Na Rússia do século 13, invadida por estrangeiros, o príncipe Alexander Nevsky arregimenta a população para formar um exército e conter a invasão de cavaleiros teutônicos. Baseado em fatos históricos.
A fotografia é realmente o destaque aqui, junto da direção de arte (com o desconto dos equipamentos de guerra, que infelizmente parecem feitos de papelão). O filme tem problemas de montagem e de narrativa, e está muito longe da qualidade dos demais trabalhos de Eisenstein.
Acredito que o que mais nos atrapalha em assistir Alexander Nevsky não seja nem o aspecto panfletário, já que isso ainda acaba sendo bem conduzido no contexto geral, mas sim que a restauração feita sobre o filme é tão boa que acabamos vendo toda a baixa qualidade dos equipamentos e figurinos, com espadas sendo verdadeiros pedaços de pau em cena, algo que não se percebia tão facilmente nas projeções antigas. Com isso, todo o aspecto épico da obra acaba indo embora.
Ainda assim é um filme interessante de ver, nada perto de outras obras de Eisenstein, mas que tem um valor como documento histórico. O ponto alto do filme são as personagens femininas, dando exemplo ao cinema atual.
Alexander Nevsky é claramente um filme panfletário e até certo ponto bem superficial. Os personagens não são tão bem desenvolvidos assim e caem nos mais profundos estereótipos. Você sente que todo o elenco não atua mal, mas carece totalmente de naturalidade. Os alemães aqui parecem demônios originários de um filme de terror, chega a ser cômico tal exagero em certos momentos. Mas o Eisenstein é um dos grandes diretores da história do cinema e consegue entregar momentos memoráveis com toda a sua intensidade, inventividade e técnica apurada que foram tão presentes em sua carreira. A batalha no gelo sem dúvidas foi um marco para o cinema e influenciou cenas de batalhas grandiosas presentes em muitas outras obras, como Falstaff - O Toque da Meia Noite, Spartacus, Ran e Coração Valente, por exemplo. Dou 3 estrelas e meia mais pela exuberante parte técnica (nesse aspecto Eisenstein nunca deixa a desejar) e pela inegável importância histórica, mas Alexander Nevsky não serve nem para limpar as botas de Ivan, o Terrível, por exemplo. Este sim, um filme extremamente complexo.
Algumas coisas no filme hoje parecem datadas como as cenas de batalha que por vezes parecem um pouco amadoras. O filme traz um clara propaganda nacionalista contra as invasões estrangeiras. Algo que não chega a prejudicá-lo. Mesmo com as suas limitações o filme nos conquista pela sua grande história e pela sua apurada concepção artística. As cenas passadas em ambientes glaciais ainda impressionam. Curiosamente o protagonista Alexander Nevsky embora seja crucial para a história aparece pouco nela.
A fotografia é realmente o destaque aqui, junto da direção de arte (com o desconto dos equipamentos de guerra, que infelizmente parecem feitos de papelão). O filme tem problemas de montagem e de narrativa, e está muito longe da qualidade dos demais trabalhos de Eisenstein.
E foi espada, foi escudo, foi tudo.
Acredito que o que mais nos atrapalha em assistir Alexander Nevsky não seja nem o aspecto panfletário, já que isso ainda acaba sendo bem conduzido no contexto geral, mas sim que a restauração feita sobre o filme é tão boa que acabamos vendo toda a baixa qualidade dos equipamentos e figurinos, com espadas sendo verdadeiros pedaços de pau em cena, algo que não se percebia tão facilmente nas projeções antigas. Com isso, todo o aspecto épico da obra acaba indo embora.
Ainda assim é um filme interessante de ver, nada perto de outras obras de Eisenstein, mas que tem um valor como documento histórico. O ponto alto do filme são as personagens femininas, dando exemplo ao cinema atual.
Alexander Nevsky é claramente um filme panfletário e até certo ponto bem superficial. Os personagens não são tão bem desenvolvidos assim e caem nos mais profundos estereótipos. Você sente que todo o elenco não atua mal, mas carece totalmente de naturalidade. Os alemães aqui parecem demônios originários de um filme de terror, chega a ser cômico tal exagero em certos momentos. Mas o Eisenstein é um dos grandes diretores da história do cinema e consegue entregar momentos memoráveis com toda a sua intensidade, inventividade e técnica apurada que foram tão presentes em sua carreira. A batalha no gelo sem dúvidas foi um marco para o cinema e influenciou cenas de batalhas grandiosas presentes em muitas outras obras, como Falstaff - O Toque da Meia Noite, Spartacus, Ran e Coração Valente, por exemplo. Dou 3 estrelas e meia mais pela exuberante parte técnica (nesse aspecto Eisenstein nunca deixa a desejar) e pela inegável importância histórica, mas Alexander Nevsky não serve nem para limpar as botas de Ivan, o Terrível, por exemplo. Este sim, um filme extremamente complexo.
Algumas coisas no filme hoje parecem datadas como as cenas de batalha que por vezes parecem um pouco amadoras. O filme traz um clara propaganda nacionalista contra as invasões estrangeiras. Algo que não chega a prejudicá-lo. Mesmo com as suas limitações o filme nos conquista pela sua grande história e pela sua apurada concepção artística. As cenas passadas em ambientes glaciais ainda impressionam. Curiosamente o protagonista Alexander Nevsky embora seja crucial para a história aparece pouco nela.