Uma pequena casa de férias junto ao mar Báltico. Os dias estão quentes e não chove há semanas. Quatro jovens se reúnem, velhos e novos amigos. À medida que as florestas secas ao seu redor começam a pegar fogo, o mesmo acontece com suas emoções. Felicidade, luxúria e amor; mas também ciúmes, ressentimentos e tensões.
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o homem loiro é realmente o mal da humanidade
nenhuma estética equivocada constrange tanto quanto a vulgaridade da amargura
Afire
* Reedição
Quatro pessoas, dentre eles velhos amigos, reúnem-se em uma casa de veraneio no mar Báltico. Os dias são quentes, e as conversas entre eles são um misto de memórias e descobertas. Até que um terrível incêndio florestal nas proximidades coloca todos em risco.
O diretor alemão Christian Petzold deixa de lado seus filmes complexos de drama de guerra com ar de ficção científica e se volta para um drama com humor e romance. É um filme diferente do que estamos acostumados a ver dele – é o diretor de ‘Phoenix’ (2014) e ‘Em trânsito’ (2018). A história é em torno de alguns dias na vida de um jovem escritor (papel do austríaco Thomas Schubert, de “O impostor”, num bom desempenho) que vai com um amigo para uma casa de férias no mar Báltico. Lá tentará terminar seu novo livro, enquanto aguarda a chegada do editor. Ele conhecerá uma mulher hospedada no quarto ao lado que mudará sua vida. Os dias são quentes, ele está preocupado com o livro, até que um incêndio de grandes proporções atinge florestas de região, deixando-os isolados e sem comunicação. É um filme de estudo de personagem, com boa fotografia e muito sentimento autoral na trama (talvez o filme mais fácil de compreender de Petzold, que tem no currículo obras complexas). No elenco temos a atriz alemã Paula Beer, que trabalhou com Petzold no longa anterior dele, ‘Undine’ (2020). Venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, foi indicado ao prêmio de melhor filme em San Sebastián e teve a estreia no Brasil na Mostra Internacional de Cinema de SP de 2023 (onde vi pela primeira vez). Saiu recentemente em DVD pela Obras-primas do Cinema em parceria com a Imovision, em um disco contendo dois extras (trailer e galeria de fotos), embalado em luva e ainda com dois cards com os pôsteres do filme.
* Reedição - Texto publicado em 28/10/2023. POR FELIPE BRIDA - Bog Cinema-naweb blogspotcom
Se existisse um oscar de protagonista mais babaca, esse filme certamente teria ganhado. Esse Leon é um prego, que cara chato. Dito isso, achei o filme interessante. O elenco tá muito bem aplicado, os diálogos são bons. É interessante poder observar o comportamento humano nas situações que são postas aqui. Tenho a impressão de que nada está "jogado" no filme. Mas ainda não consegui maturar muito o significado de certas coisas.
Acho que uma mensagem muito clara é a de aproveitar o momento e não se levar tão a sério.
em um determinado momento a Nadja convida o Leon pra ver o mar brilhando. Ele não vai porque está ressentido da crítica e "tem um longo dia amanhã". Depois, quando a Nadja já foi embora, após a morte do Felix e do Devid, ele vai na praia sozinho, e o mar está brilhando. Pra mim isso é um simbolismo dele vendo o que perdeu, o que poderia ter vivido e deixou de viver.
Outra mensagem que eu enxergo é
ele adormecer durante o dia duas vezes, quando estava "trabalhando". Pra mim é um simbolismo sobre pessoas que são tão focadas no trabalho que vivem sempre cansadas e não conseguem aproveitar a vida. Estão "dormindo" enquanto a vida passa.
Enfim, não achei nada espetacular, mas é um bom filme. Dá pra aproveitar muita coisa aqui.