo Sumô, Suor e Peleja O Café 100 Monsters Lili, a Estrela do Crime
Descubra algo novo
por llw
O Triunfo da Vontade Olympia - Parte 1: Ídolos do Estádio Olympia - Parte 2: Vencedores Olímpicos Arquitetura da Destruição A Queda! As Últimas Horas de Hitler
Nazismo e Segunda Guerra Mundial
por lokimzh

Elenco de A Vitória da Fé

Mostrar mais (15)
Adolf Hitler 56 59

Adolf Hitler

Albert Speer 0 1

Albert Speer

Baldur von Schirach 0 0

Baldur von Schirach

Ernst Röhm 0 0

Ernst Röhm

Franz von Epp 0 0

Franz von Epp

Franz von Papen 1 0

Franz von Papen

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: