Altas Horas é um programa de televisão brasileiro apresentado por Serginho Groisman e transmitido pela Rede Globo de Televisão. Os assuntos abordados no programa incluem música, dança, entrevistas, comentários e arte; tendo a presença de uma banda formada apenas por mulheres: Lui Rabello (guitarra e violão), Graça Cunha (vocal), Vera Figueiredo (bateria), Daniela Spielmann (sax), Gê Cortes (baixo), Jackeline Ribas (vocal), Leilah Moreno (vocal), Guta Menezes (trompete e gaita) e Ilca Leanza (teclado). O nome do programa é uma referência ao horário em que ele é exibido, na madrugada de sábado para domingo.
A plateia do Altas Horas é formada totalmente por adolescentes, os quais, muitas vezes, interagem com o apresentador e as atrações. Aliás, essa é uma das principais características do programa, que aposta nessa participação ativa e crítica do público, distribuído em uma arena circular.
Todos os anos são exibidos programas especiais no aniversário da atração e no aniversário de Serginho. Geralmente, no aniversário de Serginho, a produção faz surpresas quanto a pauta do programa até mesmo para ele.
Entre os momentos memoráveis do programa, pode-se citar o encontro ao vivo do coronel Erasmo Dias, um oficial da polícia militar durante a ditadura brasileira, com as vítimas da invasão por ele liderada na PUC-SP nos anos 1970, e também a gravação do aniversário do programa na então recém inaugurada Sala São Paulo, onde cantores de música popular brasileira se apresentaram acompanhados pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Desde 2007 o programa passou a contar com a presença da sexóloga Laura Müller, autora do livro 500 Perguntas Sobre Sexo, que tira dúvidas de formas bem-humorada da plateia e dos convidados do programa.
O Altas horas é gravado nos estúdios da Rede Globo de São Paulo e dirigido por Serginho Groisman e Maurício Arruda.
O programa vai ao ar nas madrugadas de sábado para domingo, com início, normalmente, às 1h15
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Tem o mérito de estar há 20 anos no ar, mas o formato se esgotou.
Há 20 anos no ar, "Altas Horas" foi o programa que melhor se adaptou ao momento de pandemia
A pandemia do novo coronavírus afetou toda a programação televisiva. Do Brasil e do mundo. Os produtos mais afetados foram o do entretenimento, vide o agravamento da crise do setor cultural. E os programas de auditório sofreram uma inevitável descaracterização. Afinal, todos precisam da aglomeração das plateias. Portanto, os apresentadores se viram obrigados a apresentar suas respectivas atrações de casa ou no palco sem ninguém presente (com exceção da produção). E quem melhor se virou com o inusitado novo formato foi Serginho Groisman.
A maior identidade do "Altas Horas", que completou 20 anos no ar no dia 14 de outubro de 2020, era a plateia repleta de jovens estudantes e com uma proximidade muito grande com os convidados. Todos ficavam sentados em um auditório que fazia quase um círculo no estúdio. Era quase uma arena do entretenimento e da informação. O mesmo já acontecia desde a época do inesquecível "Programa Livre", no SBT. Enquanto não houver a vacina contra a COVID-19 nada disso será possível. Um hiato é inevitável. Mas se engana quem pensa que a alteração do formato afetou a qualidade da atração.
Serginho foi muito inteligente ao mesclar conteúdo inédito com reprises. Ao invés de simplesmente reprisar programas antigos, como ocorria com o "Domingão do Faustão" e "Caldeirão do Huck", o apresentador exibe trechos de algumas entrevistas ou números musicais do programa e entrevista o convidado ou a convidada que esteve na época da exibição via vídeo-chamada.
Também tem sido fundamental na divulgação das "estreias" de novas reprises da Globo. Vide a deliciosa entrevista recente que teve com Vera Fisher, Reynaldo Gianecchini e Carolina Dieckmann para falar da volta de "Laços de Família" (2000) no "Vale a Pena Ver de Novo".
As entrevistas remotas que Serginho vem fazendo duram cerca de dez a quinze minutos e enriquecem a atração. O "Conversa com Bial" iniciou esse recurso de uma forma muito bem-sucedida e Serginho acertou ao seguir com a mesma proposta, ainda que com uma duração mais curta. Outro ótimo momento foi um bate-papo descontraído do apresentador com Susana Vieira e Renata Sorrah relembrando "Senhora do Destino" (2004). Marina Ruy Barbosa também marcaram presença em vídeo-chamadas para uma homenagem ao sucesso da personagem "Eliza" na época de "Totalmente Demais" (2016). Vale destacar ainda sua entrevista com Marjorie Estiano para falar do especial "Sob Pressão - Plantão Covid".
O êxito do "Altas Horas" com esse novo formato implicou na mudança no "Domingão do Faustão". Fausto no início apenas gravava vinhetas em casa e a reexibição dominava quase todo o tempo de programa. Algumas semanas depois, o comunicador começou a realizar entrevistas de sua casa em vídeo-chamadas. Ivete Sangalo foi um das convidadas. Agora Faustão já voltou ao palco com a nova temporada da "Dança dos Famosos", mesmo sem plateia. Agora é preciso apontar essa mexida da produção após o acerto de Serginho. Sinal que realmente funcionou.
Serginho Groisman sempre foi um dos melhores apresentadores do país e o "Altas Horas" o programa de maior qualidade na televisão aberta. O vitorioso novo formato apenas comprovou que nem uma pandemia será capaz de alterar isso. Está tudo igual, apenas um pouco diferente.
Já foi um ótimo programa, ótimas matérias, ótimo e papos, ótimos quadros, mas aos poucos o programa se perdeu. Serginho super alto astral, bem comunicativo ja fez apresentações melhores. Agora o programa é so mais uma das exibições da globo.
É incrível como o Altas Horas deixou de ser o programa mais legal das madrugadas de sábado, com papo cabeça e música decente...pra virar a pior coisa que existe na tv aberta e que agora só leva sertanejos, forrozeiros, funkeiros e gente que acha que é artista mas só enche o saco nas redes sociais .
A Rede Bobo deveria mudar o nome do programa, porque já deixou há bastante tempo de ser exibido nas "altas horas". Já não gostava, e menos ainda depois que jogaram o Supercine pra madrugada por causa dele.