Uma pequena casa de férias junto ao mar Báltico. Os dias estão quentes e não chove há semanas. Quatro jovens se reúnem, velhos e novos amigos. À medida que as florestas secas ao seu redor começam a pegar fogo, o mesmo acontece com suas emoções. Felicidade, luxúria e amor; mas também ciúmes, ressentimentos e tensões.
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Ecos do cinema de Rohmer, tanto na paisagem de veraneio praiana bem como em um excesso verborrágico em dado momento. Além disto, como nos filmes do diretor francês, um protagonista insuportável, metido à besta e intelectual, entrentanto Petzold o faz com consciência de ter criado um boçal enquanto Rohmer o fazia sem intenção. Confesso que não conhecia Petzold ,e vi um diretor seguro que trouxe ao menos um elemento metafórico em seu filme , que apesar de simples, funciona.
Filmão!
o homem loiro é realmente o mal da humanidade
nenhuma estética equivocada constrange tanto quanto a vulgaridade da amargura
Afire
* Reedição
Quatro pessoas, dentre eles velhos amigos, reúnem-se em uma casa de veraneio no mar Báltico. Os dias são quentes, e as conversas entre eles são um misto de memórias e descobertas. Até que um terrível incêndio florestal nas proximidades coloca todos em risco.
O diretor alemão Christian Petzold deixa de lado seus filmes complexos de drama de guerra com ar de ficção científica e se volta para um drama com humor e romance. É um filme diferente do que estamos acostumados a ver dele – é o diretor de ‘Phoenix’ (2014) e ‘Em trânsito’ (2018). A história é em torno de alguns dias na vida de um jovem escritor (papel do austríaco Thomas Schubert, de “O impostor”, num bom desempenho) que vai com um amigo para uma casa de férias no mar Báltico. Lá tentará terminar seu novo livro, enquanto aguarda a chegada do editor. Ele conhecerá uma mulher hospedada no quarto ao lado que mudará sua vida. Os dias são quentes, ele está preocupado com o livro, até que um incêndio de grandes proporções atinge florestas de região, deixando-os isolados e sem comunicação. É um filme de estudo de personagem, com boa fotografia e muito sentimento autoral na trama (talvez o filme mais fácil de compreender de Petzold, que tem no currículo obras complexas). No elenco temos a atriz alemã Paula Beer, que trabalhou com Petzold no longa anterior dele, ‘Undine’ (2020). Venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, foi indicado ao prêmio de melhor filme em San Sebastián e teve a estreia no Brasil na Mostra Internacional de Cinema de SP de 2023 (onde vi pela primeira vez). Saiu recentemente em DVD pela Obras-primas do Cinema em parceria com a Imovision, em um disco contendo dois extras (trailer e galeria de fotos), embalado em luva e ainda com dois cards com os pôsteres do filme.
* Reedição - Texto publicado em 28/10/2023. POR FELIPE BRIDA - Bog Cinema-naweb blogspotcom