Dirigido por
Duração
A pequena órfã Maria Helena sente-se amedrontada e insegura com a iminência de ser transferida para outro orfanato. A única amiga, Sueli, descobre o paradeiro de seu pai, Nelson, que desconhecia a existência da filha. Ele é um playboy que vive de renda, amante do mar, irmão do famoso cirurgião plástico Miguel Fragonard, com quem tem uma relação conturbada. A princípio, Nelson rejeita Maria Helena, mas a menina acaba conquistando-o no momento em que sua vida passa por uma grande reviravolta: enganado por um falso amigo, perde toda sua fortuna.
É neste ponto que Nelson se envolve com Lígia, mulher de fibra, racional e ambiciosa. Separada e com dois filhos pequenos, ela luta para manter o status de classe alta. Lígia acaba apaixonada por Nelson, mas ele é o oposto do tipo de homem que sempre sonhou: vive com a cabeça nas nuvens e está falido. Ao fugir do amor, Lígia se envolve com o milionário viúvo Miguel Fragonard, sem saber que ele e Nelson são irmãos e que se detestam. Diante de tantos conflitos, Lígia opta por casar-se com Miguel, mas ele acaba assassinado. Naturalmente, ela e Nelson tornam-se suspeitos pelo crime.
Sandra, filha de Miguel, rejeita a segunda mulher do pai. Ela já foi apaixonada pelo médico Marcos, que trabalha na clínica de Miguel, mas o rapaz só tem olhos para Janete, moça forte e de ideias firmes, o oposto de Sandra. Por causa de sua origem humilde, Janete é rechaçada pela arrogante Lourdes Mesquita, mãe de Marcos, que faz o que pode para separar os dois. Lourdes consegue provas de que Evaldo, pai de Janete, estava envolvido em contrabando e a chantageia. Porém, a jovem recusa-se a abandonar Marcos e seu pai acaba denunciado e preso.
Apesar de não ser rica, Lourdes Mesquita é bem relacionada na sociedade carioca. Organizadora de festas, vive de aparências, mesmo com o sufoco para pagar as contas todo mês. Tem uma relação difícil com o filho Marcos, que não aprova seus métodos, e se apoia na filha Márcia, sócia em sua empresa. Márcia é casada com Edir, professor de cursinho, idealista e de fortes convicções, que vive batendo de frente com a sogra por incompatibilidade de ideias. Márcia vive no fogo cruzado entre a mãe e o marido, o que acaba por minar o seu casamento.
Em meio aos dramas de Maria Helena, Nelson, Lígia, Sueli, Janete e Lourdes, está a excêntrica milionária Stella Fraga Simpson, uma socialite divertida, moderna e liberada. Amiga de Lourdes e dos irmãos Fragonard, ela é mãe do fotógrafo Bruno e descasada do milionário Kleber, de quem ainda é próxima. Cinquentona bela e charmosa, Stella coleciona namorados, sempre rapagões, mas sem se apegar por muito tempo a nenhum deles. Ao final, entediada com o vazio de festas e compromissos sociais, repensa a vida e tenta realizar um sonho da juventude: tornar-se atriz.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Revi novamente na íntegra pelo Globoplay. Tinha acompanhado na época da reprise do Canal Viva, entre 2013 e 2014, embora tenha gostado na época, achava muito longa, difícil as vezes de prender atenção. Já hoje, acompanhado pelo celular ficou mais fácil rsrsrsr
De modo geral, é sim uma excelente novela, com uma reta final surpreendente(a lá Gilberto Braga). Todos os personagens são muito bem defendidos pelos seus intérpretes, o que deixa a trama ainda mais marcante. Some isso a uma trilha sonora irretocável e pronto, temos um clássico.
Vale a pena conferir, pois de fato, é um retrato de uma época.
Assisti na época com meus 11 anos, depois revi no Viva em 2014 e agora(2025) pelo Globoplay. "Água Viva" foi o puro suco dos anos 80 das novelas onde começaram novas tendências da moda, do windsurf e do topless. Uma novela com um elenco de primeira e uma trilha sonora sensacional!
Eu sou apaixonado por essa novela
Novela, das inéditas, que mais gostei de assistir no Canal Viva. É um Gilberto Braga carregado nos diálogos e cenas longas, coisa que adoro em novelas. Aquele Rio ensolarado do início dos anos 80 é de encher os olhos. Tenho tanto a novelas completa, quanto as trilhas que figuram entre as melhores da década de 80.
Foi ótimo rever as atitudes da geração Rio Zona Sul 80...o windsurf, a moda, as discussões filosóficas nos barzinhos...Trouxe a divina Tônia Carreiro com sua Stella extravagante e linda, Beatriz Segall e a arrogante Lourdes, Glória Pires (novinha já mandava bem!!), aliás foi uma época de ouro da teledramaturgia, os autores tinham um elenco com neurônios...um luxo ver personagens dito secundários interpretados por feras com a direção charmosa de Paulo Ubiratan (ótimo * * )!!. Na trama vale ressaltar o comportamento das classes sociais da época..(!?), parecia que não havia “vida inteligente” longe da riqueza e da Zona Sul!! : ( .Água Viva é uma novela agradável, ensolarada, sem miscelânea...conquista a cada capítulo e respeita o espectador, show. * * * * * *