Em 1850, numa ilha colonizada pelos franceses na América do Norte, Neel (Kusturica), um marinheiro que está de passagem, mata um homem numa briga de bar e é condenado à morte. Porém é preciso esperar que a guilhotina (que tinha o apelido de "viúva") venha da França. Neste meio tempo, Madame La (Juliette Binoche) e seu marido (Daniel Auteuil) se emprenham em convencer a população de que Neel não merece tal punição, que é uma pessoa boa e que pode ser reabilitado. Por meio de trabalho, estudo e sobriedade, Madame La reconduz Neel à redenção, transformando-o. Sua atitude, no entanto, começa a incomodar a elite local, que passa a criticar o capitão pelo excesso de liberdade dado à mulher. Porém, o próprio capitão acaba se afeiçoando ao condenado, tornando ainda mais difícil sua execução quando a guilhotina finalmente chegar.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
É muito fácil se apegar nesses romances épicos.Muito pela ambientação e pela suavidade do progresso.Daniel Auteuil vive um dos mais diferentes personagens de sua carreira.Binoche é só elogios...
>Assistido em 21 de Abril de 2022
Alguém sabe onde encontro?
Drama de época muito interessante que retrata o perigo das decisões (pessoais ou oficiais) já que o ser humano é por demais complexo para ser julgado por apenas um de seus atos, mesmo que esse ato seja um assassinato. Um filme que mostra a luta de uma mulher para tornar públicas as facetas desconhecidas de um condenado. E uma dupla de atores que estão entre os melhores da atualidade e compõem personagens que tanto se mostram como nos confundem. Juliette Binoche é uma atriz e tanto, com sua meia expressão de amargura a incrementar qualquer trabalho. Mas é Daniel Auteuil que faz o personagem mais curioso, com ações inesperadas e grande perspicácia (sim, ele sabia exatamente o que estava fazendo). E Emir Kusturica nos dá mostras de que sabe como ser um bom ator.
Com belas imagens e apenas diálogos necessários (sem tolas verborragias pretensiosas) "A Viúva de Saint-Pierre" merece muito ser assistido por mais pessoas.
Um Tribunal de Justiça nunca volta atrás de suas decisões, às sentenças cabem apenas recursos em outras instâncias, elas nunca são anuladas, podem sim serem perdoadas por instituições superiores como pela Presidência da República ou Governos Estaduais. No filme o julgamento é justo por sua origem mas injusto na sua condução:
"Estamos executando um homem que não é o mesmo que julgamos" , a Justiça não vê os acontecimentos posteriores ao crime, como o arrependimento e mudanças de comportamento como fatores atenuantes, as suas decisões "têm" que serem cumpridas.
O filme é muito bonito, mas poderia ser mais completo no contexto da então muito recém criada República Francesa do "Bleu Blanc Rouge" (Liberté, Igualité, Fraternité) e sua política de governo nos seus territórios além fronteiras.
Uma obra de arte!