Entre 20 e 21 de maio de 1927, Charles Lindberg (James Stewart), um piloto de 25 anos, cruzou sozinho o Atlântico no primeiro vôo sem escalas de Nova York até Paris. A viagem durou 33 horas e meia, foi feita em um monomotor e a maioria das pessoas não acreditava no êxito desta travessia, pois seis pilotos morreram tentando. O filme narra este histórico acontecimento e, através de diversos flashbacks, são mostrados momentos marcantes da vida de Lindberg.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Bonito drama contando a 1a grande façanha da história da Aviação, a 1a travessia do Oceano Atlântico pelo destemido Chales Lindbergh, interpretado de forma soberba por James Stewart. A direção de Billy Wilder é segura e a trilha sonora de Franz Waxman é perfeita.
A mesma emoção que um repolho pode emitir, esperando ser cortado para o almoço de Páscoa...
Você negaria 15 mil dólares para James Stewart cruzar o Atlântico como nunca ninguém antes havia feito? Eu negaria, porque não tenho 15 mil dólares, MAS SE TIVESSE, COM CERTEZA DARIA, O HOMEM EXALA CONFIANÇA DEMAIS.
Apesar de Wilder ter sido um diretor 'camaleão' jamais o imaginaria dirigindo ou escrevendo este filme. Talvez a aviação não seja uma paixão de wilder e isto transparece em um filme burocrático , comum e nada espirituoso ou ácido como wilder costumava ser. AInda sim James Stewart segura o interesse apesar de a trama se alongar em flashbacks um tanto estranhos.
O filme é a história do grande feito de Charles Lindbergh, que em 1927 foi o primeiro a cruzar o atlântico num vôo sem escalas de Nova York a Paris.
Quem faz o protagonista é James Stewart, bem, como sempre, numa interpretação contida e precisa. Depois soube que o ator era 20 anos mais velho que o piloto quando realizou seu feito. Fiquei pensando que a juventude é um elemento importante dessa história, e não foi retratada no filme.
A direção do Wilder também é uma boa dosagem entre narrar a aventura e sobrepor a flashbacks da vida do protagonista. Wilder e o roteiro conseguiram fugir como puderam do texto explicativo, mas de toda forma ele ocupa muito espaço, dependendo dos pensamentos do piloto pra gente compreender os riscos e dramas que ele tá passando... Cheguei a pensar que uma narração em off não cairia mal e soaria menos forçado.
Outro aspecto que a mim não convenceu foi um certo tom religioso que foi posto pela história da correntinha da santa. O filme passaria bem sem aquilo, principalmente na hora dá aterrizagem (mas é bom destacar que o flashback com o padre é maravilhoso).
O bom tempo a que o filme se dedica a narrar os preparativos da aventura e os flashbacks da vida de Lindbergh são pra mim o ponto alto, que ajudam a dar emoção aquela aventura que a gente já sabe que vai dar certo. Mas simpatizamos com o protagonista e sua história ao ponto de conseguir torcer, vibrar e principalmente ficar feliz com a sua conquista e com agora conhecer aquela história.