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Em um campo coberto de neve do Norte, Nanook e Sedna vivem seguindo as tradições de seus antepassados. Sozinhos na região selvagem, eles se parecem com as últimas pessoas na Terra. O modo de vida tradicional de Nanook e Sedna começa a mudar - devagar, mas inevitavelmente. A caça torna-se cada vez mais difícil, os animais ao seu redor morrem inexplicavelmente e o gelo tem derretido mais cedo todos os anos. Chena, que os visita regularmente, é a sua única conexão com o mundo exterior - juntamente com a filha Ága. Quando a saúde de Sedna se deteriora, Nanook decide cumprir seu desejo, e embarca em uma longa jornada para encontrar Ága.
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Que lindo!
Que mimo para os olhos é esse filme. Lindo demais. Esteticamente deslumbrante.
Há algo de mágico no ritmo e a história não deixa muito a desejar, ainda que minimalista.
Me remeteu a Apichatpong, possivelmente por reviver narrativas tradicionais e pelos momentos de silêncio, mas particularmente, sob o risco de apedrejamento, achei Milko Lazarov um melhor condutor.
Robert Flaherty se emocionaria com essas histórias de renas mágicas.
É ficção, mas com características de documentário antropológico, pois mostra um modo de vida rústico que tende ao desaparecimento por conta de questões ecológicas e sociais. Mesmo com poucos protagonistas, pouca ação e um horizonte nebuloso prende a atenção o tempo todo.
Àga é daquele tipo de cinema que ninguém mais quer rodar hoje em dia, mostra hábitos milenares que há muito caíram no esquecimento e é o tipo de filme que nenhuma distribuidora quer lançar por justamente não ter um proposto rendimento. Mas é o tipo de cinema que às vezes cai numa Mostra de cinema como a de SP para a sorte de quem ainda tem um espaço para esse olhar.
Àga tem alguns cenários abertos e enormes que acabam conflitando com os pequenos hábitos dos personagens. E é dessa junção que acaba sendo uma proeza acompanhar uma história cheia de tradição, simbolismo e família.